CBF profissionaliza arbitragem em 2026 e amazonense Anne Kesy entra para o primeiro quadro fixo
Barezão: Tufão quase rebaixado e Princesa bem
A Confederação Brasileira de Futebol anunciou nesta terça-feira (28) a lista dos primeiros 72 profissionais de arbitragem contratados para a temporada 2026.
Ao todo, são 20 árbitros, 40 assistentes e 12 árbitros de VAR que passam a integrar o programa de profissionalização da entidade.
Entre os nomes selecionados está a amazonense Anne Kesy, escolhida para o primeiro quadro profissional de arbitragem da CBF.
Anne Kesy, assistente do Amazonas
Deborah Melo/FAF
+Amazonas ganha dois reforços e mira vaga direta na semifinal do turno
Única representante da região Norte na lista, Anne tem 33 anos e faz parte do quadro da FIFA desde 2022.
A assistente passa a integrar um grupo que terá atuação prioritária nas 380 partidas da Série A do Campeonato Brasileiro, além de poder ser escalado em jogos da Copa do Brasil e em rodadas decisivas da Série B.
Graduada em Educação Física, Anne iniciou na arbitragem em 2009 e, ao longo da carreira, acumulou experiência em competições nacionais e internacionais.
Em 2025, atuou em partidas do Brasileirão das séries A e B, do Campeonato Amazonense, da Copa Verde e da Copa do Brasil, além de ter integrado o quadro da Copa do Mundo Feminina Sub-17, disputada no Marrocos.
Anne Kesy Gomes de Sá
João Normando/FAF
+Copa do Brasil 2026: sorteio desta quarta pode ter duelo amazonense na segunda fase
Os contratos dos profissionais serão firmados a partir de fevereiro, com início do programa marcado para 1º de março. A contratação será feita como pessoa jurídica, sem exigência de dedicação exclusiva, mas com prioridade para as atividades de arbitragem.
Os salários fixos variam de acordo com a categoria, se árbitro FIFA ou CBF, além de remuneração por partida e bônus por desempenho.
A CBF não divulga valores individuais, mas a média salarial gira em torno de R$ 13 mil mensais, enquanto árbitros centrais podem receber valores superiores a R$ 30 mil fixos.
A escolha dos 72 profissionais seguiu três critérios principais: pertencer ao quadro FIFA ou CBF, número de escalas na Série A nas temporadas 2024 e 2025 e a nota média nas avaliações de desempenho da entidade.
Anne Kesy, assistente do Amazonas
Deborah Melo/FAF
+São Raimundo vive crise histórica e torcida protesta contra diretoria: “Trocaram SAF por amadorismo”
Segundo a CBF, o programa de profissionalização é resultado de estudos de modelos adotados em países como Alemanha, Inglaterra, Espanha e México. A entidade calcula um investimento de R$ 195 milhões em arbitragem no biênio 2026 e 2027.
Desse total, R$ 25 milhões estão reservados para a implantação do impedimento semiautomático, tecnologia que deve estrear na Série A e na Copa do Brasil, embora ainda não haja data definida para o início do uso.
Além da remuneração fixa, a CBF aposta em quatro pilares para o desenvolvimento da arbitragem brasileira: valorização financeira, excelência física e em saúde, capacitação técnica contínua e investimento em tecnologia e inovação.
Investimento arbitragem.
CBF
+Kaio Wilker foca no Parintins e reforça briga do Nacional pela vaga direta à semis do 1º turno
Entre as novidades previstas estão o uso de smartwatches para monitoramento físico, apoio de equipes multidisciplinares e a implementação da refcam, câmera acoplada ao corpo do árbitro para auxiliar no controle disciplinar das partidas. geRead More


