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Títulos são só “lembrancinha” de Natal em ano de rebaixamentos para times da Zona da Mata

Títulos são só “lembrancinha” de Natal em ano de rebaixamentos para times da Zona da Mata

Alegria, prosperidade, esperança. Geralmente, o Natal representa tudo isso, e o simbolismo de tantos sentimentos bons é materializado em presentes. No entanto, a Árvore de Natal estará bem vazia para os times da Zona da Mata e Campo das Vertentes em 2025.
O título do Mineiro do Interior, conquistado pelo Tombense, e o Troféu Inconfidência, ganho pelo Athletic, foram apenas “lembrancinhas” em um ano marcado por rebaixamentos e frustrações. Em meio a quedas nacionais e estaduais, o bicampeonato de Carcará e Esquadrão não foi suficiente para deixar o saco do Papai Noel cheio neste ano.
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Tombense não conseguiu evitar queda e fez o Natal do torcedor mais triste
Victor Souza/Tombense
Taças salvam o ano
Se 2025 fosse feito só do primeiro semestre, o Natal seria bem mais alegre do que realmente foi. Afinal, Tombense e Athletic mantiveram a hegemonia dos últimos anos nas taças estaduais viáveis.
O Gavião Carcará fez mais uma campanha sólida no Campeonato Mineiro, avançou às semifinais da competição e assegurou o segundo título consecutivo do Mineiro do Interior. Esta foi a quinta conquista do Tombense no torneio, o que faz com que o clube se aproxime da Caldense, maior campeã com oito conquistas. No Século XXI o Alvirrubro é o clube com mais taças do Interior.
Tombense foi campeão do Mineiro do Interior em 2025
Victor Souza/Tombense
Apesar de não ter ido para as semifinais pelo segundo ano seguido, o Athletic ganhou o que era possível. A equipe disputou e foi campeã novamente do Troféu Inconfidência ao vencer o Uberlândia na final. Com isso, o time assegurou presença na Copa do Brasil 2026.
Athletic foi campeão do Troféu Inconfidência 2025
Fernanda Trindade/Athletic Club
Rebaixamento marca 2025
Se você quer ler sobre notícias alegres para o futebol da Zona da Mata e Campo das Vertentes, pare a leitura por aqui. Afinal, com exceção dos títulos citados acima, o ano foi de rebaixamentos e frustrações.
Quando a Série C do Campeonato Brasileiro começou, o Tombense era considerado como um dos times que brigaria pelo acesso. No entanto, o que aconteceu foi o contrário.
Tombense foi o pior time da Série C do Brasileiro em pontos
Marc
A equipe não se encontrou no campeonato sob comando de Raul Cabral, durante a maioria do torneio, e Marcelo Chamusca, na reta final da competição. O Alvirrubro foi rebaixado com apenas 14 pontos em 19 partidas e foi 20º colocado, lanterna da Série C. Com isso, o time retorna à Série D do Brasileirão, última divisão nacional. 12 anos depois.
As dificuldades que surpreenderam o Tombense na Série C já eram esperadas pelo Athletic na Série B. O Alvinegro debutou na segunda divisão nacional em 2025.
Athletic penou, mas conseguiu se segurar na Série B do Brasileirão
Robson Mafra/AGIF
Como se o desafio já não fosse grande o suficiente, o Alvinegro se envolveu em uma crise administrativa na SAF, que envolveu o então controlador Fábio Mineiro e a Tiberis Holding, sócia minoritária.
Em meio ao problema, Fábio Mineiro vendeu o controle da SAF para Thássilo Soares, empresário do atacante Vini Jr., de Real Madrid e seleção brasileira. Pouco depois, ele deixou o Esquadrão e comprou a SAF do Uberlândia.
Se fora de campo o Alvinegro passava por apuros, dentro dele a coisa também não andava bem. Após metade do primeiro turno dentro da zona de rebaixamento, o Athletic demitiu o vitorioso técnico Roger Silva por conta da má campanha e contratou o português Rui Duarte.
O europeu conseguiu uma arrancada rápida, tirou o time do Z-4, mas osculou demais no segundo turno e voltou a flertar perigosamente com o rebaixamento. A equipe se salvou da degola na última rodada após vencer o Paysandu em casa de virada por 2 a 1.
Na Copa do Brasil, os times seguiram até a mesma etapa da competição. O Tombense ofi eliminado pelo Operário-PR com uma derrota por 1 a 0, enquanto o Athletic perdeu para o Grêmio na disputa por pênaltis, ambos na segunda fase.
Quedas e frustrações também no Estadual
O Natal dos times da região não foi “estragado” só pelo desempenho em torneios nacionais. As equipes que jogaram campeonatos estaduais também decepcionaram muito.
Logo no primeiro ano na elite, o Aymorés não conseguiu se manter na primeira divisão do Campeonato Mineiro. Com apenas uma vitória em oito jogos, a equipe somou sete pontos e foi rebaixada ao lado do Villa Nova-MG.
Nacional de Muriaé foi rebaixado e caiu para última divisão no Estadual
Vidon Fotografia
As campanhas também foram ruins no Módulo 2. Em meio a 11ª temporada seguida no torneio, o Nacional de Muriaé, que durante vários anos lutou pelo acesso, confirmou a linha descendente do projeto e novamente lutou para não cair.
Ao contrário das últimas duas temporadas, quando ficou ameaçado mas conseguiu evitar a degola, o NAC ficou na última posição geral do campeonato e acabou rebaixado. O time fez nove pontos e venceu só duas partidas nos 10 jogos disputados.
O Guarani-MG, time do Centro-Oeste de Minas que também tem cobertura do ge Zona da Mata, escapou da queda por pouco. A equipe somo 12 pontos e foi penúltimo do Grupo B, onde também estava o NAC. O último colocado da chave A foi o Varginha, com 10 pontos.
A Segunda Divisão começou e terminou com frustrações. A primeira foi a desistência do Tupynambás, time tradicional de Juiz de Fora que foi semifinalista em 2024 e não disputou o torneio em 2025 por questões financeiras.
Carijó cteve campanha frustrante na fase final e não conseguiu acesso na Segunda Divisão
Caio Goulart/Coast FC
Coube ao Tupi representar a Zona da Mata, enquanto o Inter de Minas representou o Centro-Oeste. O time de Itaúna começou bem o campeonato, liderou o Grupo A, mas perdeu as três rodadas finais e acabou eliminado.
O Tupi surpreendeu e terminou a primeira fase na ponta da chave, depois de um início com oscilação. No entanto, o time do técnico Raphael Miranda não repetiu o desempenho no Hexagonal Final e ficou sem o acesso. geRead More