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Bia Zaneratto recusou Barcelona e mais dois pelo Palmeiras: “Ambição de conquistar grandes coisas aqui”

Bia Zaneratto recusou Barcelona e mais dois pelo Palmeiras: “Ambição de conquistar grandes coisas aqui”

Bia Zaneratto é apresentada no Palmeiras
Bia Zaneratto e Leila Pereira caminharam lado a lado trocando cumprimentos e comentários desde o centro de excelência até a sala de coletivas da Academia de Futebol.
– Vamos mudar o futebol feminino juntas – disse a presidente à atacante, subindo as escadas para o espaço onde Bia seria apresentada como reforço do Palmeiras para 2026.
De volta ao clube para sua quarta passagem, Zaneratto recusou procuras do Barcelona, Gotham FC, dos Estados Unidos, e a renovação de contrato com o próprio Kansas City, onde estava, para assinar com o Palmeiras. Chega com vínculo de uma temporada, com metas para renovação por mais um ano, e sedenta pelo que sempre lhe moveu: títulos.
– Acho que voltar para casa é aquele conforto, aquele aconchego, mas jamais uma acomodação. Eu tenho a ambição de conquistar grandes coisas aqui pelo Palmeiras, e consequentemente continuar fazendo parte da Seleção – disse a atacante.
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Leila Pereira e Bia Zaneratto em apresentação da atacante pelo Palmeiras
Fabio Menotti / Palmeiras
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Aos 32 anos, volta dos Estados Unidos sendo nomeada entre as melhores jogadoras da Liga e depois de duas temporadas no Kansas City, com 13 gols marcados, sete assistências distribuídas e 41 partidas disputadas.
Antes disso, também defendeu no futebol internacional o Red Angels, da Coreia do Sul, e o Wuhan Xinjiyuan, da China. Mas vê a crescente do futebol feminino no Brasil, e principalmente da estrutura do Palmeiras no departamento, como diferencial para estar de volta.
À Zaneratto, a presidente Leila Pereira também destacou:
– Nós brigaremos em todos os campeonatos para conquistar títulos. É o que nós mais gostamos. E esse ano, o futebol feminino me encheu de orgulho.
– Levantamos dois títulos, estive lá com as meninas e não tem nada melhor. Então, conte com Palmeiras, conte com essa presidente, que juntas vamos desenvolver ainda mais o futebol feminino no Brasil – completou, entregando a camisa 10 à atacante.
Leila Pereira e Bia Zaneratto em apresentação da atacante pelo Palmeiras
Fabio Menotti / Palmeiras
Acompanha da família e dos empresários, Zaneratto fez agradecimentos à torcida, às companheiras de time, à presidente e também ao diretor do futebol feminino, Alberto Simão, que acompanhou tudo de pé no canto da sala.
Sorridente desde o momento em que pisou no clube, ela falou sobre estrutura, recordes e a busca por hegemonia contra o rival Corinthians.
Você vê que o Palmeiras pode ser a principal força do futebol feminino no Brasil. E até destituir o Corinthians nisso?
– Claro que é uma equipe que ao longo desses anos foi uma hegemonia. Mas não é que tudo vai mudar do ano de noite para o dia. Acho que é um trabalho de construção. O Palmeiras vem evoluindo, conquistando títulos. E acho que esse é um processo.
– Tem se falado muito que agora o Palmeiras é o time a se bater. E a gente está com os pés no chão, tem muito trabalho pela frente. Só está começando o ano. Não adianta a gente já se colocar num lugar que ainda não é nosso. Mas com certeza a gente vai buscar com muita humildade, passo a passo, conquistar todos os títulos que vem.
Bia Zaneratto e Rosana foram companheiras de time. Agora são atleta e técnica.
– Eu lembro da Rosana jogadora, o estilo que ela tinha de ser muito competitiva, de vencedora. E acho que ela chegou no Palmeiras nesse mesmo nível. Com um estilo de jogo muito agressivo, marcação alta, um jogo mais de função, não tão posicional. E é o que eu mais gosto de fazer, ser mais livre para jogar meu futebol, mais solto. Acho que esse estilo vai me agregar muito. Vou tentar aproveitar o máximo, e tenho certeza que ela também vai tirar o meu melhor.
Alberto Simão, diretor de futebol feminino do Palmeiras, e Rosana Augusto, treinadora
Tayna Fiori/ge
No posicionamento, gosta de ser fluida. Tanto de 10 como nas 3 posições de ataque. Qual se sente mais confortável e como se vê ajudando esse novo Palmeiras?
– Do estilo de jogar, eu falei bastante com a Rosana. É claro que não vou escolher posição. Eu venho aqui para aquilo que for melhor para o Palmeiras. Onde ela achar melhor.
