Osasco leva o bronze, e Gabi elogia atuação de times brasileiros no Mundial: “Orgulho”
Vencedora do prêmio melhor atleta do vôlei, Gabi comemora: ” Um imenso orgulho pra mim”
Osasco e Praia Clube voltaram à quadra do ginásio do Pacaembu neste domingo para decidirem a medalha de bronze do Mundial de Clubes de vôlei feminino. A equipe paulista venceu as mineiras por 3 sets a 0 e conquistou o terceiro lugar da competição que conta com os melhores times do mundo. Durante o torneio, ambas as agremiações brasileiras tiveram boas atuações contra os europeus e ganharam elogios de Gabi Guimarães, ponteira do Imoco Conegliano e capitã da seleção.
Na semifinal, o Osasco enfrentou o Conegliano e impressionou ao impor 25 a 21 no primeiro set. Na segunda parcial, a equipe paulista chegou a ter a vantagem de cinco pontos e quase conseguiu mais um triunfo, mas no fim foi derrotada por 3 sets a 1.
Gabi, Conegliano x Osasco, Mundial de Clubes Feminino de vôlei
João Pires/Fotojump
– As meninas estavam embaladas, dava para ver o quanto elas queriam ganhar esse jogo, entraram com a atitude certa, muito agressivas, sacando bem. E o nosso time sentiu mesmo muita dificuldade desde o começo, errando mais do que o normal pela qualidade que nossa equipe tem – comentou Gabi Guimarães.
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– Zero me surpreendeu a maneira como o Osasco jogou. Eu até dei o toque para as meninas que a torcida iria vir com tudo, faria diferença. É uma equipe que gosta de jogos difíceis. Ao mesmo tempo, quando acabou o jogo, eu pensei: que orgulho de ver uma equipe brasileira batendo de frente, não tendo medo, botando pressão. Até brinquei, poxa, logo contra o meu time. É uma equipe incrível. Fico feliz de ver as equipes brasileiras mostrando o volei para o mundo inteiro – acrescentou a ponteira.
Praia Clube Osasco Mundial Vôlei Feminino Ginásio Pacaembu
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Na outra semifinal do Mundial, o Praia Clube enfrentou o Scandicci de Antropova e perdeu de 3 sets a 0. Apesar do placar, a equipe mineira não tornou a vida das italinas fácil. A vitória veio com as seguintes parciais: 25-23, 26-24 e 25-10.
– Eu saio triste porque eu queria estar muito nessa final. Mas eu saio orgulhosa. O time lutou e tentou. Não deixou se abater nenhum momento – analisou a central Adenízia.
Quem acompanhou a partida de perto foi José Roberto Guimarães, técnico da seleção brasileira, que gostou bastante do confronto que a equipe mineira fez contra as italianas lideradas por Ekaterina Antropova.
Adenízia comemora ponto durante o confronto contra o Osasco no Mundial de Clubes
Deco Pires/Fotojump
– Eu fiquei muito impressionado com esse jogo do Praia, porque elas jogaram de igual para igual contra uma das melhores equipes do mundo. O Scandicci tem seis estrangeiras, então eu acho que foi alguns detalhes ali, e eu já vi um Praia diferente – disse José Roberto Guimarães.
Tanto o Conegliano quanto o Scandicci são reconhecidos como seleções do mundo na atualidade. Com bom investimento, as equipes italianas formaram elencos de peso, com as melhores jogadoras de cada país.
Luizomar de Moura, técnico do Osasco
João Pires/Fotojump
– Sentimento de orgulho pelo o que a equipe está fazendo nesta semana. Não estava no planejamento da equipe jogar um Mundial. Agradeci às meninas por terem a coragem de enfrentar esse nível com uma ideia que surgiu há pouco mais de dois meses. Do outro lado, o melhor time do mundo. O Conegliano tem números mais importantes do que as seleções nacionais. Se jogasse um campeonato de seleções, com certeza seria um forte candidato a título – analisou o técnico do Osasco, Luizomar de Moura.
A última vez que um time brasileiro venceu o Mundial de Clubes feminino foi em 2012, com o Osasco. Nas últimas edições, o Brasil chegou à disputa de terceiro lugar, porém as finais foram dominadas por clubes europeus e asiáticos. geRead More


