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Repertório aéreo do Flamengo decide mais uma vez

Repertório aéreo do Flamengo decide mais uma vez

Há uma diferença considerável em ser dependente de bolas paradas aéreas para se sobressair sobre os adversários e usar tal artifício para concretizar resultados positivos em jogos de superioridade. Um dos pontos do repertório ofensivo do Flamengo se vê claramente na segunda opção. Isso foi fundamental para o time brasileiro bater o Pyramids por 2×0 e ir à final da Copa Intercontinental.
Léo Pereira marcou o seu sexto gol na temporada ao abrir caminho para o triunfo. Danilo, herói na final da Libertadores, ampliou o placar em momento complicado do jogo. Os egípcios lutaram bastante e deram trabalho a partir dos 40 minutos da 1ª etapa, mas sucumbiram a uma equipe melhor ofensivamente e competente para defender a área nos momentos de pressão.
Escalações
Filipe Luís fez três mexidas na equipe em relação ao último jogo. Danilo voltou a formar dupla de zaga com Léo Pereira, e Léo Ortiz foi para o banco. Plata entrou o lugar de Bruno Henrique, no centro do ataque, e Everton Cebolinha ficou com a vaga de Samuel Lino, no lado esquerdo do ataque. Já Krunoslav Jurcic não teve nenhum grande problema para escalar boa parte da base dua equipe.
Como Flamengo e Pyramids iniciaram o duelo válido pela Challenger Cup da Copa Intercontinental 2025
Rodrigo Coutinho
O jogo
Controle, superioridade técnica e vantagem precoce no placar, além de um susto importante na reta final. Assim foi a 1ª etapa para o Flamengo, que abriu o marcador com Léo Pereirea aos 23 minutos, mas recebeu um alerta antes do intervalo. Baixar os níveis de concentração e intensidade poderia cobrar o seu preço, mesmo considerando a diferença de qualidade individual entre as equipes.
O Pyramids não havia incomodado a defesa rubro-negra até os 40 minutos. Somou, no entanto, três chegadas relevantes logo depois. Quase todas elas a partir de desarmes na faixa central do gramado, seguidos de rápidos contragolpes. Mayele não conseguiu alcançar o cruzamento de Hamdy na boca do gol, e na sequência chtuou em cima de Rossi a grande jogada iniciada com Zalaka.
Na maior parte do tempo, no entanto, o time carioca não cedeu transições rápidas e, apesar de faltar um pouco mais de agressividade, conseguia envolver os egípcios com ótima ocupação de espaços no ataque, movimentos coordenados e supremacia técnica. O maior exemplo veio na perfeita cobrança de falta de Arrascaeta pela esquerda. Léo Pereira subiu mais do que a defesa e cabeceou no ângulo.
Arrascaeta e Ahmed Samy em Flamengo x Pyramids
Rula Rouhana / Reuters
Chamou a atenção positivamente o entrosamento entre Carrascal e Plata. O colombiano flutuava da direita para dentro, atraía Hamdy, se livrava com frequência da marcação do lateral-esquerdo, e o equatoriano traçava diagonais do meio para a direita, atacando a profundidade, para receber ao lado da área. Everton Cebolinha chegou perto de marcar em um lance assim. Ahmed Samy salvou!
O camisa 11 mostrava ótimo entendimento com Arrascaeta em conexões pela esquerda, seja na faixa central, quando Alex Sandro se projetava bem aberto, ou mais próximo do flanco. Os dois chegaram a trocar de posição em alguns ataques. Faltava concretizar esse controle com um volume maior de chances. O próprio Arrascaeta levou perigo ao receber de Jorginho e invadir a área driblando.
Outra peça importante na parte ofensiva do Mais Querido pela direita era Varela, que atacava mais vezes bem aberto e gerava profundidade em relação a Alex Sandro, um comportamento padrão da equipe. Ele também produziu uma jogada em que Everton Cebolinha foi bloqueado na hora em que faria o gol.
Por mais que encontrasse problemas para encaixar a marcação quando tentava subir o bloco ou se visse iludido em alguns embates, o comportamento defensivo do Pyramids foi muito competitivo. Mostrou força para duelar e abnegação. Coragem também para evitar rifar bolas ao ser acossado pelos cariocas, e isso foi fundamental para manter a equipe esperançosa de algo diferente.
Defesa de Rossi em Flamengo x Pyramids
Mohamed Farag – FIFA/FIFA via Getty Images
A confiança dos egípcios cresceu com o cenário final da 1ª etapa, e a volúpia foi mantida na volta do intervalo. Em menos de cinco minutos conseguiram finalizar duas vezes dentro da área do Flamengo com algum perigo. Aumentaram o tempo de posse de bola e logicamente se expuseram. O Rubro-Negro conseguiu outra falta pela esquerda do ataque e chegou ao segundo gol em nova bola aérea.
Arrascaeta novamente foi preciso na cobrança. Cobrou mais aberta e alta, na segunda trave, Danilo subiu mais do que Lashin e testou firme. El Shenawy aceitou. Filipe Luís botou Ayrton Lucas e Bruno Henrique aos 15 minutos. Alex Sandro e Everton saíram. O Pyramids não se desmobilizou do jogo. Manteve-se intenso e agressivo em busca do gol, cedia espaços de contragolpe ao Flamengo.
O time carioca, no entanto, voltou a reter a bola e encaixar boas pressões na saída adversária. Somou chegadas promissoras com bola rolando, mas cometeu erros na hora de terminar os ataques. O brasileiro Ewerton e o meia Reda entraram no time africano. Ziko e Toure acabaram sacados. No Flamengo, Jorginho e Arrascaeta deram lugar a De la Cruz e Luiz Araújo depois dos 30 minutos.
O Pyramids voltou a pressionar nos instantes finais da partida e tentou terminar as jogadas com cruzamentos para a área. Só levou perigo real em um deles. Danilo e Léo Pereira foram impecáveis nas rebatidas. Pulgar fez desarmes e intrceptações. Ainda deu tempo de Pedro voltar a jogar depois de 51 dias. Ele finalizou duas vezes, uma delas com perigo, e quase marcou o terceiro para o rubro-negro. geRead More