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Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos

Banco Central decreta liquidação extrajudicial da Reag Investimentos

 Banco Central decreta liquidação da Reag
O Banco Central decretou nesta quinta-feira (15) a liquidação extrajudicial da Reag Investimentos, agora chamada de CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A, com sede em São Paulo.
A empresa esteve no centro segunda fase da Operação Compliance Zero, deflagrada nesta quarta-feira (14), a mesma que investiga fraudes no Banco Master.
João Carlos Mansur, fundador e ex-executivo da Reag Investimentos foi alvo de mandados de busca e apreensão.
O g1 entrou em contato com a Reag Investimentos mas não obteve retorno.
Segundo ofício do Banco Central, a instituição se enquadra no segmento S4 da regulação prudencial e representa menos de 0,001% do ativo total ajustado do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
Segundo a autoridade monetária, a decretação da liquidação extrajudicial foi motivada por “graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do SFN”.
O BC afirmou ainda que “continuará adotando todas as medidas cabíveis para apurar as responsabilidades, nos termos de suas competências legais”.
De acordo com o comunicado, o resultado das apurações “poderá levar à aplicação de medidas sancionadoras de caráter administrativo e ao encaminhamento de comunicações às autoridades competentes”, conforme a legislação vigente.
“Ainda nos termos da lei, ficam indisponíveis os bens dos controladores e dos ex-administradores da instituição”, concluiu o Banco Central.
▶️ Com a decretação da liquidação da administradora pelo Banco Central, os fundos ligados à Reag não foram encerrados. A Reag atua como gestora e administradora de mais de 80 fundos de investimento. A medida do BC atinge a instituição responsável pela administração, e não os fundos em si, que permanecem ativos no mercado.
As carteiras seguem existindo, mas deverão buscar novas instituições para exercer a função de administração e garantir a continuidade das operações.
Master é investigado por fraude bilionária
O caso do Banco Master virou o centro de um escândalo financeiro nacional e de uma disputa institucional.
Em novembro, o Banco Central (BC) determinou a liquidação extrajudicial do banco. A liquidação ocorreu após suspeitas de fraude na venda de carteiras de crédito do Master para o Banco de Brasília (BRB) no valor de R$ 12,2 bilhões.
Para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, essa pode ser a “maior fraude bancária” do país.
A operação deflagrada ontem resultou na apreensão de carros, relógios de luxo e outros bens de alto valor em endereços ligados a suspeitos de fraudes financeiras no Banco Master.
Por decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foram autorizados 42 mandados de busca e apreensão, além do sequestro e bloqueio de bens e valores que, segundo a PF, ultrapassam R$ 5,7 bilhões.
Durante as diligências, os agentes também encontraram dinheiro em espécie. Até a última atualização, haviam sido apreendidos R$ 97,3 mil em numerário.
As ações ocorreram em São Paulo — inclusive em endereços na Avenida Faria Lima, um dos principais polos financeiros do país — e nos estados da Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
Investigação por elo com PCC
A Reag Investimentos, gestora com ações negociadas na B3, também foi uma das empresas investigadas na megaoperação Carbono Oculto, deflagrada contra o PCC em oito estados.
A operação é considerada a maior já realizada no país contra o crime organizado e mirou um esquema bilionário de fraudes no setor de combustíveis, que teria sonegado mais de R$ 7,6 bilhões em impostos.
Segundo as investigações, o PCC atuava desde a importação irregular de produtos químicos para adulterar combustíveis até a lavagem de dinheiro por meio de fundos de investimento e fintechs.
A Receita Federal identificou ao menos 40 fundos, com patrimônio estimado em R$ 30 bilhões, controlados pela facção e usados para ocultar recursos no mercado financeiro, especialmente na região da Avenida Faria Lima.
Mais de 350 pessoas físicas e jurídicas são investigadas por crimes como lavagem de dinheiro, fraude fiscal, adulteração de combustíveis e crimes ambientais.
À epoca, a Reag afirmou em nota que colaborou com as autoridades, diz que agiu de forma regular nos fundos em que prestou serviços e negou qualquer envolvimento com atividades criminosas.
– Esta reportagem está em atualização.g1 > EconomiaRead More