Conselho de Segurança da ONU começa a debater ataque dos EUA à Venezuela
Em aceno diplomático, presidente interina da Venezuela propõe cooperação com EUA após captura de Maduro
O Conselho de Segurança começou a se reunir nesta segunda-feira (5) em caráter de urgência para discutir o ataque dos Estados Unidos à Venezuela, no qual o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, foi capturado e retirado do poder no sábado (3).
Durante a reunião, o Brasil deve pedir a palavra para condenar o ataque dos EUA e defender a soberania da Venezuela.
🔴AO VIVO: Acompanhe as últimas notícias em tempo real
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
No discurso inicial, a vice-secretária-geral da ONU disse que a instituição está “preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional”.
A Rússia pediu novamente a libertação imediata de Maduro e acusou os EUA de serem “hipócritas e cínicos”, e que a Casa Branca nem escondeu o teor de sua “operação criminosa para tomar os recursos energéticos”. Disse também que a ONU não pode aceitar a postura do governo norte-americano.
“EUA tá gerando um momentum para um novo momento para neocolonialismo e imperialismo”, afirmou o embaixador russo na ONU.
A reunião foi solicitada pela Colômbia após os Estados Unidos atacarem, na madrugada do sábado (3), diversos pontos de Caracas e capturarem o presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores.
O Brasil não é membro permanente do conselho, mas pretende pedir a palavra para fazer um discurso, segundo fontes da diplomacia confirmaram à GloboNews.
O representante do Brasil na Organização das Nações Unidas, Sérgio Danese, deve reafirmar a posição brasileira de que a ação militar da Casa Branca na Venezuela é uma afronta à soberania do país sul-americano e às regras do direito internacional.
Reunião de emergência da ONU sobre a Venezuela
Reuters
Esta reportagem está em atualização.g1 > Mundo Read More


