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Dólar abre em queda em meio à tensão entre Fed e governo dos EU

Dólar abre em queda em meio à tensão entre Fed e governo dos EU

 Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar abriu a sessão desta segunda-feira (12) em queda e recuava 0,13% por volta das 9h05, cotado a R$ 5,3565. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, inicia os negócios às 10h.
Os mercados iniciam a semana sob forte tensão, com ruídos entre a Casa Branca e o banco central dos Estados Unidos, elevando a cautela dos investidores. A agenda desta segunda-feira concentra falas de dirigentes do Fed e novos dados no Brasil.
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▶️ Nos EUA, o presidente Donald Trump ameaça indiciar Jerome Powell, dirigente do BC americano, por declarações ao Congresso sobre um projeto de reforma de um edifício, o que o dirigente classificou como parte de uma “pressão contínua do governo” para interferir na política monetária.
▶️ Na véspera, Powell afirmou que a investigação representa mais uma tentativa do presidente de influenciar decisões do Fed e disse que não cederá à pressão.
▶️ Com o quadro em tensão, os discursos de membros do Fed ganham destaque na segunda-feira, em meio à atenção ao rumo da política monetária.
Às 14h30, Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta, abre a série de falas; às 14h45, Thomas Barkin, do Fed de Richmond, discursa; na sequência, John Williams, do Fed de Nova York, também se pronuncia.
▶️ No Brasil, a semana começa com a divulgação do Boletim Focus. A projeção para o IPCA de 2026 foi reduzida de 4,06% para 4,05%, enquanto as estimativas para 2027, 2028 e 2029 permanecem estáveis em 3,80%, 3,50% e 3,50%, respectivamente.
▶️ Também na agenda doméstica, o presidente do TCU, Vital do Rêgo, se reúne às 14h com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e diretores da autoridade monetária para tratar do impasse envolvendo o Banco Master.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -1,08%;
Acumulado do mês: -2,25%;
Acumulado do ano: -2,25%.
📈Ibovespa

