Anselmi blinda Botafogo do extracampo, mas diz: “Temos que resolver esse problema urgente”
Martín Anselmi pede solução para crise financeira do Botafogo: “Urgente”
Martín Anselmi conquistou a segunda vitória no comando do Botafogo na noite deste sábado, ao superar o Bangu por 2 a 0 no Nilton Santos, e continua 100% no comando do time. Mas na entrevista coletiva após o jogo ele teve que dividir a comemoração com a preocupação extracampo, em dia marcado por protesto da torcida contra John Textor. O técnico argentino garantiu que o futebol está blindado e não deixa a situação atingir or jogadores, mas cobrou uma resolução rápida:
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– As coisas tem que ser divididas. Uma coisa é o que acontece fora. Outra é o que acontece dentro com o nosso trabalho de jogadores e comissão. Outra é a diretoria. Nosso trabalho ainda não impacta porque temos o foco em ser melhores, treinar e competir. Onde afeta isso? Obviamente em ter o elenco mais profundo. Porque vamos precisar de mais jogadores. Entendo a torcida se manifestar e nós como instituição temos que resolver esse problema urgente. Acho que vamos resolver. Mas o ruído não afeta o campo. Os jogadores dão o máximo e nós focamos no que podemos controlar, que é o nosso trabalho.
Botafogo 2 x 0 Bangu | Melhores momentos | 4ª rodada | Campeonato Carioca 2026
Sobre bola e campo, Anselmi comemorou não só a segunda vitória, como também o segundo jogo sem sofrer gols. O treinador elogiou bastante a postura do time, mesmo com a dificuldade para vazar a retranca do Bangu:
– Sempre é importante ganhar, quero destacar a baliza zero. Para mim, cobro muito e falamos muito de que fechar o jogo com a baliza zerada sempre vai ser muito importante. É seguir melhorando, obviamente não consegui revisar o jogo, farei isso amanhã para saber quais coisas que temos que seguir melhorando. Acho que fizemos muito para fazer gol, acabamos fazendo de bola parada, mas assim é o futebol. No final, acaba acontecendo esse tipo de situação, um pênalti, uma falta, um escanteio… Feliz com meus jogadores, eles tentam, são corajosos, recuperam rápido a bola, sempre com vontade de fazer tudo com intensidade. Esse é nosso caminho. Agora começa o Brasileirão e temos quatro dias para seguir trabalhando.
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Martón Anselmi em coletiva no Botafogo
Bárbara Mendonça / ge
Veja outras respostas da coletiva:
Entendimento tático
– Fico contente que a equipe crie situações de gol. Isso é importante. Ficaria preocupado se não conseguíssemos criar. Sobre o entendimento, é mérito deles. A recepção que eles tem para tentar nossa ideia, tenta defender, compreender e fazer é top. Para mim e minha comissão é muito fácil trabalhar com eles, porque tem muito desejo de trabalhar, fazer e melhorar. É um prazer.
Testes no ataque
– Eu falei na vez passada. O importante é criar situações de gol. Quando isso acontece, em algum momento o gol chega. Por um pênalti, escanteio ou por jogada de ataque organizado. A gente merecia um gol organizado, mas não aconteceu. Ficaria preocupado se a equipe não criasse situações de gol. No entanto, temos que seguir trabalhando nesse último terço para ter impacto no placar.
Espaços na defesa
– Antes de vir aqui eu olhei todas as situações de gol nossas e do oponente. Hoje o Bangu não teve situações claras de gol. Pode ser algum contra-ataque, transição, escanteio que ficou com rebote, mas também tem que entender que no futebol é impossível controlar todo. Quando você enfrenta um oponente em bloco baixo, o espaço favorece o oponente, porque tem campo para jogar. Quando você enfrenta uma equipe mais forte o jogo se desenrola de outra forma. Quando o Cruzeiro, o quem quer que seja, tem a bola, nossa pressão, nossa defesa e nossa recuperação de bola tem que ser boas.
– Em uma perda e com campo aberto é difícil defender. Nós assumimos esse risco porque gostamos de jogar no campo rival e ser protagonista. Quanto melhor é o oponente, mais difícil é. Nossos balances foram bons. Com decorrer do jogo, vamos ficando com menos energia e ficando com bloco baixo e médio por conta do desgaste. Melhor oponente é mais difícil, mas temos que seguir com a intensidade e defendendo de forma organizada. Quando sofremos a perda da bola no campo rival, temos que saber como recuperar para estar fechados e defender a nossa baliza.
Bastos
– Ele teve uma recaída. Ainda tem dor. Obviamente voltar a treinar forte, no campo sintético. Temos que aprender junto com o jogador como administrar essas cargas para que ele consiga estar no jogo fresco. Vamos ter que fazer um trabalho personalizado com ele para ir evoluindo semana a semana e não aconteça o que aconteceu agora. Por querer estar, ao final terminou sobrecarregado. Temos que regular essas cargas para que ele consiga equilibrar e voltar de sua lesão.
Diferença de discurso para Textor
– Não posso responder porque não escutei as palavras de Textor (ídolos saíram para rivais porque não se encaixavam no estilo de jogo do Anselmi). Não sei o que ele falou. Mas posso dizer que não tenho diferença com a diretoria sobre a tomada de decisão. Tínhamos muito claro que os jogadores são todos importantes. Ainda não falamos sobre o David Ricardo, um zagueiro top que eu gostaria de ficar com ele. Hoje uma criança de 17 anos foi relacionada porque não está Marlon. Não acho que tínhamos essa diferença. Tínhamos a concordância que o clube precisava vender alguns jogadores e as ofertas que chegaram foram por eles. Não creio que tenha uma diferença. Pelo contrário, o diálogo entre a gente no dia a dia do clube é top.
Neto x Léo Linck
– Estou muito contente com os dois. Muito corajosos os dois para fazer o que nós queremos com a bola. Depois, é verdade que Neto não teve muita participação porque hoje praticamente Bangu não teve situações de gol. Mas fico feliz também porque os dois podem ser titulares, sempre bom ter mais de uma possibilidade. Vão ter que seguir trabalhando para ver quem vai conseguir jogar. Ou, por que não, jogar os dois? Neste momento acho que eles fizeram mérito suficiente para serem titulares.
Mérito do time para não sofrer
– Mérito dos jogadores. Porque cada vez que o Bangu tinha a bola, nós pressionávamos de forma correta. Quando tinha a perda, tratamos de recuperar o mais rápido possível. Isso aconteceu. Quando não aconteceu, corremos para trás. Os jogadores executaram o plano à perfeição e têm todo mérito para que o gol termine zerado.
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