Entenda a proposta de compra da SAF do Figueirense por fundo estrangeiro
O Figueirense recebeu uma proposta de compra da sua SAF feita por um fundo de investimentos britânico. O grupo é conhecido no mercado do futebol, não possui outros clubes em seu portfólio e mantém parceria com um ex-jogador da Seleção Brasileira, que não teve o nome divulgado.
Bandeira com escudo do Figueirense Futebol Clube
Luiz Henrique/Figueirense FC
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A proposta está vinculada a um processo de due diligence, que consiste em uma investigação aprofundada das contas do clube. Esse procedimento terá duração de 60 dias e garante exclusividade ao fundo até o dia 15 de março. Caso haja desistência da transação, está prevista uma multa, cujo valor não foi informado.
A informação foi divulgada em primeira mão nesta quarta-feira pelo jornalista Rodrigo Faraco, em coluna publicada no NSC Total. A repercussão motivou entrevista coletiva do presidente do Figueirense Associação, José Tadeu da Cruz, e do diretor executivo Rafael Franzoni, que esclareceram detalhes da negociação dentro dos limites do acordo de confidencialidade firmado.
Presidente do Figueirense Associação, José Tadeu da Cruz e diretor executivo Rafael Franzoni
Patrick Floriani/FFC
O interesse do fundo surgiu após uma apresentação feita por Franzoni, que abordou números financeiros, receitas de bilheteria, bens imobiliários e o projeto esportivo do clube — com destaque para a vaga na Copa do Brasil.
A primeira proposta enviada não agradou à diretoria alvinegra, o que deu início a uma sequência de negociações. A versão definitiva da oferta foi apresentada no dia 9 de janeiro.
A proposta prevê a compra de 90% da SAF, com a possibilidade de delegação da nova gestão do clube. A Associação do Figueirense manteria participação no conselho e direito a voto final em decisões. Também está previsto um investimento mínimo no futebol e a cessão do terreno do Ginásio Carlos Alberto Campos. O Estádio Orlando Scarpelli, por sua vez, não está incluído no negócio e seguirá pertencendo à Associação.
Diretor Executivo do Figueirense, Rafael Franzoni
Patrick Floriani/FFC
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No dia 14 de janeiro, uma reunião com todos os poderes do clube apresentou oficialmente a proposta, marcando o início do período de exclusividade de dois meses. Durante esse prazo, outras propostas podem surgir, mas ficarão em espera até a definição do fundo atual. Caso o negócio não avance, o Figueirense ficará livre para negociar com outros interessados.
A venda só será concluída se houver aprovação do Conselho Deliberativo do Figueirense. O diretor executivo afirmou que, caso a negociação não se concretize, o pagamento da primeira parcela da Recuperação Judicial (RJ) será viabilizado por outros caminhos, com alternativas já em estudo.
A RJ é considerada um fator decisivo para a concretização deste e de qualquer futuro negócio. Com expectativa de avanço no início de fevereiro, o processo está na 1ª instância da Justiça, o que resultou na troca de juiz. No fim de 2025, todos os planos de pagamento aprovados em Assembleia de Credores foram autorizados mediante a comprovação de garantias apresentadas pelo clube.
Estádio Orlando Scarpelli não está incluso na proposta de compra da SAF do Figueirense
Daniel Pauli/FFC
Sobre débitos pendentes com atletas e comissão técnica, Franzoni confirmou a existência de valores em aberto. São dois meses de direitos de imagem referentes ao ano passado, que estão sendo negociados para pagamento parcelado em quatro meses, a premiação pela conquista da Copa Santa Catarina e um caso específico envolvendo o atacante Kayke, que possui salário mais elevado e renegociou condições para o retorno do empréstimo ao Figueirense.
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