Análise: Fluminense corrige rota para vencer, mas problemas repetidos carecem de atenção no Fla-Flu
Bastaram 20 minutos após a correção de rota para o Fluminense cumprir com o seu papel e vencer o Nova Iguaçu por 3 a 2, no Luso-Brasileiro, pela 3ª rodada do Campeonato Carioca. Na estreia dos titulares em 2026, prevaleceu o domínio técnico e a estrela de Kevin Serna, decisiva para o resultado. Mas o duelo desta quinta-feira deixa sinais verdes e amarelos que carecem de atenção, principalmente projetando o Fla-Flu do próximo domingo.
Nova Iguaçu 2 x 3 Fluminense | Melhores momentos | 3ª rodada | Campeonato Carioca 2026
Entre os sinais verdes, está a lição de como Kevin Serna é importante dentro deste elenco do Fluminense. Não é um primor técnico, longe disso. Mas tem estrela e não se omite. Azar do Boca Juniors que, ao mesmo tempo em que tenta a sua contratação, vê o porquê de ele não poder ser tratado como dispensável dentro do elenco tricolor. Foi o líder em contribuições para gol em 2025 e abriu a temporada com o pé direito em 2026.
Entre os amarelos, há uma sequência didática para falar dos problemas. Aconteceu entre os minutos 26 e 29 do primeiro tempo. Primeiro, o escorregão de Freytes o faz falhar e o Nova Iguaçu abrir o placar. Pouco tempo depois, Everaldo recebeu cruzamento de Canobbio e perde um gol fácil. Já no primeiro jogo da temporada foi exposto os elos mais fracos deste Fluminense. De um lado, o zagueiro argentino soma mais uma falha individual. Do outro, nem mesmo o gol no segundo tempo alivia a urgente busca por um novo centroavante.
Pensando apenas no Nova Iguaçu, fica a impressão de que o Fluminense poderia ter vencido com mais tranquilidade. Taticamente, o teste de Ganso e Lucho Acosta juntos se mostrou eficiente contra times que entram dispostos a se defender. Para além da confiança aumentada pelo bom resultado e pelo ritmo de jogo que é fundamental, o clássico contra o Flamengo será um teste de verdade. Nesta quinta-feira, o triunfo sobre o Nova Iguaçu serviu como uma boa preparação.
Everaldo e Samuel Xavier comemoram gol do Fluminense contra o Nova Iguaçu
André Durão
Por sinal, a grande dúvida da escalação do Fluminense era sobre como a equipe se comportaria com Ganso e Lucho Acosta atuando juntos no meio-campo. A resposta foi rápida: o camisa 10 foi próximo de um segundo volante, dando articulação para as jogadas, enquanto o 32 era um finalizador, mais próximo aos atacantes. Diante do Nova Iguaçu, deu certo até a metade do primeiro tempo, mas muito pela fragilidade ofensiva do adversário.
O Fluminense se comportou bem fisicamente para quem estava iniciando a temporada — os titulares não atuaram nas rodadas anteriores. Marcação alta, transição e muita velocidade foram as marcas do time. Também originaram lances de perigo ao recuperar rápido a bola. Lucho e Martinelli foram os mais ativos campo, com tudo passando pelos seus pés. No entanto, segue o problema da falta de eficiência. Permanece a dificuldade de colocar a bola nas redes.
Então, temos que falar sobre os atuais alvos dos torcedores. Everaldo, que segue sem conseguir marcar gols, perdeu três chances claras de marcar — duas delas até fáceis. O Fluminense não aproveitou o seu momento de pressão total, mas até a parada técnica, tinha o controle das ações. O que não era esperado é que uma falha clamorosa mudaria o rumo da partida. De outro atleta criticado: Juan Pablo Freytes.
Numa bola fácil, o zagueiro escorregou ao dominar e cedeu o contra-ataque. Léo David entrou na área, tocou para Rickelme, que abriu o placar. Se a contratação de Jemmes levanta dúvidas sobre qual vai ser a formação titular, neste momento, o cenário pende para ser Ignácio e Jemmes. Não só pelo jogo contra o Nova Iguaçu, mas pelas últimas atuações recentes do zagueiro argentino.
Canobbio – Nova Iguaçu x Fluminense – Campeonato Carioca
Jorge Rodrigues/AGIF
Na volta para o segundo tempo, apenas uma substituição bastou para mudar o jogo: a entrada de Kevin Serna no lugar de Matheus Reis. Ali, o Fluminense corrigiu a sua rota e precisou de só 20 minutos para conseguir a virada. Primeiro, na bola parada, o colombiano completou para as redes. Depois, Everaldo girou em cima do zagueiro para encerrar sua seca que vinha desde agosto de 2024.
O placar poderia ser ainda maior naquele momento se o Fluminense convertesse o pênalti que teve a favor. Canobbio chutou na trave e Everaldo isolou o rebote. A crescente da equipe passou por Serna ser eficiente na esquerda, e Samuel Xavier finalmente conseguiu avançar nas triangulações com Canobbio e Ganso. Deixou de ser um time que só tinha posse para outro que realmente conseguiu machucar o adversário. Lucho Acosta pode fundamental neste cenário.
O problema é que a desatenção se repetiu. Novamente após uma parada técnica, o Fluminense pareceu se desligar. Na bola parada, o Nova Iguaçu empatou com Jorge Pedra. Novamente, seria um empate injusto pelo que a equipe de Maxi Cuberas vinha construindo.
Então, prevaleceu o talento individual. Numa falta na entrada da área, Ganso cobrou no ângulo. O goleiro defendeu e Serna fez no rebote. A vitória do Fluminense por 3 a 2 foi justa e o placar representou bem os erros e acertos da equipe.
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