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Estádio Glicério Marques completa 76 anos de história no futebol amapaense

Estádio Glicério Marques completa 76 anos de história no futebol amapaense

Jogadores de futebol relembram conquistas no Estádio Glicério Marques
Fundado em 15 de janeiro de 1950, o Estádio Glicério de Souza Marques completa 76 anos de história. Para celebrar a data, serão realizadas duas partidas festivas: o Time da Prefeitura enfrenta o Ypiranga Master, e na sequência o Trem encara a seleção amapaense.
A programação começa às 16h e inclui a tradicional cerimônia com corte do bolo, simbolizando a valorização da história e da importância do Glicerão para o esporte amapaense. A abertura dos portões está prevista para 17h.
Estádio Glicério de Souza Marques completa 76 anos
Prefeitura de Macapá
Um dos palcos mais emblemáticos do futebol local, o “Gigante da Favela” é cinco meses mais velho que o Maracanã e recebeu o nome em homenagem ao então presidente da Federação de Desportos do Amapá, Glicério de Souza Marques.
Antes da construção do estádio, as partidas eram realizadas na antiga Praça da Matriz, onde hoje funciona o Teatro das Bacabeiras. O principal problema era receber amistosos contra equipes de outros estados, que se recusavam a jogar em campos sem medidas oficiais e sem estrutura adequada. Assim, em 1950, foi inaugurado o estádio, inicialmente chamado de Municipal de Macapá.
A partida inaugural ocorreu em 15 de janeiro de 1950, entre as seleções do Amapá e do Pará. Os paraenses venceram com gol do atacante Normam.
Estádio Glicério Marques, em Macapá na década de 50
Arquivo/Gurany Clube/AP
Na década de 1960, o estádio também foi palco de eventos do governo, como desfiles cívicos, Expofeira Agropecuária e até centro de treinamento militar.
Nos anos seguintes, o Glicerão recebeu clubes nacionais como São Paulo, Flamengo e Cruzeiro, além de sediar competições como o antigo Copão da Amazônia, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro Série C e D. O palco já recebeu craques como Garrincha, Romário, Roberto Dinamite, Bira e Aldo.
Garrincha com a camisa do Ypiranga, durante partida no Glicério Marques em 1972 onde foi homenageado
Humberto Moreira/Arquivo Pessoal
Apesar de nunca ter sediado jogos de Copa do Mundo ou Libertadores, o estádio acumula histórias marcantes no Amapazão, na Copa do Brasil e em reviravoltas memoráveis do futebol amapaense.
Mas não foi só de conquistas que o estádio ficou marcado. Por 10 anos, o ‘Gigante da Favela’, ficou fechado devido às obras após a interdição do local. O estádio ficou abandonado e com a construção paralisada nesse meio tempo.
Estádio Glicério Marques ficou fechado por 10 anos
Ronaldo Brito/Rede Amzônica
Durante esses anos, o plano das obras foi alterado e passou a ser planejado um complexo esportivo, com quadras poliesportivas, pista de atletismo, piscina, parede para escalada, bicicletário, área de convivência, campo de futebol society, pista de skate, além de bloco de dança e luta.
Quadras poliesportiva do Complexo Esportivo Glicério Marques
Reprodução/PMM
O estádio foi reinaugurado em 2024, com uma partida do Amapazão entre Macapá e Oratório, pela segunda rodada da Série A. A última partida antes da interdição havia sido a final do Campeonato Amapaense de 2014, entre Santos-AP e São Paulo-AP.
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