Retrospectiva 2025: Mirassol vive centenário dos sonhos em ano mágico com futuro promissor
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Nem mesmo o mais otimista torcedor do Mirassol ou um roteiristas das mais belas histórias de Hollywood inspiradas em Davi e Golias poderiam imaginar o que seria o centenário do clube.
Em seu ano de estreia na elite nacional, o Leão encantou o Brasil com muito carisma, futebol envolvente e, é claro, resultados que superaram toda e qualquer expectativa.
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O Mirassol fez história no Brasileirão 2025
Jorge Rodrigues/Agif
A vaga direta para a fase de grupos da Libertadores – consequência do quarto lugar no Brasileirão – coroou uma campanha histórica, que ficará marcada para sempre como uma das melhores celebrações de 100 anos de um clube.
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O time amarelo e verde avançou não apenas dentro de campo, mas também se tornou modelo de gestão e estrutura mesmo com receitas modestas se comparadas à dos adversários da primeira divisão.
Sob o comando de Rafael Guanaes, brilharam as estrelas de Reinaldo, artilheiro da equipe no ano com 14 gols, o motorzinho Danielzinho, negociado com o São Paulo, Negueba, o jogador com mais partidas na história do clube e muitos outros.
Danielzinho e Reinaldo foram duas das estrelas do Mirassol no ano
JP Pinheiro/Agência Mirassol
Relembre abaixo como foi a temporada do Mirassol:
Sob nova direção
Antes mesmo de 2025 começar, o Mirassol deu os primeiros passos para o centenário. O ex-volante Paulinho chegou para o cargo de coordenador técnico e Eduardo Barroca foi o escolhido para a função de treinador.
O dirigente mais tarde seria promovido a executivo de futebol, tornando-se, ao lado do vice-presidente Juninho Antunes, o homem-forte da equipe fora de campo.
Paulinho fez trabalho de destaque no clube
Pedro Zacchi
Os reforços, aos poucos, também começaram a pintar. Reinaldo foi o principal nome, mas junto dele, peças que se tornariam referências como o goleiro Walter e o zagueiro Jemmes chegaram.
Outros tiveram passagem curta, como Clayson, Rafa Silva e Matheus Davó. Mas a boa base mantida do ano anterior foi crucial para o encaixe do time ao longo da temporada.
Paulistão irregular e polêmica
No primeiro compromisso do ano do centenário, o Mirassol viveu altos e baixos. A equipe chegou a emplacar cinco vitórias consecutivas, com direito à maior goleada dos últimos cinco anos no estadual com o 6 a 0 sobre o Água Santa.
Em seguida, porém, veio um jejum de sete partidas que culminou na eliminação nas quartas de final para o Corinthians.
Mas o que mais mexeu com o clube mesmo ao longo do estadual foi o extracampo. Antes da última rodada da fase de grupos, mesmo com o time classificado às quartas de final, Barroca foi demitido após o quinto jogo sem vitória.
O lateral Zeca, que havia perdido espaço com o treinador, chegou a comemorar a saída dele nas redes sociais, colocando ainda mais fogo nos bastidores. Pouco depois, ele também teve o contrato rescindido e acertou com o Coritiba.
Passagem de Barroca pelo Mirassol foi curta
JP Pinheiro/Agência Mirassol
Troca de comando e virada de chave
O ponto de partida para a ascensão meteórica do Mirassol em 2025, incontestavelmente, veio a partir da demissão de Barroca. Isso porque o escolhido para o lugar, Rafael Guanaes, foi o verdadeiro regente da campanha histórica no Brasileirão.
O treinador, que também faria sua estreia na elite nacional, viveu uma espécie de simbiose com o clube, um casamento perfeito que se mostraria sólido e promissor desde o início. Tanto é que, ao fim da temporada, ele chegou a rejeitar uma proposta do Botafogo para seguir no Leão.
Valorizado, Guanaes foi eleito o melhor técnico do Brasileirão 2025 à frente do campeão Filipe Luís e de Abel Ferreira, entre outros.
Rafael Guanaes deu nova cara ao Mirassol
Pedro Zacchi
Início tímido no Brasileirão
Tido como “patinho feio” e até mesmo “primeiro rebaixado” antes mesmo do início do Brasileirão, o Mirassol teve um início tímido na Série A. A estreia foi com derrota – mas boa atuação – para o Cruzeiro e a primeira vitória só viria na quarta rodada, em grande estilo, com a goleada sobre o Grêmio.
A equipe oscilou um pouco até engatar sua primeira boa sequência, que contou com vitórias sobre Corinthians (a primeira na história) e São Paulo, fechando a etapa pré-Copa do Mundo de Clubes na oitava colocação.
Leão fez um início de Brasileirão modesto
Ari Ferreira/Red Bull Bragantino
Guinada pós-Copa
Com reforços como Alesson, Carlos Eduardo e Chico da Costa, o Mirassol voltou com tudo após a pausa de um mês para a competição mundial. O empate com o Palmeiras no Allianz Parque, vitórias sobre Santos, Ceará e Vasco vieram para consolidar o Leão como um concorrente a algo muito além da luta contra o rebaixamento.
Nos 12 jogos após a parada, o Mirassol perdeu apenas um, além de ter conquistado sete vitórias. Os resultados, definitivamente, mudaram o patamar da equipe que, passados dois terços da competição, se colocou de uma vez por todas na briga por uma inédita vaga na Libertadores.
O Santos de Neymar foi uma das vítimas de um Mirassol em grande fase
JP Pinheiro/Agência Mirassol
Consolidação na elite e muito mais
Mesmo com a campanha surpreendente, o Mirassol manteve o discurso modesto de busca pelos 45 pontos para eliminar o risco de rebaixamento. A marca foi superada no 27º compromisso do Leão, em jogo atrasado da 13ª rodada, que terminou com vitória contra o Fluminense, no Maião.
O clima de festa tomou conta do estádio e o alívio da permanência garantida permitiu ao clube, enfim, projetar voos mais altos. O time amarelo e verde não se contentou, emendou vitórias contra Internacional, São Paulo e Sport e, de quebra, pouco depois ainda venceria o Palmeiras. Já não era mais possível negar que o sonho estava cada vez mais perto.
Vitória sobre o Flu foi marco para o Mirassol, que fez festa no Maião
Felipe Novoa – Nopontovoa
Salto internacional
Como não poderia deixar de ser, campanha sólida, com apenas sete derrotas em 38 rodadas, garantiu o Mirassol em uma competição internacional pela primeira vez na história. E ela foi logo a Libertadores, principal torneio continental.
A confirmação da classificação aconteceu fora de campo: após empatar com o Santos, o Leão viu o São Paulo perder para o Corinthians no dia seguinte e a partir dali, já não poderia mais ser alcançado pelas equipes fora do G-7.
Mas o desfecho seria ainda melhor: na penúltima rodada, contra o Vasco, em pleno São Januário, a sensação do campeonato venceu e se garantiu na fase de grupos do campeonato, pulando a perigosa pré-Libertadores. Um feito histórico.
O Mirassol terminou o Brasileirão na quarta colocação, com 67 pontos, e deixou a impressão de que tem muito mais a mostrar em 2026. Desta vez, além das fronteiras do país.
Vaga na fase de grupos da Libertadores coroou ano mágico do Mirassol
Pedro Zacchi/Agência Mirassol geRead More


