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Análise: Grêmio não funciona com trocas de Luís Castro e “esconde” Arthur de Ancelotti

Análise: Grêmio não funciona com trocas de Luís Castro e “esconde” Arthur de Ancelotti

Fluminense 2 x 1 Grêmio | Melhores momentos | 1ª rodada | Brasileirão 2026
Sim, Luís Castro precisa de tempo para trabalhar, a pré-temporada no Brasil inexistiu em 2026, e o português é um técnico que merece votos de confiança. Mas nada disso apaga o fato de que ele errou na escalação do Grêmio contra o Fluminense e teve contribuição direta para a derrota por 2 a 1 na estreia do Brasileirão.
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Com três volantes no meio e, entre eles, Edenilson como o homem mais adiantado, Arthur perdeu uma bela oportunidade. O técnico da seleção brasileira, Carlo Ancelotti, acompanhou o jogo no Maracanã e poderia ter visto uma melhor versão do gremista, que sonha em jogar a próxima Copa do Mundo.
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Contudo, Arthur não teve parceria de qualidade para trocar passes e, apesar de todo o esforço para ditar o ritmo do jogo, foi um ponto isolado de inteligência no tripé de meio, com brilho reduzido.
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Ao começar com Edenilson de “falso meia”, Luís Castro recorre à formação utilizada (e já gasta) por Gustavo Quinteros e Mano Menezes em 2025. Edenilson é o menos culpado pela falta de criatividade com esse modelo. Ele apenas está fora de lugar, já que é um segundo volante por característica, e cumpre o que lhe é pedido pelos técnicos.
Na entrevista coletiva, Luís Castro elogiou a entrega de Edenilson e justificou tê-lo mantido os 90 minutos em campo. Neste cenário, pode-se reconhecer a importância dele para o que o português chamou de “equilíbrio” do time, mas então que seja utilizado na sua função de origem e não como o homem mais próximo de Carlos Vinicius por dentro.
Edenilson pode ser útil para o Grêmio, mas não como o homem mais adiantado do meio
Thiago Ribeiro/AGIF
A escalação de Luís Castro é criticável e, por outro lado, é em parte compreensível. As opções de meia de ofício do elenco não inspiram confiança. Cristaldo e Willian estiveram longe de confirmar as expectativas do treinador nos primeiros testes do ano. Na prática, a escalação de Edenilson se dá por igual motivo da última temporada: a falta de alternativas certeiras para a criação.
Neste ponto, entra o papel da nova diretoria do Grêmio, que assumiu o clube com conhecimento da necessidade de um novo “camisa 10”. Um jogador para a posição, inclusive, foi pedido expresso de Luís Castro, mas ainda não chegou.
Arthur foi uma ilha de qualidade no meio-campo do Grêmio contra o Fluminense
Thiago Ribeiro/AGIF
E a aposta na base?
Tiaguinho fez 45 minutos ruins no Gre-Nal e perdeu a condição de titular que lhe foi dada nos primeiros jogos da temporada. Dodi, que entrou no seu lugar, não entregou por si só a solidez defensiva esperada.
Aliás, com Dodi e Edenilson e sem Tiaguinho e Cristaldo, o Grêmio levou cinco gols em dois jogos: três no segundo tempo contra o Inter e dois em pouco mais de uma etapa diante do Fluminense.
O Grêmio melhorou no segundo tempo e empurrou o Fluminense (já acomodado) a partir das entradas de Willian, Pavon e Enamorado. Mas a reação não se fez forte o bastante para igualar ou reverter o placar. Perdeu um gol feito com Gustavo Martins, mas a oportunidade clara não foi sinônimo de pressão — o Grêmio teve três finalizações no alvo ao longo do jogo contra seis do Fluminense.
Entre os três volantes — com Edenilson de opção mais avançada — e Tiaguinho e Cristaldo ou Willian, ainda é melhor tentar formar equipe com quem tenha mais vocação ao ataque. Assim, serão privilegiados os jogadores de mais talento, como Arthur, Tetê, Amuzu e Carlos Vinicius, que pouco foi assistido nos últimos dois jogos.
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