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Canobbio mira títulos no Fluminense e se anima: “No Uruguai, quando falam de clássico, falam de Fla-Flu”

Canobbio mira títulos no Fluminense e se anima: “No Uruguai, quando falam de clássico, falam de Fla-Flu”

Canobbio encerrou o período de “descanso” na última quinta-feira na vitória por 3 a 2 sobre o Nova Iguaçu. O “aquece” serviu para preparar os jogadores para o primeiro teste de 2026, contra o Flamengo, neste domingo, no Maracanã. Ter pela frente um clássico tão cedo na temporada não incomoda ao uruguaio. Na verdade, serve de motivação. Ir bem nos considerados “jogos grandes” é um dos objetivos que ele deseja repetir em 2026.
O programa Globo Esporte apresentará o VT com a entrevista do Canobbio no início da tarde deste sábado.
— Todo clássico é bom para ganhar. Jogando bem ou não, tem que ganhar. Começar com pé direito é importante e satisfatório. Mas primeiro temos que fazer o nosso trabalho e o ano é muito intenso […] Você falou do Rio, do Brasil. Mas no Uruguai, quando falam em clássico brasileiro, falam de Fla-Flu. Não é só Brasil, é no mundo todo. Quando você vai ao jogo, esquece a tabela, o histórico, é esse jogo. É o dia que quem acordar melhor e fazer o melhor jogo, vai ser recompensado. É um dia à parte do resto do ano. São quatro clássicos? São quatro dias diferentes — declarou.
Canobbio projeta clássico: “No Uruguai, quando falam de clássico, falam de Fla-Flu”
Na entrevista ao ge, Canobbio falou repetidas vezes sobre querer um 2026 como “ano de consagração”. No bom português, com títulos. Ele viveu uma temporada de bons números no ano passado, mas a última impressão ainda dói: o pênalti perdido contra o Vasco, na semifinal da Copa do Brasil — o que se repetiu na primeira atuação de 2026, contra o Nova Iguaçu, ao desperdiçar uma batida no segundo tempo.
— Fiz uma reflexão do jogo inteiro. Era clássico, precisei de muito tempo nas férias para sanar um pouco, para descansar. Ficou muito na minha mente, ficou muito marcado na minha cabeça. Mas são coisas que acontecem no jogo. Teve pênalti que eu fiz, mas esse depois de um ano todo, com o cansaço do jogo, o estresse mental de um clássico na semifinal… Não foi o que eu pensei, como queria definir o pênalti. Estava cansado. Fui na segurança e ele adivinhou, faz parte. Agora é ir para frente. Trabalhar para conseguir coisas importantes esse ano. Mas são coisas que dá para aprender. É virar a página e continuar trabalhando, o futebol é assim. Dar o melhor para a instituição que me contratou.
Canobbio fala sobre pênalti perdido contra o Vasco, mas quer virar a página no Fluminense
Apesar do erro, Canobbio se diz feliz com seu ano e com o que tem construído no Fluminense. Em 2025, foram 13 gols marcados — recorde na sua carreira — e cinco assistências. Foi titular tanto com três treinadores diferentes, Mano Menezes, Renato Gaúcho e Luis Zubeldía. O uruguaio reforça que quer ser um atacante ainda “mais completo” neste ano, mas reforça: falta um título, algo que não foi possível no ano anterior.
— Eu acho que sim. Foi uma coisa que, quando me falaram de vir para cá, comecei a olhar a história. Me contaram a história do Fluminense. Comecei a sentir essa identificação. Meu estilo de jogo era parecido […] O primeiro ano teve muita coisa positiva, muita coisa pra melhorar. Gostei da adaptação rápida que tive aqui. Minha transferência foi do Brasil para o Brasil, mas o estilo de vida, jogadores são diferentes e me adaptar rápido foi uma coisa que tive como positiva. Fiz uma boa quantidade de gols. Isso é uma coisa que tenho que manter para esse ano. Falta essa consagração para a gente e para a torcida.
Canobbio em entrevista exclusiva ao ge no CT do Fluminense
Marcello Neves / ge
O ano de 2026 também reserva uma Copa do Mundo. Canobbio vinha acumulando convocações na seleção uruguaia nos últimos anos, mas tudo mudou em 2024, devido a uma crise do técnico Marcelo Bielsa com o elenco. A desavença começou durante a Copa América, em um torneio marcado por tensão interna na Celeste. Desde então, as convocações cessaram. O atacante quer virar essa página e mantém o sonho de estar no Mundial.
— Lógico. É um sonho de toda criança, defender o país. Para mim também seria uma segunda chance. Teve 2022 que não consegui tantos minutos, esse ano seria ideal. Sempre estou preparado, tento me preparar para qualquer situação. Se tiver a oportunidade e eu não estivesse preparado, seria um erro que não me perdoaria em vida. Quero estar à disposição do meu país. Mas o futuro vai ser o que tiver que ser. Sempre tentei consertar as coisas, passou muito tempo para atrás e me coloco na posição de olhar diferente para o que aconteceu no passado. Sempre vou torcer pela minha seleção. O Mundial de 2010 marcou a nossa geração, e dar alegria para o Uruguai seria inesquecível.
Canobbio deseja disputar a Copa do Mundo com o Uruguai: “Olhar diferente para o passado”
Confira outras respostas de Canobbio:
Estilo de jogo: “Gosto de ser um jogador completo. Não só atacante. Quero ser o mais completo possível. Falar que sou atacante limita muito o trabalho que tento fazer no dia a dia, esse jogador que tenho na minha mente. Lógico que gosto de estar na área, fazer gol, mas quero contribuir com mais coisas no futebol. Ajudar em mais partes do campo”
Motivação: “Credito ao trabalho, a preparação, a motivação de estar no Fluminense. Conseguir me adaptar e me sentir pertencente ao Fluminense. O carinho da torcida foi uma coisa que faz parte na motivação. Construímos coisas importantes em conjunto”
Trocas de treinador interferem no trabalho? “Todas as trocas têm filosofias novas e levam tempo. Quando cheguei, tentei me adaptar a Mano. Depois, a troca para o Renato teve um período certo de tempo. Também teve esse período de adaptação no clube. Quando me adaptei a Renato, veio Zubeldía. Sei como se trabalha no Brasil, no Athletico-PR também teve uns oito treinadores”
Se adaptou ao Rio de Janeiro? “Não sei se sou carioca, sou gringo (risos). Me adaptei à cidade. Curitiba é uma cidade muito bonita, segura. Mas Rio é outra parada. É diferente. Tem energia, clima. Curitiba é muito parecido com Montevidéu. No Rio, tem a energia das pessoas. Eles nos dão energia para acabar o ano da melhor maneira possível. Tento fazer a minha rotina muito regrada. Acordo, vou para treino, tiro uma soneca, depois inicio uma nova preparação. Faço (treino) físico, faço recover, procuro jantar cedo. Mas em algum momento conseguirei ir para todos os lados”
Poder de marcação: “Falaram que sou chato (risos). Aqui no treino também. Mas é meu jeito de jogar. Gosto de ser intenso, dinâmico, estar em toda parte do campo. Minha característica principal. Que continue assim, sendo chato”
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