Entrevista: Odair Hellmann fala sobre busca por reforços no Athletico e retorno ao Beira-Rio
Exclusivo: GE entrevista Odair Hellmann sobre o início do Brasileirão
Na véspera do retorno do Athletico à Série A do Campeonato Brasileiro, o técnico Odair Hellmann concedeu entrevista exclusiva ao ge e falou sobre os desafios da temporada, a busca por reforços e o reencontro com o Beira-Rio, palco da estreia do Furacão contra o Internacional, nesta quarta-feira.
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O estádio colorado foi a segunda casa do Papito por muito tempo. No Inter, foi revelado como jogador e retornou anos depois para iniciar a carreira como treinador. A última vez no Beira-Rio foi em 2020, quando comandava o Fluminense e venceu o time da casa, pelo Brasileirão.
— São 32 (anos) de carreira, 20, 21 anos de Beira-Rio. É uma história longa, desde jogador até membro de todas as funções da parte técnica. É uma história bonita, estou feliz de voltar ao Beira-Rio depois de um longo tempo. Espero que aconteça a mesma coisa da última vez. Vou estar muito feliz de voltar ao Beira-Rio, mas no final do jogo comemorar a vitória, é o mais importante para o Athletico.
Odair Hellmann Athletico
Robson Mafra/AGIF
No fim da temporada passada, Odair esteve no radar do Internacional após conquistar o acesso com o Furacão. O presidente Mario Celso Petraglia tratou de renovar o contrato até o final de 2026 em meio ao interesse e afastou qualquer possibilidade de saída.
— Foi muito fácil. Teve esse tempo de anunciar a renovação, mas já estava acertada. Tem coisas no futebol que não precisa nem conversar, é só sentar e colocar no papel. A não renovação não seria o ideal nem para o Athletico nem para mim como treinador, ficar com um contrato só até maio. No primeiro dia que a gente conversou, assinou a renovação. Eu espero fazer outras renovações com o presidente Petraglia e ser a mesma facilidade dessa vez.
O elenco principal athleticano, sob comando de Odair, fez apenas um teste antes da estreia no Brasileirão – na derrota por 1 a 0 para o Coritiba, no clássico válido pela quarta rodada do Campeonato Paranaense, na Arena da Baixada, no último dia 17.
Odair Hellmann, nos tempos de atleta pelo Inter
Divulgação/Inter
O grande desfalque foi o atacante Viveros, liberado na semana do Athletiba para resolver questões pessoais na Colômbia. O comandante detalhou a situação da principal esperança de gols da equipe e colocou sua presença na estreia em xeque.
— O Viveros passou por uma situação familiar, acabou atrapalhando um pouco do processo dele. Não foi a pré-temporada ideal, outros jogadores também tiveram algumas dificuldade nas últimas semanas a nível de treinamento. Não era o que a gente queria, mas ano passado aconteceram muitas situações difíceis e encontramos solução dentro do grupo.
— Com certeza em termos anímico, de motivação, de força de vontade, Viveros vai estar presente e vai entregar o máximo de tempo. Tenho certeza que a continuidade desse processo e a regularidade de treinamentos vão fazer com que ele esteja mais forte time mais apto ainda a brilhar no Campeonato Brasileiro.
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O Athletico contratou cinco reforços para a temporada até o momento e tem negociações em andamento com o atacante colombiano Cetré, do Estudiantes. Odair admitiu que o clube segue no mercado em busca de novas contratações e explicou a estratégia no mercado.
— A gente busca ainda preencher o grupo. Quanto maior e mais qualificado, mais potencial de formação de um time. O Athletico é um clube um clube grande, está sempre atento ao mercado. Nós temos um tempo de janela ainda. Preenchemos bem com aquilo que necessitávamos. Diferente do ano passado, que foram feitas 18 contratações, esse ano eram situações mais pontuais. A gente conseguiu algumas e também visualiza outras possibilidades para agregar qualidade e experiência.
Outros tópicos da entrevista
O “Papito”
— Me sinto honrado de estar aqui, me sinto em casa. A situação do Papito aproxima, muita gente nem me conhece por Odair, todo mundo cumprimenta e chama por Papito. É uma forma fácil, simples e que fica uma situação de aproximação muito boa com todos. Quando o Papito precisa, se transforma.
Estrangeiros no elenco
— O mercado brasileiro tem o maior poderio financeiro, tem capacidade de contratar jogadores sul-americanos que são destaques na Argentina, no Chile, na Colômbia e destaques por seleções, às vezes com salários menores até do que jogadores brasileiros. O mercado inflacionou de tal forma que faz com que os clubes apostem nessas contratações. Ano passado acertou na característica dos jogadores que a gente buscou. Não olhamos nacionalidade, é uma coincidência de jogadores colombianos. Talvez tenha facilitado até a adaptação e a amizade deles.
Time pronto para o Brasileirão?
— Nunca um grupo está pronto. Eu vejo um grupo preparado, motivado, muito feliz de ter conseguido o objetivo do ano passado e que sabe da dificuldade do campeonato esse ano. Eleva a nível de competitividade, de qualidade. A gente tentou se preparar da melhor forma possível. Ano passado a gente fez dois bons jogos contra São Paulo e contra Corinthians. É pouca amostragem, então a gente entra no Campeonato Brasileiro com essa confiança e convicção de que esses jogadores podem dar ótima resposta durante a competição.
Modelo de jogo
— A gente tem uma estrutura, não parte do zero e temos as variações. No clássico, a gente acabou usando duas, três mudanças táticas. Tem determinados momentos que a gente não precisa nem trocar os jogadores, isso é importante. Vai muito depender do adversário a estratégia estabelecida. A estrutura do adversário, o que o jogo está pedindo. O trabalho e a continuidade dão essa possibilidade.
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