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Irã: mais de 5 mil morreram em protestos, diz ONG dos EUA; ONU pede ‘fim da repressão’

Irã: mais de 5 mil morreram em protestos, diz ONG dos EUA; ONU pede ‘fim da repressão’

 Entenda a escalada dos protestos no Irã
Mais de 5 mil pessoas morreram durante os recentes protestos no Irã, a maioria deles civis vítimas da repressão das forças de segurança do país, segundo a ONG Human Rights Activists News Agency (HRANA), com sede nos Estados Unidos.
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Trump volta a ameaçar o Irã e diz que ‘grande força’ está a caminho do Oriente Médio
O balanço da organização, divulgado nesta sexta-feira (23), afirma ainda que outras 9.787 possíveis mortes estão em investigação e que pelo menos 26.852 pessoas foram detidas.
Do número total de vítimas fatais, a organização afirma que:
4.714 eram manifestantes
207 eram membros das forças de segurança
29 eram transeuntes inocentes que passavam
42 eram menores
O único balanço divulgado pelas autoridades iranianas até o momento fala em 3.117 mortos, sendo 2.427 “mártires” – membros das forças de segurança ou transeuntes inocentes – e o restante “arruaceiros” respaldados pelos Estados Unidos.
Em seu comunicado, a HRANA acusou o órgão que deu a informação de tentar “sustentar a narrativa oficial do governo a respeito das matanças”.
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Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS
Também nesta sexta, o chefe de Direitos Humanos da ONU, o Alto Comissário Volker Turk, criticou o Irã. Disse que milhares de pessoas, incluindo crianças, foram mortas na “brutal repressão” contra os protestos, e apelou às autoridades religiosas do país para que encerrem a repressão.
“Apelo às autoridades iranianas para que reconsiderem, recuem e ponham fim à sua brutal repressão, a um padrão de subjugação e uso de força desproporcional que jamais poderá atender às queixas e frustrações da população”, declarou em sessão de emergência do Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra.
Trump voltou a fazer ameaças
Qual o futuro do Irã em meio a protestos contra o regime?
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã nesta quinta-feira (22). Durante entrevista a bordo do Air Force One, o republicano afirmou que uma grande força está a caminho do Oriente Médio para monitorar o país “bem de perto”.
“Temos muitos navios indo naquela direção, só por precaução. Temos uma grande flotilha seguindo para lá. Vamos ver o que acontece”, disse. “Prefiro que nada aconteça, mas estamos observando o país muito de perto.”
Trump pode estar se referindo ao deslocamento do porta-aviões Abraham Lincoln e de navios de escolta, que deixaram o Mar do Sul da China na semana passada com destino ao Oriente Médio. A movimentação foi noticiada pela imprensa americana com base em relatos de autoridades.
Ainda durante a entrevista, Trump confirmou a intenção de taxar todos os países que mantiverem negócios com o Irã. Segundo ele, uma tarifa de 25% entrará em vigor “muito em breve”.
A medida foi anunciada pelo presidente pela primeira vez em 12 de janeiro. O Brasil pode ser impactado. Em 2025, empresas brasileiras importaram US$ 84,5 milhões do Irã, principalmente ureia, pistache e uvas secas. Já as exportações somaram US$ 2,9 bilhões, com destaque para milho, soja e açúcar.
As novas ameaças ocorrem dias após o presidente norte-americano ter reduzido o tom contra o Irã. Nas últimas semanas, Trump sugeriu que poderia intervir no país por causa da repressão do regime iraniano à onda de protestos que se espalhava pelo território.
Em 13 de janeiro, Trump afirmou que adotaria “medidas duras” caso o regime executasse manifestantes por enforcamento. No dia seguinte, disse que Teerã havia cancelado todas as execuções e sinalizou que, diante desse cenário, não atacaria o país.
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