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Análise: o que a estreia do Paulistão mostra sobre o “novo” Guarani

Análise: o que a estreia do Paulistão mostra sobre o “novo” Guarani

Guarani 1 x 1 Primavera | Melhores momentos | 1ª rodada | Campeonato Paulista 2026
A expectativa pela estreia do Guarani no Paulistão era grande diante do investimento realizado para 2026, com as contratações de jogadores conhecidos, como, por exemplo, o volante Ralf, o atacante Lucca e o goleiro Caíque França, entre outros. Foram 15 reforços ao todo.
Mas a primeira impressão, com o empate por 1 a 1 e também a atuação irregular durante o jogo, ficou longe de ser das mais positivas, o que, claro, pode ser considerado natural por ser um “novo” time.
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O Bugre entrou em campo contra o Primavera com apenas quatro remanescentes entre os titulares (Cicinho, Emerson, Diego Torres e Mirandinha), além do técnico Matheus Costa.
O primeiro tempo mostrou uma equipe com dificuldades de se adaptar à postura agressiva do Primavera, principalmente no início, subindo as linhas para pressionar a saída de bola do Guarani.
Lance de Guarani x Primavera, pelo Paulistão
Rebeca Reis/ Ag. Paulistão
As transições defensivas e ofensivas deixavam a desejar. O Primavera conseguia encontrar espaços na marcação alviverde, enquanto que, com a bola nos pés, o Guarani era previsível e devagar, sem envolver o adversário.
Ainda assim, apesar do Primavera ser superior em termos de execução de proposta, houve em equilíbrio em relação às oportunidades criadas. O Primavera teve três boas chances (Ligger, Júnior Caiçara e Paulo Baya).
Já o Guarani assustou com Miradinha de cabeça e depois duas vezes quase em sequência no fim, quando Victor Hugo defendeu chute de Guilherme Parede e depois fez milagre em finalização de Igor Pereira.
Matheus Costa buscou fazer os ajustes táticos necessários no intervalo, e o Guarani foi um time menos espaçado no segundo tempo. Sofrendo menos com as investidas do Primavera, o Bugre chegou ao gol em lance de bola parada, com Raphael Rodrigues aproveitando uma saída errada de Victor Hugo para marcar aos 20 minutos.
Raphael Rodrigues entrou no intervalo no lugar de Cicinho e atuou improvisado na lateral direita. Cicinho estava amarelado – chegou a ser expulso direto por entrada em Matheus Anjos, mas a arbitragem revisou a decisão no VAR – e vinha tendo problemas na marcação de Paulo Baya.
Raphael Rodrigues comemora gol para o Guarani
Rebeca Reis/ Ag. Paulistão
Em vantagem, o Guarani se armou para o contra-ataque e teve duas chances de liquidar a fatura nos minutos finais. A principal delas caiu nos pés de Guilherme Cachoeira, cara a cara com Victor Hugo após cruzamento de Lucca, mas ele chutou em cima do goleiro do Primavera. Na outra, a finalização de Dentinho foi na rede do lado de fora.
O castigo saiu aos 50 minutos, quando Renatinho cobrou escanteio, Léo Passos desviou na primeira trave, e Josiel apareceu livre na pequena área para cabecear e empatar o jogo.
Apesar do gosto amargo para o Guarani, a igualdade ficou um placar mais justo do que seria a vitória bugrina pelo que os times apresentaram durante toda a partida.
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O desempenho irregular dentro da partida e também o erro coletivo praticamente no último lance fazem parte do processo de uma equipe em construção. Matheus Costa falou em “aprendizado” após a partida. O calendário não dá tempo, e o Guarani já volta a campo na terça-feira, contra o Novorizontino, fora de casa.
Entre a expectativa antes de a bola rolar, os prós e contras durante a partida e a frustração pelo resultado final, é preciso que os envolvidos tenham paciência, mas, por mais contraditório que possa parecer, ao mesmo tempo senso de urgência diante dos desafios que o Paulistão apresenta, com apenas oito rodadas para definir a vida, seja para avançar ou para permanecer na elite estadual. geRead More