Retrospectiva 2025: Sousa fecha a porteira contra o Botafogo-PB e ratifica sua condição de potência
Sousa empata com o Botafogo-PB e é bicampeão paraibano consecutivo
A temporada de 2025 do Sousa foi marcada pela reafirmação de um recorte que já se tornou emblemático no estado. Pela segunda vez consecutiva, o Dino fechou a porteira para o Botafogo-PB em pleno Almeidão, confirmou o título estadual na casa do rival e consolidou seu lugar definitivo entre as potências do estado, ao lado de Campinense, Treze e do próprio Belo. Entre o rigor competitivo do Campeonato Paraibano e as frustrações no cenário nacional, o Sousa percorreu um calendário extenso, sustentado por regularidade em jogos decisivos e por uma relação cada vez mais sólida com seu torcedor. Ao fim do percurso, os números ajudam a dimensionar o ano: 35 partidas disputadas, 12 vitórias, nove empates, 14 derrotas, 37 gols marcados e 35 sofridos, além das dificuldades novamente sentidas na Série D.
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O ponto de partida da temporada foi marcado por expectativas elevadas. Campeão estadual e dono de um protagonismo recente no futebol paraibano, o Sousa iniciou 2025 carregando a responsabilidade de sustentar o patamar alcançado. Desde as primeiras rodadas do Paraibano, a equipe demonstrou organização, competitividade e um entendimento claro de como ocupar os espaços e administrar os tempos do jogo, especialmente em confrontos diretos.
Sousa é o atual bicampeão paraibano
João Neto
A campanha no Campeonato Paraibano foi o eixo central do ano. Em 13 partidas, o Sousa somou sete vitórias, cinco empates e apenas uma derrota, desempenho que o levou à final pelo terceiro ano consecutivo. O recorte estatístico traduz uma equipe difícil de ser batida, capaz de controlar o jogo mesmo quando não domina a posse e de responder nos momentos em que a partida exige leitura fria e precisão.
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A caminhada até a decisão não foi linear. Na semifinal, diante do Serra Branca, o equilíbrio prevaleceu, e a classificação só veio nas cobranças de pênaltis. Foi um daqueles jogos que não se resolvem apenas com esquema tático, mas com controle emocional e concentração. Ao avançar, o Sousa confirmou mais uma presença em final e reencontrou o Botafogo-PB, adversário que passou a ser recorrente nos capítulos mais decisivos de sua história recente.
Elielton fez o gol do título sobre o Belo
Luciano Soares
A final de 2025 trouxe contornos simbólicos. No jogo de ida, no Marizão, o Sousa construiu vantagem mínima, mas estratégica. A vitória por 1 a 0 permitiu ao time sertanejo desenhar a decisão com inteligência, sabendo que o título passaria pela capacidade de suportar a pressão fora de casa. No futebol, há partidas que não se vencem apenas com a bola, mas com leitura de cenário, e esse foi o caso.
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No Almeidão, o roteiro exigiu resiliência. O Sousa saiu atrás no placar, viu o adversário assumir o controle territorial do jogo e precisou, mais uma vez, recorrer à maturidade competitiva construída ao longo dos últimos anos. O empate buscado na reta final não foi somente um gol; foi a síntese de uma equipe que aprendeu a decidir campeonatos longe de seus domínios. Com o resultado, o Dino confirmou o tetracampeonato estadual e, pelo segundo ano consecutivo, celebrou o título na casa do Botafogo-PB.
Momento em que Elielton finaliza para marcar o gol do título
João Neto
Esse detalhe, longe de ser apenas estatístico, ajuda a explicar o peso simbólico da conquista. Em 2024 e 2025, o Sousa fechou a porteira diante do principal rival nos momentos mais decisivos, impondo seu jogo, controlando o ambiente e reafirmando sua força mental. O título de 2025 não foi isolado; ele dialoga com um processo de consolidação que transformou o clube em referência dentro do futebol paraibano.
No plano nacional, a temporada apresentou um contraponto. Na Série D do Campeonato Brasileiro, o Sousa não conseguiu repetir o desempenho de anos anteriores e ficou fora do mata-mata pelo segundo ano consecutivo. A eliminação ainda na fase de grupos revelou dificuldades em sustentar rendimento ao longo de um calendário exigente, com viagens longas, elenco pressionado e margem mínima para erros.
Sousa novamente fechou a porteira para o Botafogo-PB em um Almeidão lotado
Cristiano Santos / Botafogo-PB
A despedida da competição, marcada por derrota em casa e pedidos públicos de desculpas, escancarou o contraste entre a força regional e os desafios enfrentados fora do estado. Ainda assim, o desempenho nacional não apagou o que foi construído ao longo do ano, especialmente no cenário local, onde o Sousa voltou a ser decisivo quando o jogo exigiu precisão e leitura de contexto.
A temporada também foi marcada por despedidas simbólicas, como a de Diego Ceará, personagem central dos títulos recentes e artilheiro do estadual. Sua saída encerrou um ciclo vitorioso, mas também reforçou a ideia de que o Sousa, mais do que nomes, consolidou uma estrutura competitiva capaz de se reinventar e seguir disputando em alto nível dentro da Paraíba.
Ídolo histórico do Sousa, Diego Ceará foi artilheiro do Paraibano em 2024 e 2025
Luciano Soares
Ao fechar 2025, o Sousa entrega um retrato claro de sua realidade esportiva. Os números gerais mostram equilíbrio; o Campeonato Paraibano revela domínio recente; a Série D aponta desafios a serem corrigidos. Entre acertos e frustrações, o que permanece é a capacidade de decidir finais, de suportar a pressão fora de casa e de escrever, ano após ano, capítulos relevantes no futebol paraibano.
Mais do que uma simples retrospectiva, 2025 reforça um recorte histórico. O Sousa não apenas conquistou títulos; ele consolidou um modo de competir. E, ao fechar novamente a porteira no Almeidão, deixou claro que sua condição de potência estadual não é episódica, mas resultado de um processo que segue em construção, sustentado por regularidade, leitura de jogo e protagonismo nos momentos em que o futebol exige mais do que talento.
Sousa campeão paraibano de 2025
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