Lei do ex: veja com quem Guarani e Ponte Preta precisam se preocupar no dérbi
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Em um clássico marcado por ídolos, personagens improváveis e decisões históricas, todo detalhe pode fazer a diferença. Além da rivalidade centenária, Guarani e Ponte Preta entram em campo neste sábado, às 16h, no Brinco de Ouro, atentos a um ingrediente sempre sensível no dérbi campineiro: a chamada “lei do ex”.
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Cada lado tem quatro nomes com passagem pelo rival. Nem todos são presenças garantidas entre os titulares, mas, se forem acionados, viram automaticamente pontos de atenção para o adversário.
Lei do ex no dérbi 213
Arte ge
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O nome mais emblemático do Bugre é o do goleiro Caíque França. Ele disputou 93 partidas pela Macaca entre 2022 e 2023, foi destaque no Moisés Lucarelli e peça-chave no título da Série A2 do Paulistão, quando defendeu três pênaltis na final contra o Novorizontino.
Este será o quinto dérbi da carreira do goleiro, que soma dois empates, uma vitória e uma derrota no clássico, além de uma defesa memorável no dérbi 204, em finalização de Rodrigo Andrade.
Aos 49 min do 2º tempo – defesa difícil de Caíque França da Ponte Preta contra o Guarani
Outro nome conhecido é o de Lucca. Reserva no momento, o centroavante construiu história com a camisa alvinegra ao marcar 45 gols em duas passagens, em 2017 e 2022.
Pelo dérbi, disputou três partidas, com uma vitória, um empate e uma derrota, mas ainda busca seu primeiro gol no confronto mais tradicional do interior paulista.
Lucca foi presenteado por torcedores organizados na apresentação
Júlio Nascimento
O lateral-direito Cicinho também aparece na lista. Ele atuou em clássicos por ambos os lados. Atualmente, disputa espaço no time bugrino e não tem presença garantida entre os titulares.
Fecha a relação o atacante Herbert, que chegou a integrar o elenco da Ponte, mas deixou o clube em meio à crise financeira e se transferiu para o Brinco de Ouro antes de estrear oficialmente pela Macaca.
Cicinho em ação pela Ponte Preta no dérbi de 2013
Marcos Ribolli
O quarteto que hoje defende o Bugre faz parte de uma lista que inclui quase 40 atleta ao longo da história, como Carlos, Waldir Peres, Edson Boaro, Lúcio Bala, Charles Guerreiro e Roger – todos jogadores que defenderam o Guarani após passagem pela Ponte. A relação também inclui Marcelo Souza, Thiago Carpini, Marquinhos, Danilo Sacramento, Diego Jussani, Baraka e Luan Dias.
E do outro lado?
Na Ponte, o principal nome é o zagueiro David Braz, que deve fazer sua estreia em dérbis campineiros. Campeão por clubes como Palmeiras, Flamengo e Santos, ele defendeu o Guarani em 2025, mas não esteve nos clássicos do quadrangular final da Série C. Agora, forma a zaga titular da Macaca e surge como referência defensiva para o duelo.
David Braz no meio da torcida do Guarani
Raphael Silvestre/ Guarani FC
Outro nome é o lateral-direito Lucas Justen, que disputou os quatro clássicos da última temporada pelo Bugre. Em recuperação de lesão no departamento médico, ele ainda é dúvida, mas pode estrear oficialmente pela Ponte justamente contra o ex-clube.
O terceiro é Pacheco, campineiro que vestiu a camisa do Guarani em 2024 e hoje defende a Alvinegra. Seu retrospecto no clássico chama atenção: são quatro vitórias (três pela Ponte e uma pelo Guarani) e um empate em cinco partidas.
Após deixar o Guarani, Marcelo Fernandes é apresentado na Ponte Preta
Fora das quatro linhas, a lei do ex também aparece. O técnico Marcelo Fernandes foi demitido do Guarani durante a Série C e, poucos dias depois, assumiu a Ponte Preta, conduzindo o time ao título nacional. Ele soma dois dérbis na carreira, ambos com vitória – um em cada estádio.
Eles repetem um roteiro já conhecido na história do dérbi, seguido por nomes como Jorge Mendonça, Renato Morungaba, João Paulo, Sérgio Alves, Diego Sacoman e Vagner Mancini, entre outros atletas que primeiro vestiram o verde e depois o preto e branco.
Elvis cobra R$ 8 milhões da Ponte Preta na justiça; Guarani tem interesse no meia
Um nome que pode entrar futuramente nessa lista é o meia Elvis, ídolo recente da Ponte, que negocia a rescisão com o clube e entrou no radar do Guarani para a disputa da Série C.
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O dérbi deste sábado coloca frente a frente equipes em momentos opostos. O Bugre ocupa a quinta colocação, com oito pontos, embalado por duas vitórias consecutivas e mirando a classificação ao mata-mata. Já a Macaca é a lanterna do Paulistão, com um ponto em cinco jogos, e encara o clássico como decisivo para seguir viva na luta contra o rebaixamento.
A bola rola às 16h, no Brinco de Ouro, com torcida única, conforme recomendação do Ministério Público de São Paulo desde 2018. O ge acompanha em Tempo Real. geRead More


