Análise: os cinco erros do Inter que custaram a primeira derrota na temporada
Ypiranga 2 x 1 Internacional | Melhores Momentos | 3ª rodada | Campeonato Gaúcho 2026
O Gauchão tem de servir de laboratório ao Inter, principalmente do que se pode aproveitar para a sequência da temporada. O que já se sabe que pouco ou nada contribui, mas ainda assim se insiste em busca de um resultado diferente, trará prejuízos.
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A derrota por 2 a 1 para o Ypiranga, de virada, na noite de domingo, decorreu de problemas conhecidos antes de Paulo Pezzolano pisar no Beira-Rio. O insucesso recebeu a companhia de erros de escolha do auxiliar Esteban Conte e a baixa produção de Gustavo Prado.
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O Colorado entrou no Colosso da Lagoa com a terceira formação e técnico distintos. Pezzolano permaneceu em Porto Alegre com o time titular para ajustar detalhes e aprimorar o condicionamento na sequência da pré-temporada.
Esteban Conde (ao centro) foi o técnico interino do Inter
Ricardo Duarte/Internacional
No primeiro tempo, o Inter abriu o placar logo aos 16 minutos em golaço de calcanhar de Bruno Henrique. Teve até oportunidades para ampliar antes do intervalo, mas os erros na finalização impediram um placar mais dilatado.
Após o intervalo, os visitantes realizaram alterações, o meio de campo perdeu o domínio, e a defesa, que já vazava, falhou. Levou dois gols em 11 minutos e viu o fim do aproveitamento de 100% no estadual.
O ge aponta os problemas que custaram o insucesso em Erechim:
Insistências em Alan Benítez e Clayton Sampaio
É difícil lembrar de atuações sólidas do lateral-direito e do zagueiro desde que estrearam. O duelo de domingo confirmou que, a menos que apresentem um desempenho surpreendente, o roteiro se repetirá a cada vez que tiverem novas oportunidades.
Alan Benítez falhou no gol de empate do Ypiranga
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Quando apoiou, Alan Benítez falhou no cruzamento. Quando precisou marcar, sofreu. No primeiro gol do Ypiranga, ficou preso entre dois adversários e permitiu a bola chegar até Nicolas. O lateral-esquerdo chutou cruzado e a bola entrou.
Clayton Sampaio já mostrou dificuldade no pouco que o Canarinho criou no primeiro tempo. Depois do intervalo, não conseguiu travar a finalização de Nicolas e cometeu o pênalti em Danielzinho, convertido por Renan Gorne.
Sistema defensivo frágil
A defesa foi a grande responsável pelo triste 2025. Não à toa, vazou 79 vezes em 63 partidas, 57 deles no catatônico desempenho no Brasileirão. Para piorar, perdeu Vitão, vendido ao Flamengo. No domingo, veio o anúncio de Félix Torres.
Ainda sem o equatoriano e com Mercado e Victor Gabriel ausentes da viagem, a dupla de zaga escolhida foi formada por Clayton Sampaio e Juninho. Na lateral direita esteve Alan Benítez, com Aguirre improvisado na esquerda.
Clayton Sampaio fez o pênalti que custou a virada do Ypiranga
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Sempre quando o Canarinho avançou, a defesa penou. No lado direito, a dupla Benítez e Clayton Sampaio pareceu encarar Mbappé quando atua pela seleção da França, tal a penúria. Todavia, o rival foi um jogador (bem) menos badalado: Danielzinho.
Pelo meio e na esquerda o roteiro pouco se alterou. Os erros apareceram aos borbotões, por cima e por baixo. A virada só não veio antes pelas defesas de Ivan.
Saídas de Benjamin e Yago
Com a vantagem parcial, o Inter voltou do intervalo sem Yago Noal, que cobrou escanteio para o golaço de Bruno Henrique e principal organizador das jogadas, e Raykkonen. Entraram Allex e João Bezerra, mas o primeiro não conseguiu manter o nível da criatividade.
Yago Noal saiu e o Inter perdeu criação
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Ainda assim, os visitantes tinham a bola e pouco eram incomodados. Só que, aos 18, Esteban Conde sacou Benjamin e promoveu a entrada de Kauan Alves. O Inter nunca mais apresentou o volume e começou a ceder campo ao Ypiranga até a derrota ser consumada.
Gustavo Prado
Visto como uma das principais promessas do clube, observado pelo mercado nacional e internacional, o meia-atacante recebeu a oportunidade de liderar o time alternativo e recuperar o prestígio. Não conseguiu.
Gustavo Prado pouco produziu na derrota do Inter
Ricardo Duarte/Divulgação, Internacional
Em Erechim, o que tentou deu errado. Drible, passe e finalização. Chegou a perder um gol no rebote de Zé Carlos quando o jogo estava 1 a 0. Terá trabalho para subir na hierarquia novamente.
Erros de finalização
Bruno Tabata finalizou duas vezes. Uma que parou no goleiro do Ypiranga e outra que mandou para fora. Gustavo Prado também pecou. João Bezerra carregou a bola, arriscou da intermediária e mandou a bola na arquibancada.
Benjamin foi outro que parou em Zé Carlos. Allex também sucumbiu quando e parou no goleiro rival. Kauan Alves tentou resolver, mas finalizou fora da meta. Tantos chances perdidas acabaram punidos.
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Qual será o futuro?
O Inter precisa estar ciente dos seus problemas. Há peças que não agregarão durante a temporada. Se entrarem em campo, o risco de falha é grande.
O sistema defensivo, independentemente de nominata, tem obrigação de estar protegido e com um posicionamento que afaste o que aparecer na área. Por fim, quando estiver com a bola, é fundamental ser preciso na finalização. Sob pena de mais um ano de terror.
O Inter segue líder do Grupo A com seis pontos, mas já abraçado aos problemas. É preciso vencer o Inter-SM na quarta para evitar uma preocupação precoce. Ainda mais às vésperas de Gre-Nal.
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