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Bruno Pivetti ressalta diferença em média de idade do Flamengo e diz: “Jogo foi condicionado pela expulsão”

Bruno Pivetti ressalta diferença em média de idade do Flamengo e diz: “Jogo foi condicionado pela expulsão”

Volta Redonda 3 x 0 Flamengo | Melhores momentos | 2ª rodada | Campeonato Carioca 2026
O Flamengo segue sem vencer no Campeonato Carioca e viu Carbone ser expulso com 10 minutos na derrota para o Volta Redonda, neste sábado. Após a partida, o técnico Bruno Pivetti afirmou que o jogo foi condicionado pelo jogador a menos e ressaltou a diferença de idade entre os times.
— A partida de hoje foi condicionada por termos perdido um jogador com 10 minutos. A partir daí, estamos vindo em uma sequência forte. O adversário estava fazendo o segundo jogo do campeonato e nós o terceiro. Uma diferença de dois dias entre um jogo e outro. O que já era uma tarefa difícil, por ser uma equipe com uma idade muito baixa, nossa média é 18 anos, ficou ainda mais difícil com a expulsão. A partir daí, fizemos o possível para conter os ataques do Volta Redonda – analisou.
— É uma equipe que estava na Série B, desceu para a C. Sabemos que enfrentaríamos um adversário pesado em termos profissionais, uma média de idade superior. Acredito que o jogo foi condicionado pela expulsão. Dentro disso tentamos fazer o melhor para sair com o resultado, infelizmente não foi possível. Seria outro jogo se estivéssemos confrontando o adversário 11 contra 11 – completou.
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Bruno Pivetti, técnico do sub-20 do Flamengo
Reprodução
Pivetti voltou a dizer que o planejamento do Flamengo será pensado jogo a jogo. O time principal de Filipe Luís se reapresentou na última segunda-feira e tem como foco a preparação para a Supercopa contra o Corinthians, dia 1º de fevereiro, em Brasília.
— O que me foi passado é que o planejamento seria jogo a jogo, então nos focamos nossos esforços no preparo para esse jogo contra o Volta Redonda. Infelizmente o jogo foi condicionado pela expulsão precoce. Eu não tenho outras informações, isso está a cargo da diretoria. A gente está aqui para servir o clube da melhor maneira. O que eles orientarem nós vamos seguir para poder ajudar da melhor forma nessa fase de preparação para o profissional, tendo em vista os desafios para 2026 – afirmou.
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O time sub-20 do Flamengo ainda não conseguiu dar conta do recado neste início de Carioca e chegou ao terceiro jogo sem vitória – a equipe vinha de empate com a Portuguesa e derrota para o Bangu. Com apenas um ponto somado até então, o Fla ocupa a quinta posição do Grupo B da competição – no estadual, os dois últimos colocados jogam o quadrangular do rebaixamento. O próximo jogo é contra o Vasco, na quarta-feira.
Veja outras respostas de Pivetti
O planejamento inicial era você comandar os clássicos?
— Não, o planejamento inicial era jogo a jogo. Eu preparei bem para a estreia, para o segundo jogo e para esse. Agora a gente aguarda novas orientações.
Como foi a reação do Carbone?
— Ele ficou muito triste, pediu desculpas. A gente tenta informar da melhor maneira, orientar da melhor maneira. Claro que não foi uma coisa premeditada, que ele quis. Aconteceu. São jogadores jovens, que entram com um ímpeto muito forte na partida, de querer mostrar seu valor, principalmente num clube grande como o Flamengo . Infelizmente ele exagerou. Acredito que a primeira falta, com dois minutos de jogo, não seria para cartão amarelo. Valeria ali uma conversa. A segunda eu concordo que foi para cartão amarelo. Enfim, isso faz parte da inexperiência, da imaturidade. Os jogadores vão aprendendo com o erro para poder corrigir da melhor forma e poder reorientar a rota de carreira deles.
Essa ansiedade está atrapalhando o time?
— Eu vi essa questão mais no segundo tempo contra o Bangu, que o jogo foi muito picotado. Os jogadores realmente ficaram muito ansiosos para tentar empatar de qualquer maneira. A gente fugiu um pouquinho do que é o nosso modelo, começamos a alçar muitas bolas na área. Hoje é difícil até tecer uma análise porque o jogo foi condicionado pela expulsão. Com um jogador a menos, com jogadores mais jovens, fica mais complicado. Mas realmente eles têm uma ansiedade muito grande de fazer o seu melhor, de mostrar para a torcida rubro-negra que tem condições. E é uma equipe que, dentro da sua faixa etária, foi vencedora no ano passado. Não à toa foi campeã da Libertadores com méritos, foi campeã mundial em cima do Barcelona. São jogadores com valor, que, de repente, por diversos condicionamentos, os resultados não vieram nesses três jogos. Mas tenho certeza que todos eles têm um futuro pela frente, é claro que precisam fazer ajustes ainda. Mas acredito que são jogadores de muito potencial.
Esses resultados mudam a maneira como você enxerga os atletas?
— Acredito que não tenha um impacto na carreira deles porque são jogadores sub-20 que estão jogando entre os profissionais. Diferentemente, por exemplo, do jogo do Mirassol, em que tivemos alguns reforços, você traz mais peso para a equipe. São jogadores sub-20, que estão fazendo o possível para representar o clube da melhor forma, para fornecer ao profissional as melhores condições de preparo. Dentro das nossas possibilidades, a gente vem tentando. O jogo de hoje acabou sendo uma covardia pela expulsão precoce. Fica até difícil tecer qualquer análise. São jogadores que vão evoluir, têm muito potencial. A maioria é de jogadores nascidos em 2007, que é o segundo ano de juniores. São jogadores que precisam de amadurecimento, de um maior preparo para poder ter longevidade no futebol e consequentemente ter uma carreira feliz
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