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Lotada, Moça Bonita respira nostalgia em festa do Bangu contra o Flamengo e noite de Garrinsha

Lotada, Moça Bonita respira nostalgia em festa do Bangu contra o Flamengo e noite de Garrinsha

A vitória do Bangu em cima do Flamengo depois de 23 anos terminou em samba
A cadeira na calçada, o cachorro deitado no portão e as cores do Bangu misturadas ao rubro-negro do ônibus do Flamengo. A tarde e a noite de Moça Bonita guardaram elementos dos mais nostálgicos do futebol carioca. Mais de 20 anos depois, o poderoso clube da Gávea foi até o tradicional bairro da Zona Oeste enfrentar o Bangu e perdeu pelo mesmo resultado de 2002: 2 a 1 para o mandante.
Caminhões de serviços para o jogo, a camisa 10 do Bangu na rua e Ademir da Guia no muro
Raphael Zarko
Foram mais de sete mil pessoas no estádio Proletário Guilherme da Silveira que estava diferente. Tinha carrinho de doces e empadas dentro do estádio. Mas também substituição: sai o placar manual – aquele que tem um garoto com placas e numerais para assinalar os gols do time da casa e do visitante -, entra o telão de led e camarotes e bares envelopados.
No espaço que recebeu a diretoria do Flamengo, cadeiras acolchoadas, almofadas e sofá para acomodar quem não pisava em Moça Bonita há muito tempo para enfrentar os donos da casa. Mais precisamente desde 1º de maio de 2002, quando Zada e Jeferson marcaram para o Bangu contra o time de Juninho Paulista e cia.
Painel de LED instalado e pronto para receber Bangu e Flamengo
André Durão
Camarote que recebeu a diretoria do Flamengo
Raphael Zarko
José Boto e Gabriel Skinner acompanham a partida entre Bangu e Flamengo em Moça Bonita
André Durão
Um novo palco para a festa de PK, atacante que abriu o placar, e de Garrinsha, o jogador haitiano que fez um golaço e foi muito festejado na saída de campo pelos banguenses.
– É Haiti, é Haiti! – gritavam na social do Bangu.
Celular vira “radinho de pilha” moderno para torcedor
Raphael Zarko
Garrinsha comemora gol em Bangu x Flamengo
João Gama/Bangu
Tudo isso com 40º que não baixaram nem mesmo com a chuva fina que caiu em boa parte do jogo. Frio mesmo só no ar condicionado dos camarotes. A ponto de David Brazil sair de um deles para assistir ao jogo nas cadeiras da social de Moça Bonita. Apresentador, ator e influencer, David, um dos gaguinhos mais famosos do país, se arriscou de locutor para chamar o povo para torcer pelo Bangu.
– É Flamengo no coração e Bangu na raiz! Bora, Bangu! – vibrou nos alto-falantes de Moça Bonita, seguido pela cantora Jojô Toddynho.
A noite em Moça Bonita, que passou por reforma de alguns setores e pintura, teve de tudo um pouco. Autoridades estaduais e municipais, celebridades locais, como o cantor Paulinho Mocidade e o ex-jogador Macula, que hoje trabalha no Bangu, e homenagem a Arthurzinho, o Rei Arthur, um dos grandes da história do time que viveu anos de destaque com Castor de Andrade.
Mãe levanta o pequeno torcedor no segundo gol do Bangu
Raphael Zarko
O Bangu caiu para a segunda divisão carioca no ano passado, em maio, mas retornou meses depois ao vencer o Carioca A2, em setembro. O presidente do Bangu, Jorge Varela, dividiu a gestão com Luciana Lopes, sua sobrinha. A advogada é filha de Rubens Lopes, presidente da Ferj e ex-presidente do Bangu nos anos 1990. Ela promove mudanças administrativas e conta com o marido Eduardo Allax, ex-goleiro do Bangu e hoje responsável pela gestão do futebol do tradicional time da zona oeste.
A festa no bairro começou cedo com muito movimento na praça Guilherme da Silveira. Muitas crianças com a camisa do Bangu provocaram fenômeno raro – foram mais baixinhos vestidos de vermelho e branco do que de rubro-negro na entrada em campo dos times. Na saída, alguma confusão e correria nos arredores, quando a Polícia Militar precisou agir. Mas durou pouco. A festa continuou.
Carrinho de doces e salgados em Moça Bonita
Raphael Zarko
Funcionária distribui pipoca na social do Bangu
Raphael Zarko geRead More