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“Modo interino”: como o Manchester United vive um ciclo de técnicos provisórios

“Modo interino”: como o Manchester United vive um ciclo de técnicos provisórios

Torcedor do Manchester United faz promessa inusitada até o time ganhar cinco seguidas
O Manchester United anunciou Michael Carrick como novo técnico interino na última terça-feira. Além da mudança constante no comando há mais de dez anos, a alteração revela uma política que vem sendo recorrente no clube inglês: os interinos deixaram de ser apenas uma solução pontual e passaram a fazer parte de um modelo de gestão. Carrick terá seu primeiro desafio logo em um clássico contra o City, neste sábado, às 9h30 (de Brasília), em Old Trafford.
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A chegada de Michael Carrick para substituir o português Rúben Amorim é o exemplo recente. O ex-volante e ídolo do clube chega com contrato de interino até o fim da temporada. Inclusive, essa não será uma experiência inédita para o atual comandante, que chegou a dirigir o United interinamente em três partidas no fim de 2021 – com duas vitórias e um empate. 
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Michael Carrick vai comandar o Manchester United
Reuters
Além do caso citado anteriormente, Ryan Giggs assumiu de forma interina em 2014, após a demissão de David Moyes. Ralf Rangnick comandou a equipe até o fim da temporada 2021/22 em uma fase temporária. Mais recentemente, Van Nistelrooy voltou a ser acionado como solução de curto prazo.
O uso de técnicos interinos no futebol europeu não é algo incomum, especialmente em momentos de crise ou durante a transição entre temporadas. Porém, no caso do Manchester United, essa solução de estabilizar o time, ganhando tempo no mercado, por diversas vezes acaba virando solução. Fruto de uma instabilidade que existe desde a saída do lendário Sir Alex Ferguson, em maio de 2013.
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O “provisório” vira projeto
O histórico recente mostra que o Manchester United não recorre a técnicos interinos apenas por necessidade momentânea. O clube passou a incorporá-los, usando o provisório como uma etapa recorrente.
O caso de Ole Gunnar Solskjaer é o que melhor pode ilustrar esse modelo de gestão. Contratado como interino em dezembro de 2018, após a demissão de José Mourinho, o norueguês promoveu a reação imediata da equipe na época, e com a sequência positiva foi efetivado cerca de três meses depois – durando no cargo até 2021.
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Após começar como interino, Solskjae foi efetivado no Manchester United
Getty Images
Por diversas vezes na última década, o clube optou por promover membros da comissão técnica, o que a curto prazo pareceu funcionar. Em médio e longo prazo, porém, os resultados nem sempre sustentaram a decisão. O caso de Solskjaer, por exemplo, foi um dos mais duradouros. 
Ex-jogadores viram solução
Além de recorrer aos interinos, outro elemento que se repete nas escolhas do Manchester United é apostar em nome identificados com a história do clube inglês. Nos momentos de transição observados nos últimos anos, ex-jogadores e ídolos foram chamados – como os já citados Ryan Giggs, Ole Gunnar Solskjær, Michael Carrick e Ruud van Nistelrooy.
Uma das estratégias do clube inglês com ex-jogadores é de recuperar a mentalidade dos tempos vitoriosos de Alex Ferguson. O atual comandante do Manchester United, inclusive, comentou sobre essa identificação na apresentação.
Eu sei o que é preciso para ter sucesso aqui. Ainda há muito pelo que lutar nesta temporada, estamos prontos para unir todos e dar aos torcedores as atuações que seu apoio leal merece
Uso de interinos desde 2013
Ryan Giggs (abr/2014)
Ole Gunnar Solskjær (dez/2018) – *efetivado; saiu em 2021
Michael Carrick (nov/2021)
Ralf Rangnick (dez/2021)
Ruud van Nistelrooy (out/2024)
Darren Fletcher  (jan/2026)
Michael Carrick (jan/2026)
Os rivais do Manchester United
O cenário vivido no Manchester United contrasta com o de rivais diretos na Premier League. Nos últimos anos, clubes como o Manchester City, Liverpool e Arsenal apostaram em treinadores com respaldo mesmo em fases de oscilação – priorizando a continuidade de projetos.
Pep Guardiola começou a comandar o City em 2016
Getty Images
O caso do Manchester City é o que mais evidencia essa diferença de planejamento. Desde 2016, a equipe mantém Pep Guardiola no comando técnico, atravessando diferentes momentos. Em quase uma década, o clube aposta na continuidade como base, um caminho oposto ao seguido pelo United nesse mesmo período.  
Com o novo comandante, o Manchester United entra em campo contra o Manchester City de Pep Guardiola. As equipes se enfrentam neste sábado, às 9h30 (de Brasília), em Old Trafford, e o ge acompanha a partida em tempo real. geRead More