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Candangão 2026 começa neste sábado e marca início de ano intenso para times do DF

Candangão 2026 começa neste sábado e marca início de ano intenso para times do DF

A edição de 2026 do Candangão começa neste sábado com quatro jogos e marca o início de um ano intenso para os times do DF. Por causa das mudanças de calendário propostas pela CBF, que passam a valer justamente a partir de 2026, o DF terá quatro representantes na Série D do Campeonato Brasileiro, além das disputas habituais, que incluem a Copa do Brasil e a Copa Centro-Oeste, que volta a ser disputada depois de . Antes, porém, as equipes vão disputar o Campeonato Estadual, que vai determinar o calendário de 2027.
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Estádio Mané Garrincha vai receber a grande final do Candangão 2026
Felipe Ruiz
O Candangão deste ano contará com retornos importantes à elite do futebol local. É o caso do Brasília, terceiro maior campeão da história da competição, que está de volta à Primeira Divisão depois de dois anos na divisão de acesso. A ARUC, tradicional equipe do Cruzeiro, também retorna, mas de um hiato ainda maior: foram 22 anos longe da principal divisão do futebol local.
Esta edição da competição repetirá a fórmula de disputa de 2025. Na primeira fase, as 12 equipes se enfrentarão entre si em turno único. As quatro melhores classificadas garantem vaga nas semifinais e se enfrentam em cruzamento olímpico (1° x 4° e 2° x 3°), em ida e volta. A final, em jogo único, está marcada para o dia 21 de março.
Estádios
Em 2026, o maior torneio do futebol local terá oito estádios à disposição:
Serejão, em Taguatinga: mandos do Brasiliense;
Estádio JK, no Paranoá: mandos de Capital e Paranoá;
Estádio Rorizão, em Samambaia: mandos de Samambaia e ARUC;
Estádio Abadião, em Ceilândia: mandos do Ceilândia;
Estádio Defelê, na Vila Planalto: mandos de Real Brasília e Sobradinho;
Estádio Bezerrão, no Gama: mandos de Gama e Brasília;
Estádio Mané Garrincha: usado apenas na final em jogo único, marcada para o dia 21 de março
Estádio Bezerrão, mais uma vez, abrigará os jogos do atual campeão candango, o Gama
Reprodução Redes Sociais Corinthians Feminino
Confira os jogos da primeira rodada do Candangão:
10/01 – 15h – Paranoá x ARUC
10/01 – 16h – Brasiliense x Brasília
10/01 – 16h – Ceilândia x Sobradinho
10/01 – 19h30 – Gama x Real Brasília
11/01 – 15h30 – Capital x Samambaia
Como chegam as equipes:
Gama
Atual campeão candango e recordista em títulos, com 14, o Gama chega para a edição 2026 reforçado por um grande nome do futebol brasileiro. A equipe contratou o atacante Henrique Almeida, de 34 anos, que estava no Amazonas e optou por retornar ao futebol do DF.
Henrique Almeida treinando no Gama
Filipe Fonseca
Além do atacante, eleito o melhor jogador do Mundial Sub-20 em 2011, o Alviverde trabalhou na manutenção de nomes importantes da conquista do Candangão de 2025, como o goleiro Renan Rinaldi, o zagueiro Wellington Silva e o atacante Luan.
Capital
Depois de bater na trave e ficar com o vice-campeonato do Candangão em 2024 e 2025, o Capital vê na temporada 2026 a chance de conquistar o inédito título. A equipe reforçou o elenco e apostou em um jogador com experiência internacional para ajudar na briga pelo topo do pódio local.
Johan Arango é a esperança de gols do Capital em 2026
Ueslei Costa/Capital CF
A Coruja contratou o atacante colombiano Johan Arango, de 34 anos, para o comando do ataque. O experiente jogador tem passagens por clubes como o Independiente Santa Fé, da Argentina, Deportivo Binacional, do Peru, e Once Caldas, da Colômbia. Por causa delas, o jogador disputou a Conmebol Libertadores, onde marcou quatro gols.
Ceilândia
Campeão candango em 2024, o Ceilândia terá, mais uma vez, o comando de Adelson de Almeida. O mais longevo treinador da história do futebol local, tentará levar o Gato Preto ao tetracampeonato local, depois de ficar com a terceira posição em 2025.
Adelson de Almeida conquistou o Candangão pela terceira vez na carreira
Lucas Magalhães
O elenco para este ano contará com velhos conhecidos da torcida do Gato Preto, como o goleiro Edmar Sucuri, o zagueiro Badhuga e o meio-campo Cabralzinho, todos remanescentes da última temporada. A principal novidade estará fora de campo: o ex-jogador Radamés assumiu o cargo de diretor executivo de futebol.
