Consistência e variações no comando do ataque: como o Arsenal constrói uma temporada dominante
A vitória por 3 a 1 sobre a Internazionale foi no Estádio Giuseppe Meazza, em Milão, mas poderia ser na Inglaterra, dado o domínio do Arsenal sobre o oponente.
O resultado manteve a equipe com 100% de aproveitamento na competição e coroa uma temporada brilhante: são 26 vitórias, seis empates e apenas duas derrotas em 34 partidas até o momento. A equipe de Mikel Arteta marcou 71 gols e sofreu só 20, menos de 0,6 por partida.
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Arteta em Athletic Bilbao x Arsenal
David Ramos/Getty Images
A consistência lembra a de temporadas recentes, quando o Arsenal já se mostrou competitivo ao longo do calendário. A diferença está no contexto. Manchester City e Liverpool atravessam um momento menos dominante, o que abre espaço para que o time de Mikel Arteta chegue à reta final com chances reais de título.
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O Arsenal vem jogando num 4-4-2 na maior parte da temporada. Bukayo Saka e Gabriel Martinelli, assim como Trossard ou Madueke, recuam para ajudar os laterais e fecham os lados quando o time está sem a bola. A prioridade é fechar o centro do campo, como na imagem que você vê abaixo, e forçar o adversário a jogar pelos lados.
Esse comportamento ajuda a explicar por que o time sofre poucos gols e concede poucas chances claras.
Arsenal defende bem o centro para levar poucos gols
Reprodução
A pressão alta continua sendo destaque. O encaixe costuma começar com o centroavante e os pontas, que vão com tudo para perto dos zagueiros e pressionam a saída. O “retorno” de Gabriel Jesus à boa fase, junto com Gyökeres, amplia as opções de Arteta: apesar de caraterísticas diferentes, os dois pressionam alto e ajudam o time a começar a marcar lá de cima.
Por falar em Jesus, ele foi destaque no jogo contra a Inter, com dois gols. O primeiro deles começou numa tabela com Eze por dentro. A jogada mostra muito bem os padrões de ataque desse Arsenal: Arteta gosta de ter pontas dribladores pelos lados, como Trossard e Saka.
No centro, o centroavante se une a basicamente todo mundo que apoia: o lateral, os meias, os volantes…todos eles ajudam a “bagunçar” a defesa do oponente com tabelas curtas e passes rápidos. Se não tiver opção de jogo por lá, Saka estará sempre pela direita, pronto para invadir a área.
Tabela do primeiro gol é bom exemplo das dinâmicas de ataque do Arsenal
Reprodução
Com ataque e defesa bem definidos desde sempre, a evolução do Arsenal é mais vista lá atrás, quando o time começa a sair com a bola dominada.
Declan Rice e Martin Zubimendi são os primeiros volantes e conseguem fazer o time alterar ritmo e organização. Quando o adversário dá espaço, eles aceleram. Quando não tem muito o que fazer, ajudam o time a manter a bola domínio. Saber jogar no modo “fúria” e no modo “calma” era algo que esse time não sabia fazer, especialmente em jogos mais difíceis, contra adversários pequenos e que exigiam um cuidado melhor com a posse e a calma.
Saída de bola do Arsenal ficou mais dinâmica
Reprodução
O meio-campo ficou mais móvel. Saka e Ødegaard se associam com frequência. Eze acrescenta criatividade por dentro, recebe entre linhas e acelera as jogadas. Os laterais invertem e trocam de posição, especialmente por dentro.
No ataque, então, nem se fala. São muitas as opções:
Gabriel Jesus: um 9 que sai da área sem perder presença na finalização.
Gyökeres é um centroavante mais fixo e organiza o ataque a partir da sua movimentação.
Arteta ainda conta com Kai Havertz, opção para jogo aéreo e presença física, além de Trossard como falso 9, solução que aumenta a circulação e puxa a defesa adversária para fora.
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As variações e o elenco mais robusto ajudam a explicar a regularidade nos grandes jogos.
Contra Manchester United, Tottenham, Bayern e Chelsea, o Arsenal repetiu o mesmo roteiro: pressão coordenada, posse bem organizada, ataques pelos lados e boa ocupação da área. Time que controla ritmo, sofre pouco e sustenta intensidade mesmo longe de Londres.
Resta saber se tanta qualidade se mantém até o fim da temporada, especialmente entre março e maio, quando os jogos mais difíceis aparecem na Premier League. É o que torcedor quer ver.
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