Niners investigam teoria da conspiração que aponta localização de estádio como causa de lesões
Seattle Seahawks 41 x 6 San Francisco 49ers | Melhores momentos | Semifinal da NFC | NFL
O San Francisco 49ers tem sido uma das equipes da NFL mais afetadas por lesões nos últimos anos. Em busca de explicações para os recorrentes problemas físicos, a franquia passou a analisar até mesmo uma teoria da conspiração que ganhou força nas redes sociais e envolve a localização de seu estádio, o Levi’s Stadium.
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George Kittle, do San Francisco 49ers, deixa o campo de maca em jogo de playoffs da NFL contra o Philadelphia Eagles
Mitchell Leff/Getty Images
A hipótese viral sugere que o alto número de contusões da equipe estaria ligado à proximidade do centro de treinamentos e do Levi’s Stadium – que também receberá o Super Bowl LX, em duas semanas – com uma subestação elétrica em Santa Clara, na Califórnia. Segundo a teoria, a exposição prolongada à força eletromotriz de baixa frequência (EMF) poderia enfraquecer tendões e tecidos moles dos jogadores, aumentando o risco de lesões graves.
Os 49ers treinam no local desde 1988. A subestação, operada por uma companhia local, passou por uma ampliação em 2014, mesmo ano da inauguração do Levi’s Stadium. Desde então, San Francisco é a equipe que mais perdeu jogadores por problemas físicos em toda a liga. A equipe liderou a NFL em partidas perdidas por lesão nas temporadas de 2020 e 2024.
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– Como envolve, supostamente, a saúde e a segurança dos nossos jogadores, acho que é preciso olhar para tudo – disse John Lynch, general manager dos 49ers, em entrevista nesta quarta-feira (21). – Entramos em contato com todo mundo para saber se existe algum estudo além de um cara enfiando um aparelho debaixo da cerca e chegando a um número que eu não faço ideia do que significa. É isso que sabemos que existe. Já ouvimos que isso foi desmentido.
Cientistas e profissionais da área médica já refutaram essa teoria. Um deles é o professor Frank de Vocht, especialista em epidemiologia e saúde pública da Bristol Medical School, que classificou a hipótese como “um absurdo” e afirmou que os níveis de exposição mencionados na teoria não representam risco à saúde humana.
Levi’s Stadium, casa do San Francisco 49ers e sede do Super Bowl LX, em 8 de fevereiro de 2026
Jeff Gross / Getty Images
Mesmo assim, Lynch reforçou que a franquia não pretende ignorar nenhuma possibilidade porque o assunto envolve a integridade física dos atletas.
– Lesões fazem parte deste jogo. O que buscamos não é eliminá-las, mas mitigá-las. Temos bons processos, mas vamos questionar todos eles. Isso já começou e, na verdade, nunca parou. Vamos olhar para tudo e examinar tudo – falou.
Mais uma temporada de lesões
As investigações citadas por Lynch surgem após mais uma temporada problemática nesse aspecto. Segundo o portal OverTheCap, os 49ers tiveram 20 jogadores afastados por lesão nesta temporada, o equivalente a mais de US$ 95 milhões em valor anual ajustado de contratos – o maior número da liga, superando em mais de 20 milhões de dólares o segundo colocado.
Dre Greenlaw, do San Francisco 49ers, sente lesão ao cair sozinho no Super Bowl LVIII
Ezra Shaw/Getty Images
San Francisco perdeu nomes importantes por lesões que encerraram a temporada, como Nick Bosa (ligamento cruzado anterior), Fred Warner (fratura tornozelo) e George Kittle (tendão de Aquiles). Ao todo, foram mais de 40 lesões musculares em posterior de coxa ou panturrilha, além de desfalques prolongados de jogadores como Brock Purdy, Ricky Pearsall e Jauan Jennings.
Mesmo com todos os problemas, os 49ers tiveram uma campanha de 12 vitórias e cinco derrotas na temporada regular e chegaram aos playoffs. A equipe chegou a vencer o atual campeão do Super Bowl, Philadelphia Eagles, no wild card, mas caiu para o rival Seattle Seahawks na semifinal da Conferência Nacional. geRead More


