Análise: os fatores que ajudam a explicar a derrota do Inter na estreia do Brasileirão
Internacional 0 x 1 Athletico-PR | Melhores Momentos | 1ª rodada | Brasileirão 2026
A derrota do Inter para o Athletico na estreia do Campeonato Brasileiro pode ser compreendida. Não sob a ótica do torcedor, que esperava um início com resultado positivo, ainda mais após a vitória expressiva no Gre-Nal do último domingo. Mas, ao analisar o contexto, alguns fatores ajudam a explicar por que o Inter não conseguiu sair vencedor do Beira-Rio.
+ O ge está no WhatsApp! Siga o canal ge Inter
O primeiro deles está nas escolhas feitas para a escalação inicial. Em relação ao time que venceu o clássico, Paulo Pezzolano promoveu mudanças importantes. Mercado, Paulinho e Carbonero ficaram no banco. Alan Patrick teve sua posição levemente deslocada.
“É preocupante”: Luka analisa ano do Inter com derrota na estreia do Brasileirão 2026
A decisão teve como pano de fundo o desgaste físico provocado pela sequência pesada de jogos no Campeonato Gaúcho, mas acabou enfraquecendo a estrutura coletiva justamente na largada do Brasileirão — um jogo que, pelo mando e pelo adversário, estava claramente no radar como fundamental para somar pontos.
– Alan Patrick jogou onde gosta, de meia pela esquerda. Jogamos com o Tabata de meia pela direita. A linha deles ficou baixa. Carbonero fez um bom clássico e terminou muito cansado. Jogará sempre quem eu achar que está fisicamente e mentalmente 100% – explicou Pezzolano após a partida.
Vitinho, do Internacional, lamenta chances desperdiçadas em derrota para o Athletico
O plano até fazia algum sentido dentro de uma lógica de gestão de elenco, mas esbarrou em um problema reconhecido publicamente pelo próprio treinador: o grupo do Inter é curto. As alternativas acionadas não conseguiram manter o mesmo nível de desempenho.
Victor Gabriel, Bruno Henrique e Tabata foram utilizados, mas o jogo escancarou que eles, neste momento, não podem ser tratados como soluções capazes de substituir titulares sem perda de rendimento. O resultado foi um time menos intenso, com mais dificuldade de criação e vulnerável logo nos primeiros minutos.
Leia também:
+ Pezzolano explica mudanças no Inter, diz que time “é curto”
+ Atuações do Inter: Victor Gabriel é o pior, e Borré o melhor em derrota
+ Inter lança nova camisa para a temporada 2026; veja fotos
A estratégia também pesou no resultado. O Inter “esticou a corda” especialmente para o Gre-Nal. Na estreia do Brasileirão, porém, a lógica se inverteu: houve preservação justamente quando o contexto pedia força máxima.
Ao sair atrás no placar ainda no início, o Inter passou a enfrentar um adversário confortável, bem postado defensivamente e fiel ao seu plano. Teve posse de bola e tentou pressionar, mas encontrou dificuldades para transformar volume em chances claras. Mesmo com alguns momentos de reação, faltou clareza, intensidade e precisão.
– Temos a prioridade do Brasileiro, mas quando se joga um clássico, é um campeonato à parte, tem que ganhá-lo. Isso pesou. Fazia só três dias. Não fizemos o gol. Se fizéssemos as chances que criamos, teríamos ganhado – afirmou o treinador.
Paulo Pezzolano, técnico do Inter, na estreia do Brasileirão
Maxi Franzoi/AGIF
Nem tudo é ruim
Última das contratações anunciadas até aqui, Villagra precisou de poucos minutos para mostrar mais fluidez à saída de bola, melhorar a organização do meio-campo e indicar que pode ser uma solução imediata para um setor carente de consistência.
Borré, mesmo isolado em vários momentos, foi competitivo, participou da construção e mostrou repertório, confirmando a boa impressão deixada no Gre-Nal. Já Carbonero, quando acionado, deu outra dinâmica ao ataque, com profundidade e agressividade pelos lados — características que fizeram falta no time titular.
O Brasileirão é longo, e uma derrota na estreia não define rumos. Mas o jogo contra o Athletico deixa de lição que o Inter não tem margem para subestimar partidas, especialmente enquanto o elenco não oferece respostas no mesmo nível quando há necessidade de rodízio.
Ajustar prioridades, reconhecer limitações do grupo e consolidar rapidamente uma base parecem passos urgentes para evitar que erros de leitura, como o da estreia, voltem a custar caro.
🎧 Ouça o podcast ge Inter 🎧
+ Assista: tudo sobre o Inter no ge e na TV geRead More


