Análise: o Sport e a necessária lucidez para enfrentar antigos e novos dilemas
Melhores momentos de Maguary 1 x 1 Sport, pelo Pernambucano
Primeiro, as ponderações.
Começo de temporada, elenco distante do ideal em físico e conjunto, e condições de jogo. O Sport foi até Bonito para enfrentar o Maguary com cobertor curto: time incompleto, peças recém-chegadas e obstáculos limitadores – gramado alto e horário das 15h.
O Leão do início de trabalho de Roger Silva buscou o 1 a 1 depois de ficar com um jogador a mais e ter dois gols anulados, um de Gustavo Coutinho, outro de Zé Roberto – ambos por impedimento.
Assim, o sabor de injustiça pelo empate pode até parecer mais compatível na análise. Não é.
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Elenco do Sport em jogo com o Maguary
Paulo Paiva/Sport Club do Recife
Enquanto coletivo, e apesar das ressalvas feitas acima, o Sport ainda é uma equipe distante de agradar. Na contramão do imediatismo comum às avaliações de trabalho, o time, em duas das três partidas com o grupo principal, mostrou-se longe do esperado. Para a própria necessidade.
Contra o Vitória das Tabocas, o placar de 3 a 0, para quem não assistiu ao jogo, até pode induzir à interpretação equivocada de que o placar se construiu facilmente. Não foi.
Diante do Maguary, mais bem treinado e com “boas ideias”, seguindo as palavras de Roger Silva, o resultado, sim, mostrou-se mais fiel à realidade. E, em paralelo, reavivou problemas antigos. Dilemas.
Caso, por exemplo, do lateral-direito Matheus Alexandre. Reforço de milhões adquirido em 2025 que não rendeu na temporada passada (assim como outros jogadores) e não tem demonstrado estatura técnica suficiente para dar a volta por cima agora. Em jogos de maior ou menor apelo.
Assim, é preciso jogar luz a parte do discurso de Roger Silva no empate com o Maguary.
“O meu senão é que faltou um pouco do nosso comportamento, de duelos, lucidez”, declarou.
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Uma melhora de comportamento do Sport passará, sim, por uma mudança de atitude coletiva. Ela vai permitir ao time não demorar 28 minutos para finalizar pela primeira vez ao gol de um adversário menos favorecido – como ocorreu em Bonito.
Mas não será suficiente. Porque é flagrante que o desejado aperfeiçoamento venha acompanhado com a chegada de peças. Não necessariamente para o Pernambucano, dada a janela curta que fecha nesta sexta-feira, e sim a médio e longo prazo.
Com consistência e lucidez, para evitar que a conta chegue.
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