O carinho e recepção da torcida foi determinante para escolher o Palmeiras?
– Eu agradeço muito esse carinho que eles sempre tiveram comigo. Quando eu estive aqui em outras passagens. Quando saí eles continuaram tendo esse carinho comigo nas redes sociais. As meninas (atletas) já é algo diferente. Muito especial. Você ter um elenco pedindo sua volta. Isso aquece o nosso coração.
Zaneratto faz um apelo à torcida!
– Aproveito que tem todo esse carinho da torcida para fazer meio que um apelo. Por favor, compareça aos estádios. Acho que a minha presença aqui talvez mude um pouquinho isso no torcedor, desse carinho que tem comigo, mas eu gostaria de pedi-los, que vão aos estádios, aos nossos jogos.
– A gente vai tentar ao máximo ter jogos no Allianz. Já está sendo falado. Nossa presidente, a Leila, já falou que vai tentar colocar mais jogos ao Allianz. Então acho que isso é cada vez mais um incentivo para o futebol feminino. Para a gente já fomentar isso para a nossa Copa do Mundo de 2027.
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Staff Images Woman / CBF
Qual a principal diferença no projeto do clube desde a primeira passagem até agora?
– Acho que o Palmeiras vem crescendo ano a ano. E acho que pude acompanhar esse crescimento. Porque estive lá em 2021, minha primeira passagem, foi pouco tempo, mas a gente começa a entender o que era a realidade do futebol feminino aqui no Brasil.
– E a cada ano eu vi que esse processo, essas melhorias acontecendo. E a gente vê hoje o momento que se encontra o futebol feminino do Palmeiras. Tendo uma estrutura muito melhor. Tendo uma proximidade muito maior com o clube mesmo.
– Eu não gosto muito disso, mas é uma verdade. Às vezes a gente precisa conquistar para a gente ter. Não deveria ser essa ordem. A gente deveria ter a melhor estrutura para então conquistar. Mas às vezes é um caminho inverso. Mesmo assim, o Palmeiras conquistando títulos e, consequentemente, mais essa estrutura fora de campo. Mas acredito que as duas coisas andam juntas.
– Quando você tem uma estrutura fora do campo, um ambiente de trabalho que favoreça, as coisas fluem.
Palmeiras 5 x 1 Corinthians | Melhores Momentos | Final | Campeonato Paulista feminino 202
Como vê a desistência de clubes do Brasileirão Feminino? Caso recente do Fortaleza e Real Brasília, desfazendo o time feminino.
– É uma tristeza muito grande, desistirem do futebol feminino. Mais uma vez, o time cai para a segunda divisão no masculino e quem é prejudicado, muitas vezes, é o futebol feminino. Essa é uma realidade. Não adianta a gente colocar isso debaixo dos panos. Porque é uma realidade. E não deveria ser assim.
– Deveria existir o futebol feminino e o futebol masculino. E cada um conseguir seguir com os seus próprios passos. E não ser influenciado dessa forma.
– Mas espero que, em breve, o Fortaleza possa voltar a investir no futebol feminino. Assim como é o Real Brasília. E que essas equipes possam se fortalecer. E que essas meninas também tenham oportunidades em outros clubes. Porque, de repente, acaba. E o que essas meninas vão fazer?
– Acho que tem muitas que estão muito bem qualificadas, com um pouco mais de estrutura, e outras tem muito pouco. Porque a gente precisa buscar esse equilíbrio. A Copa do Mundo se aproxima no Brasil. Então, cada vez mais, a gente possa acompanhar e ajudar todas as equipes e incentivar para ter uma estrutura mais voluntária.
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Você saiu do Palmeiras com 55 gols. A Amanda Gutierres passou, com 74. Dá para voltar e pegar o primeiro lugar?
– É muito legal falar sobre ela, porque é uma menina ainda, que está indo ganhar o mundo. Tenho um orgulho muito grande dela. A gente tem uma amizade. Gostaria muito que ela tivesse ficado. Para a gente continuar jogando juntas.
– Em campanhas anteriores, estivemos juntas. Pudemos fazer muitos gols. E eu acho que não tem essa questão de passar uma, passar outra. Acho que são duas grandes jogadoras que colocaram seus nomes na história do Palmeiras.
– Ela sai de uma forma muito linda, que poucas vezes aconteceram. É uma venda histórica. Que foi a dela. Então é importante mencionar isso. Ela deixa o legado dela. E a Bia tem o legado dela. Então cada uma vai seguir o seu caminho. As duas ajudaram muito o Palmeiras. E acho que é isso que fica.
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