Brasiliense
Segundo maior vencedor da história do Candangão, o Brasiliense viveu dias movimentados antes mesmo da temporada começar. A equipe contratou Lúcio Flávio para ser o comandante do Jacaré em 2026. Ele, porém, foi demitido antes mesmo da virada de ano, depois dos maus resultados nos amistosos de pré-temporada.
O Brasiliense, então, apostou em uma solução conhecida: recontratou Luiz Carlos Winck, justamente o antecessor de Lúcio Flávio no comando do time.
Jean Pyerre em treino do Brasiliense
Lucas Rodrigues/Brasiliense
No elenco, a principal aposta do Brasiliense será no experiente meia Jean Pyerre, que estava no Ypiranga-RS, mas tem passagem marcante pelo Grêmio. O plantel conta ainda com outro atleta experiente: o lateral-direito Apodi, de 37 anos.
Paranoá
Uma das sensações das últimas edições do Candangão, o Paranoá por pouco não conseguiu uma vaga nas semifinais das duas últimas edições da competição, quando terminou a primeira fase na quinta colocação.
Bebeto será uma das novidades do Paranoá para o Candangão 2026
Diller Abreu/Paranoá E.C.
Para 2026, a meta é voltar a figurar entre as equipes classificadas para o mata-mata, a exemplo do que ocorreu em 2023. A equipe apostou em novos nomes para a temporada que começa oficialmente neste fim de semana. O atacante Renê, ex-Niteroiense e Real Noroeste, foi o grande destaque de um dos amistosos da Cobra Sucuri na pré-temporada, marcando três dos cinco gols na goleada por 5 a 0 sobre o Estrela Vermelha.
Sobradinho
Depois de amargar a sexta colocação geral no último Candangão, o Sobradinho apostou alto na montagem do elenco para a temporada 2026. A equipe se reforçou e contará com a experiência do meia Bernardo, ex-Vasco e ex-Brasiliense, como trunfo para que a equipe volte ao topo do futebol local depois de seis anos.
Aos 35 anos, Bernardo será o principal nome do Sobradinho no Candangão 2026
Lucas Magalhães/ge
Samambaia
Ainda lutando pelo primeiro título candango de sua história, o Cachorro Salsicha protagonizou uma das histórias curiosas do período de pré-temporada. O time anunciou a contratação do atacante Walter, campeão da Conmebol Libertadores pelo Internacional.
Walter vai defender o Atlético de Alagoinhas em 2026
Reprodução / TV Bahia
O carismático atacante chegou a publicar alguns vídeos nas redes sociais em que reclamava do custo de vida em Brasília, mas acertou a transferência para o Atlético-BA antes mesmo da virada de ano.
Sem Walter, o elenco contará com outras figuras já conhecidas do futebol local. São os casos de Lila e Naruto, remanescentes do elenco da temporada passada.
Real Brasília
O Real Brasília chegará para o Candangão de 2026 como uma das maiores incógnitas do campeonato. No último dia de 2025, a equipe anunciou a desistência do Campeonato Brasileiro Feminino. A decisão, segundo a diretoria do clube, afetava apenas o time feminino.
Real Brasília pouco comentou a preparação para o Candangão 2026
Júlio César Silva/Real Brasília
O técnico Raphael Miranda, porém, terá à disposição uma mistura de juventude, com jogadores vindos das categorias de base e que, atualmente, estão disputando a Copa São Paulo de Futebol Júnior, e algumas contratações pontuais.
ARUC
De volta à elite do futebol local depois de mais de duas décadas, a ARUC espera deixar uma boa impressão na temporada de retorno à Primeira Divisão. Depois do título da Série B local em 2025, a equipe reforçou o elenco e tentará alcançar o papel de protagonista no Candangão deste ano.
Aruc conquistou o título da Série B e um lugar na elite do Candangão
Diller Abreu/FFDF
O técnico Dedé Miranda, que estava no Riacho City na disputa da Divisão de Acesso em 2025, contará com velhos conhecidos na missão de conseguir um lugar no mata-mata do Candangão: o goleiro Marcus Vynicios, o zagueiro Kauã Dumke e o atacante Daniel Bocão, trio que trabalhou com o treinador na última temporada.
Brasília
Dois anos depois do rebaixamento para a Série B local, o terceiro maior vencedor do Candangão na história está de volta à elite. E o retorno se dá com um importante reforço fora de campo: o ex-jogador Ricardo Oliveira assumiu o cargo de vice-presidente do clube, e tem tido dias movimentados na capital federal na tentativa de montar um elenco competitivo para 2026.
Ricardo Oliveira atua como vice-presidente do Brasília desde julho
Divulgação / Brasília
O Brasília também divulgou poucos detalhes da preparação para o Candangão deste ano. Já se sabe, porém, que a equipe será comandada por Paulo Helber. geRead More