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Dólar abre com mercado atento a dados no Brasil e nos EUA após decisões de juros

Dólar abre com mercado atento a dados no Brasil e nos EUA após decisões de juros

 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (29) de olho no cenário interno e externo. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, abre às 10h.
▶️Após as decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, o mercado volta suas atenções para novos indicadores econômicos. Dados de emprego e comércio exterior entram no radar, enquanto investidores seguem digerindo os sinais emitidos pelos bancos centrais.
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▶️ No Brasil, a agenda do dia traz os dados do Caged, com números sobre o mercado de trabalho formal em dezembro, que ajudam a calibrar as expectativas sobre a atividade econômica no início de 2026.
▶️ Nos EUA, os investidores acompanham a divulgação dos pedidos semanais de auxílio-desemprego e dos dados da balança comercial, indicadores que ajudam a medir o ritmo da economia americana.
▶️ O mercado também segue repercutindo as decisões anunciadas ontem. No Brasil, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic em 15% ao ano, em sua primeira reunião de 2026, conforme amplamente esperado.
▶️ Já nos EUA, o Federal Reserve decidiu manter os juros inalterados, citando a inflação ainda elevada e o crescimento econômico sólido, sem sinalizar com clareza quando os custos dos empréstimos poderão começar a cair.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,54%;
Acumulado do mês: -5,16%;
Acumulado do ano: -5,16%.
📈Ibovespa

x
Acumulado da semana: +3,26%;
Acumulado do mês: +14,63%;
Acumulado do ano: +14,63%.
De olho nos juros
As decisões de juros dos bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos são o principal destaque da agenda desta quarta-feira (28), a chamada Superquarta.
No Brasil, a projeção dos economistas é que o Copom mantenha a taxa básica (Selic) inalterada em 15% ao ano, mas o mercado segue atento aos sinais que o colegiado deve dar no comunicado, divulgado logo após a decisão. A expectativa é que o comitê comece a sinalizar um possível corte das taxas ainda no primeiro trimestre de 2026.
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Já nos EUA, o Fed interrompeu o ciclo de cortes e manteve as taxas inalteradas na aixa entre 3,50% e 3,75% ao ano, no menor nível desde setembro de 2022.
Segundo o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), a geração de empregos permaneceu baixa, enquanto a taxa de desemprego mostrou sinais de estabilidade. O colegiado também destacou que a inflação segue “um pouco elevada”.
“A incerteza sobre as perspectivas econômicas permanece elevada. O Comitê está atento aos riscos em ambos os lados de seu duplo mandato [direcionado a estimular o emprego e controlar a inflação]”, diz o comunicado.
A decisão de manutenção das taxas veio em linha com o esperado pelo mercado, mas volta a jogar luz na sequência de embates entre o governo de Donald Trump e o Fed.
Trump também tem reforçado o posicionamento de que deve indicar um novo nome para a presidência do Fed em breve — situação que aumenta a cautela entre investidores, que seguem receosos de que o indicado possa ceder à pressão política e reduza os juros americanos mais rapidamente, o que poderia enfraquecer a independência do banco central.
O mandato de Powell termina em maio.
Bolsas globais
Em Wall Street, os índices encerraram sem direção única, conforme investidores repercutiam a nova decisão do Fed.
O Dow Jones fechou em alta de 0,02%, enquanto o S&P 500 permaneceu estável e o Nasdaq Composite registrou ganho de 0,17%.
Na Europa, a maioria dos mercados fechou em queda, pressionados pelo recuo nas ações de luxo e em meio à cautela antes de uma série de resultados do setor de tecnologia.
O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,75%, enquanto o FTSE 100, de Londres, recuou 0,52%. Na França, o CAC 40 registrou queda de 1,06% e, na Alemanha, o DAX caiu 0,29%.
A maioria das bolsas da Ásia fechou em alta nesta quarta-feira. A forte valorização do ouro impulsionou as ações de setores de energia e materiais.
Na China, o índice de Xangai subiu 0,27%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas do país, avançou 0,26%. Em Hong Kong, o Hang Seng disparou 2,10%, no maior fechamento desde julho de 2021.
Em Tóquio, o índice Nikkei subiu 0,05%. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 1,69%. Em Taiwan, o Taiex teve alta de 1,50%. Já em Cingapura, o Straits Times caiu 0,28%, e, na Austrália, o S&P/ASX 200 teve queda de 0,09%.
Notas de dólar.
Rick Wilking/Reuters
*Com informações da agência de notícias Reutersg1 > EconomiaRead More