Mercado do Coritiba: entenda o trabalho que une tecnologia e ciência por trás das contratações
Coritiba apresenta técnico Seabra
Para muitos torcedores, a contratação de um novo reforço parece um processo simples de escolha e negociação. No Coritiba, entretanto, o anúncio de um jogador é apenas a “ponta do iceberg” de um trabalho profundo que une ciência, tecnologia e estratégia de mercado.
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Assim como ocorreu na Série B do ano passado, para a temporada de 2026 o clube aprimorou um departamento de analytics, área responsável por coletar, analisar e interpretar grandes volumes de dados para a tomada de decisões assertivas no mercado. Head esportivo do Coritiba, William Thomas destaca que a escolha é com base técnica.
— Antes de tomar uma decisão, você procura um embasamento grande. Temos estabelecido um departamento onde conseguimos tratar dados de forma massiva para entender as tendências de cada competição — explicou o dirigente.
O guia para o planejamento atual veio de um estudo minucioso das últimas cinco edições da Série A. Ao comparar o nível de competitividade das duas principais divisões, a gestão identificou um abismo técnico que precisava ser preenchido. O diagnóstico foi preciso: a elite do futebol exige mais de qualidade nas ações de ataque em relação à Série B.
— Quando estudamos a Série A e encontramos essa diferença de 9% a 10% na qualidade ofensiva, isso nos dá o direcionamento de quais critérios utilizar para a formatação do plantel — afirmou Thomas.
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William Thomas, head esportivo do Coritiba
JP Pacheco/Coritiba
Perfil traçado para reforços
Com esse diagnóstico em mãos, o Coritiba traçou um perfil claro para 2026: experiência atrás e vitalidade na frente. A chegada de nomes como o zagueiro Thiago Santos e o volante Willian Oliveira reflete a busca por especialistas que saibam liderar sob pressão.
Segundo William Thomas, a ideia é ter jogadores que já foram capitães e multicampeões, garantindo uma comunicação mais fluida entre os setores. Enquanto a defesa foca na solidez, o setor ofensivo busca jogadores com “taxa de trabalho” elevada — ou seja, atletas que corram mais e com maior intensidade.
— Jogadores que têm primeiro um conhecimento amplo da posição, que tem uma característica de liderança. Isso nos dá um meio-campo com mais vitalidade, com mais rotação, uma taxa de trabalho maior e jogadores nas áreas de ataque, principalmente nas áreas de transição, extremos, meias ofensivos ou meias de ligação, e atacante de mobilidade com qualidade e assertividade maior do que a média da Série B e compatível com a média da Série A — falou William.
Coritiba posta vídeo mostrando reforços vestindo a camisa pela primeira vez
A presença de Pedro Rocha e a iminência de novos anúncios para o ataque, como Breno Lopes, mostram que o Coritiba busca um repertório tático vasto para o técnico Fernando Seabra. Para o departamento de futebol, o sucesso em 2026 depende dessa sustentação técnica nas escolhas, evitando apostas no escuro.
— A estratégia parece que é só ir lá e contratar, mas essa é a última etapa. Acreditamos que esse processo nos dá mais sustentação e assim segue o planejamento — pontuou o dirigente.
Próximos alvos no mercado
Com a tecnologia como aliada, o departamento de futebol ainda tem algumas lacunas a serem preenchidas no elenco para 2026. Num primeiro momento, o Coxa tenta mais três jogadores para posições específicas: um lateral-direito, um lateral esquerdo e um centroavante.
Fernando Sobral, Willian Oliveira e Thiago Santos, reforços do Coritiba para 2026
Gabriel Thá/Coritiba
Na direita, o Coritiba tem Tinga e os jovens Felipe Guimarães e Lucas Taverna como opções. Na esquerda, Bruno Melo e João Almeida são as alternativas. A posição de centroavante é a que mais requer mais cautela, mas também intensidade para não deixar o camisa 9 ideal escapar.
— Com relação ao camisa 9, é a posição mais difícil que tem no mercado. Tanto na Série A, como nas grandes ligas, sempre são os contratos mais caros. Vamos trabalhar com estratégia, saber a hora certa de ser intenso numa mesa de negociação. Nós temos que ser assertivos, acompanhar e saber o momento de dar a abordagem final e definitiva. Espero em breve tem uma solução para isso — completou.
O Coritiba tem nove reforços garantidos, já considerando Breno Lopes. O Coxa já confirmou o lateral-direito Tinga (ex-Fortaleza), o zagueiro Thiago Santos (ex-Fluminense), o volante Willian Oliveira (ex-Vitória) e Fernando Sobral (ex-Ceará), o meia Gustavo (ex-Dubai United) e os atacantes Pedro Rocha (ex-Remo), Joaquín Lavega (ex-Fluminense) e Fabinho (ex-América-MG), além do técnico Fernando Seabra.
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