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Exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal e promete ‘resposta esmagadora’ em caso de ataque dos EUA

Exército do Irã adiciona 1.000 drones ao arsenal e promete ‘resposta esmagadora’ em caso de ataque dos EUA

 Trump pressiona Irã por acordo e Teerã devolve ameaça
O Exército do Irã integrou ao seu arsenal um novo lote de 1.000 drones foi recebido por diferentes ramos das Forças Armadas iranianas, informou nesta quinta-feira a agência de notícias semioficial Tasnim, em meio ao aumento das tensões, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, advertindo sobre um possível ataque caso Teerã se recuse a fechar um acordo nuclear.
Segundo a agência de notícias semioficial Tasnim, nesta quinta, o Exército iraniano recebeu um lote de 1.000 drones.
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Trump pressiona Irã por acordo com ‘enorme armada a caminho’: ‘Tempo está se esgotando’
Irã diz que qualquer ação militar dos EUA será considerada ‘início de uma guerra’
“De acordo com as ameaças futuras, o Exército mantém e aprimora suas vantagens estratégicas para um combate rápido e uma resposta esmagadora contra qualquer agressor”, disse o comandante-em-chefe do exército, Amir Hatami.
Depois de pressionar o regime Khamenei por causa das mortes causadas pela repressão aos protestos que ocorrem no país no começo do mês, agora Trump cobra a assinatura de um novo acordo para limitar o programa nuclear de Teerã.
A Rússia afirmou nesta quinta-feira que um ataque dos EUA ao Irã pode “levar a consequências muito perigosas”. O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, pediu que não haja “uso da força”.
EUA X Irã
Líder supremo do Irã, Ali Khamenei, e o presidente dos EUA, Donald Trump
WANA (West Asia News Agency) via Reuters; Nathan Howard/Reuters
A nova troca de ameaças entre EUA e Irã ocorre após Trump ordenar o envio de uma frota militar para o Oriente Médio.
Nesta quarta, ele usou uma rede social para se gabar da “enorme armada” que está a caminho do Irã e relembrou a grande operação realizada pelos EUA em parceria com Israel no país em junho do ano passado, quando três instalações nucleares do país foram bombardeadas.
Trump disse que um novo ataque ao país será “muito pior” e que o “tempo está se esgotando”:
“Esperamos que o Irã se sente à mesa de negociações o mais breve possível e chegue a um acordo justo e equitativo – sem armas nucleares – um acordo que seja bom para todas as partes. O tempo está se esgotando, é realmente essencial! Como eu disse ao Irã uma vez, façam um acordo! Eles não fizeram e houve a “Operação Martelo da Meia-Noite”, uma grande destruição do Irã. O próximo ataque será muito pior! Não deixem isso acontecer novamente”.
O Irã, então, devolveu as ameaças feitas pelo presidente americano. Em um post na rede social X, um alto funcionário do governo iraniano, o conselheiro sênior do khamenei Ali Shamkhani, disse que qualquer ataque dos EUA será considerado o início de uma guerra. No momento, uma frota militar americana está a caminho do Oriente Médio.
“Um ataque limitado é uma ilusão. Qualquer ação militar dos EUA , de qualquer origem e em qualquer nível, será considerada o início de uma guerra , e sua resposta será imediata, abrangente e sem precedentes, visando o agressor, o coração de Tel Aviv e todos os apoiadores do agressor”, declarou.
Antes dele, outros representantes de Teerã já haviam se pronunciado. O perfil oficial da missão do Irã junto à ONU disse que o país está pronto para o diálogo, mas não deixará de se defender:
“O Irã está pronto para o diálogo baseado no respeito mútuo e nos interesses comuns, mas se pressionado, se defenderá e responderá como nunca antes”.
Entenda sinais de ação militar iminente dos EUA no Irã
Antes do post de Trump, o chanceler do Irã já havia dito que Teerã não negociará com os Estados Unidos sob ameaças.
Aragchi também desmentiu o presidente dos EUA, Donald Trump, que havia dito na terça-feira que o Irã quer negociar e que o governo iraniano já teria “ligado várias vezes”. Em declarações transmitidas pela TV estatal, o chanceler afirmou que não houve “nenhum contato” nos últimos dias com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, Steve Witkoff, e que “o Irã não buscou negociações”.
“Conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz nem útil. Se eles querem que as negociações avancem, certamente precisam deixar de lado ameaças, exigências excessivas e a colocação de questões ilógicas”, disse Abbas Araghchi após os Estados Unidos deslocarem um porta-aviões para a região.
No dia 23, uma autoridade da alta cúpula do governo iraniano disse estar se preparando para o “pior cenário”, inclusive uma “guerra total”, diante do envio do porta-aviões dos Estados Unidos ao Oriente Médio.
No começo do mês, Trump já havia feito ameaças ao Irã devido ao grande número de mortes causadas pela repressão do governo aos protestos que estão acontecendo no país. Ele chegou a dizer que a ajuda estava “a caminho”, mas as tensões enfraqueceram após as autoridades iranianas desistirem das execuções de manifestantes presos que estariam sendo planejadas.
Na semana passada, Trump disse que navios de guerra americanos estavam sendo enviados “por precaução” e que acompanhava de perto a situação no país. “Vamos ver o que acontece”, afirmou à época.
Segundo ativistas, a repressão sangrenta do Irã contra protestos em todo o país matou pelo menos 6.159 pessoas até o momento.
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