Gabi Pessanha conta como unha quase barrou carreira vitoriosa no jiu-jítsu
Desde que a carioca Gabi Pessanha chegou à faixa preta no jiu-jítsu, poucas mulheres conseguiram derrotá-la. O orgulho da Cidade de Deus é decacampeã mundial aos 25 anos de idade e recentemente conquistou o tricampeonato do “The Crown”, torneio que reúne a “nata” da modalidade. E pensar que uma unha quase impediu tudo isso de acontecer.
A multicampeã explicou a história em entrevista ao podcast Mundo da Luta nesta semana. Ao contar como começou no jiu-jítsu, Gabi revelou que tinha preconceito com o esporte e, inicialmente, não queria se juntar ao amigo Lucas nos treinos. Ouça o podcast na íntegra clicando no player abaixo:
– Eu assistia a ele treinar e falava, “Não, esse negócio de flexão e abdominal, Deus me livre!” e tinha muito preconceito de suor, “Deus me livre cair o suor de alguém na minha cara, na minha boca, ai! Eca! – ri a lutadora.
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Gabi Pessanha recentemente conquistou o tricampeonato do The Crown
Reprodução/Instagram
Ela acabou convencida pelo treinador Márcio de Deus, seu mestre até hoje, a dar uma chance à “arte suave”. Só que seu primeiro contato foi cortado prematuramente por causa de suas unhas.
– Cheguei lá, toda toda, fiz os exercícios, aí ele ia ensinar a gente a pegar as coisas, e disse, “peraí, deixa eu ver sua unha”. Logo a minha, minha unha gigante. Aí ele, “não vai poder não, corta a unha e terça-feira você vem”. Sentei lá, todo mundo aprendendo e eu, “Não, venho mais não! Quando eu posso, o cara me bloqueia! Eu já não queria treinar, agora que eu vim o cara quer me bloquear, nunca mais vou aparecer nesse jiu-jítsu!” Nessa que eu estava saindo, todo mundo estava falando, “Que legal, aprendi isso, aprendi aquilo”, e eu pensei, “O quê? Vou cortar essa unha e terça-feira eu estou aqui”. Aí voltei terça-feira e nunca mais parei – contou.
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Nunca mais parou mesmo. Já são dez títulos mundiais com quimono, um mundial sem quimono, nove pan-americanos, oito europeus e sete brasileiros, entre outros. Ela já mira o recorde de títulos mundiais de Marcus Buchecha (13) e pode seguir a lenda masculina também na transição ao MMA. Gabi revelou que já fez um treino e que pretende aprender mais.
– Eu treinei um dia na TFT de luvinha, brincando, aí o professor, “Vem quinta-feira”, e eu “Não não, deixa pra próxima!” (Risos) Eu sempre corri dele, do Tatá. Eu tenho sim vontade de me testar, mas olha, meu Deus, se a menina me acertar um soco, eu vou acabar com ela, eu sou assim.
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– Claro, não vou deixar os treinos de jiu-jítsu, mas começar um treinozinho por hobby, para aprender, sentir como é , se é isso mesmo. Por isso estou com essa ideia de voltar pro Brasil já treinando, nada de “vou estrear ano que vem”, mas também não tiro essa hipótese, porque também sou competitiva, de repente se aparecer alguma coisa eu vou para me arriscar, faço meu seguro de vida… É aproveitar o momento. A vida passa rápido demais, ainda mais de atleta, e por que não treinar, não vai atrapalhar na minha vida do jiu-jítsu, tiro um horariozinho de manhã pra treinar e aprender, e também me ajuda muito como atleta. E eu sou boa, tá? – brincou Gabi.
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