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Não é só a qualidade que torna o Flamengo novamente favorito no Brasileirão

Não é só a qualidade que torna o Flamengo novamente favorito no Brasileirão

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Mal deu tempo de mandar aquele “oi, sumido”. É janeiro, às vezes parece que o ano nem começou direito, e o Brasileirão está de volta. Será uma versão mais espaçada, provavelmente com menos preservações por causa de competições paralelas e, quem sabe, menos lesões. O preço a ser pago é a largada precoce, com os elencos ainda passando por mudanças e os times sendo jogados aos leões após pouco tempo de treino.
O Flamengo é novamente favorito. E não apenas pela qualidade que no ano passado o levou aos títulos da Libertadores e do próprio Brasileirão: também pela continuidade.
Ninguém no Brasil tem o elenco e alcança o repertório de jogo do Flamengo. E muitos, na missão de desafiar o favorito, ainda precisarão se remodelar – ou no elenco, ou no comando técnico.
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Gilvan de Souza/Flamengo
É o caso do Cruzeiro com a chegada de Tite. O time mineiro tem potencial, ampliado com a contratação de Gerson, para perturbar a paz rubro-negra. Mas grande parte do ótimo futebol alcançado em 2025 se deveu à proposta de jogo de Leonardo Jardim. Sem ele, é preciso recomeçar: não do zero, porque há uma herança evidente, mas de um ponto em que entre a identidade de Tite. Isso levará algum tempo.
Outros clubes (Fluminense e Grêmio, por exemplo) saíram em busca de reforços que podem resultar em times interessantes. É um movimento que o Flamengo não precisa fazer. Mesmo assim, Filipe Luís ganhou o zagueiro Vitão e está em vias se receber o meia Lucas Paquetá – que desbancaria Gerson como a contratação mais cara da história do futebol brasileiro.
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E há (sempre há) o Palmeiras, que teve mais saídas (Weverton, Aníbal Moreno, Facundo Torres, Micael) do que chegadas (Marlon Freitas). A vida ensina a não duvidar da capacidade de regeneração do time de Abel Ferreira. Se estiver com o elenco saudável, pode recuperar a força que faltou em parte do ano passado.
Para o Flamengo, apesar das vantagens, há desafios. O calendário é um deles, como este começo de temporada já demonstrou. A utilização do time sub-20 no Campeonato Carioca colocou o clube em uma enrascada que não estava nos planos: antecipar a estreia do elenco principal para tentar evitar um quadrangular de rebaixamento que, além de constrangedor, poderá resultar em mais aperto na agenda. E no domingo já tem a decisão da Supercopa do Brasil contra o Corinthians.
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Mas a principal missão talvez seja outra: evitar a corrosão que muitos elencos já experimentaram depois de temporadas vitoriosas. Filipe Luís, ao entrar no terceiro ano no cargo, precisará lidar com a gestão de ambições, além de aprimorar ou renovar seu modelo de jogo – um efeito colateral justamente da continuidade. É um desafio que é também um privilégio. E com o qual ele tem ferramentas de sobra para operar. geRead More