C
Acumulado da semana: +1,76%;
Acumulado do mês: +1,39%;
Acumulado do ano: +1,39%.
Acordo UE-Mercosul
Os países da União Europeia (UE) confirmaram a aprovação do acordo comercial com o Mercosul nesta sexta-feira (9), abrindo caminho para criar a maior zona de livre comércio do mundo. A informação foi divulgada pelo Chipre, que detém a presidência rotativa do bloco.
De acordo com a presidência do Chipre, uma ampla maioria dos Estados-membro da UE apoiam o acordo de livre comércio com o bloco sul-americano. Os países tinham até às 17h, no horário de Bruxelas (13h no horário de Brasília) para confirmar seus votos por escrito.
O acordo facilita o comércio entre os dois blocos, reduzindo impostos de importação e exportação. Para o Brasil, isso significa mais acesso ao mercado europeu, que tem cerca de 450 milhões de consumidores, beneficiando não só o agronegócio, mas também a indústria.
O tratado ainda precisa da aprovação do Parlamento Europeu para ser entrar em vigor, mas a aprovação abre caminho para a assinatura do texto entre os blocos. Segundo o Ministério das Relações Exteriores da Argentina, a expectativa é que o Mercosul assine o acordo com a UE em 17 de janeiro.
Apesar da aprovação, o tratado enfrenta resistência de alguns países, como França e Irlanda. Agricultores europeus temem que produtos do Mercosul, mais baratos, aumentem a concorrência e prejudiquem o setor agrícola local.
🔍 De forma geral, o acordo comercial prevê a redução ou eliminação gradual de tarifas de importação e exportação, além de regras comuns para temas como comércio de bens industriais e agrícolas, investimentos e padrões regulatórios. O texto é negociado há mais de 25 anos.
Agenda econômica
Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)
A inflação oficial do país (IPCA) subiu 0,33% em dezembro e fechou 2025 em 4,26%, dentro do teto da meta do Banco Central.
O resultado ficou ligeiramente abaixo do esperado pelo mercado. Em dezembro, os maiores aumentos vieram de transportes, saúde e artigos de residência, enquanto habitação teve queda.
No ano, a alta foi puxada principalmente por habitação, educação e saúde, com destaque para o aumento da energia elétrica.
Payroll nos EUA
O mercado de trabalho dos EUA perdeu força em dezembro. Foram criadas 50 mil vagas no mês passado, abaixo da previsão do mercado, de 60 mil novos postos. O recuo reflete a maior cautela das empresas diante das tarifas e do aumento dos investimentos em inteligência artificial.
Ainda assim, a taxa de desemprego caiu para 4,4%. A queda pode aliviar as preocupações do Fed sobre a fragilidade do mercado de trabalho americano, com investidores apostando que o atual presidente da instituição, Jerome Powell, já realizou o seu último corte na taxa de juros antes do fim do seu mandato, em maio.
Assim, qualquer outra redução prevista para 2026 deve ficar nas mãos de seu sucessor — o presidente americano, Donald Trump, deve escolher um nome ainda neste mês.
Para economistas, no entanto, o relatório indica que há um risco de demissões no futuro. “A fraca notícia sobre o crescimento do emprego não pode ser ignorada. As contratações ainda estão estagnadas e o crescimento do emprego nos setores cíclicos da economia não envia um sinal animador”, disse Olu Sonola, chefe de pesquisa econômica dos EUA na Fitch Ratings à Reuters.
Os empregadores norte-americanos criaram apenas 548 mil vagas em 2025, em comparação com cerca de 2 milhões em 2024, segundo dados divulgados nesta sexta-feira.
O número de desempregados que ainda buscam trabalho há mais de seis meses representa agora mais de um quarto do total. Já o número de pessoas com empregos de meio período por não conseguirem encontrar um emprego em tempo integral aumentou consideravelmente em comparação com alguns meses atrás.
Os dados sugerem que deve haver uma pressão contínua por mais cortes de juros por parte do Fed, mesmo enquanto Powell ainda estiver à frente do banco. Ainda assim, apenas 30% do mercado veem a probabilidade de uma nova redução das taxas até março.
“O Fed permanecerá bastante aberto à possibilidade de que uma desaceleração subjacente ainda possa elevar a taxa de desemprego e outras medidas de folga nos próximos dois meses, o suficiente para justificar um corte em março”, escreveu Krishna Guha, vice-presidente do Evercore ISI.
“Mas, no geral, vemos algum respaldo para nossa visão de que, muito provavelmente, o Fed manterá as taxas inalteradas até junho, quando fará seu primeiro corte sob a nova presidência.”
Bolsas globais
Em Wall Street, o foco está nos números de emprego dos Estados Unidos — que podem influenciar a decisão do banco central americano sobre os juros — e no avanço do acordo comercial entre União Europeia e Mercosul. As tensões geopolíticas na Venezuela também seguem no radar.
Perto das 15h30, as bolsas americanas operavam com ganhos. Dow Jones subia 0,41%, enquanto S&P 500 tinha alta de 0,59% e o Nasdaq de 0,75%.
Já na Europa, a alta foi generalizada entre os principais índices da região. O avanço foi impulsionado pelo salto da Glencore, que ajudou a colocar o principal índice europeu, o STOXX 600 (+1%), em sua maior sequência de ganhos semanais desde maio do ano passado.
Entre os principais índices, o Financial Times, de Londres, subiu 0,80%, enquanto o DAX, em Frankfurt, avançou 0,53% e o CAC-40, de Paris, ganhou 1,44%.
Na Ásia, as bolsas da China e de Hong Kong fecharam em alta após sinais de melhora na economia chinesa.
Isso porque os preços para os consumidores na China voltaram a subir, reduzindo o medo de deflação e aumentando a expectativa de que o governo adote novos estímulos para aquecer a economia.
Com esse clima mais positivo, o principal índice da Bolsa de Xangai passou dos 4.100 pontos, o maior nível em cerca de 10 anos. As ações de empresas dos setores de materiais, indústria e tecnologia foram as que mais se valorizaram.
Outras Bolsas da Ásia também tiveram desempenho misto: Tóquio, Seul e Hong Kong subiram, enquanto Taiwan e Sydney fecharam em leve queda.
Cédulas de dólar
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