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Operação “SOS elenco principal” funciona e Flamengo impõe um massacre sobre o Vasco

Operação “SOS elenco principal” funciona e Flamengo impõe um massacre sobre o Vasco

Flamengo 1 x 0 Vasco | Melhores momentos | 3ª rodada | Campeonato Carioca 2026
Há cerca de um mês o time profissional do Flamengo estava no gramado do estádio Al Rayyan disputando nos pênaltis o título da Copa Intercontinental contra o PSG. Deu tempo apenas de digerir a ceia de Natal, rascunhar algumas resoluções de Ano Novo e assim, de supetão, ontem já estava lá o elenco principal rubro-negro de volta a uma competição oficial. E não para um compromisso qualquer, mas para enfrentar um perrengue terrível contra o Vasco da Gama, rival íntimo e intransferível. Toda essa correria devido ao susto por frequentar a zona de rebaixamento do campeonato carioca, já que o time sub-20 havia somado apenas um ponto em três jogos.
A decisão de apressar a volta do time principal (ainda que desfalcado de nomes fundamentas, como Arrascaeta, Danilo, Saul e De La Cruz), bem como do técnico Filipe Luís, gerou desconforto, pois partiu de cima para baixo: foi uma decisão direta do presidente Luiz Eduardo Baptista. A mudança de planejamento, reconhecida pelo próprio diretor José Boto, desagradou o departamento de futebol, o que é compreensível, já que os principais nomes rubro-negros se apresentaram apenas nove dias atrás. É aquele momento da temporada em que costumar faltar tudo: fôlego, raciocínio, concentração, estratégia.
A necessidade de prestar socorro institucional ficou evidente desde o início, com a equipe rubro-negra impondo uma marcação agressiva sobre o Vasco, tentando buscar na memória movimentos e dinâmicas típicos da equipe extremamente vitoriosa de 2025. Tanto forçando os erros vascaínos quanto investindo na bola parada, decisiva nas grandes conquistas recentes, desde o primeiro tempo o Flamengo obrigou Léo Jardim e se desdobrar como um canivete suíço para impedir a abertura do placar ainda no primeiro tempo.
Mas nem tudo eram flores na jornada rubro-negra, pois nada é completamente simples em um clássico dessa envergadura. Mesmo retraído, o time de Fernando Diniz criou duas chances cristalinas. Primeiro, com Andrés Gómez chutando na trave, bem no início. Depois, com a arrancada de GB, que desperdiçou na frente de Rossi. Foram as duas investidas vascaínas que trouxeram uma ameaça de equilíbrio em determinados momentos do clássico. Mas não passou disso: uma ameaça. Apenas uma intenção de igualdade que não se confirmaria.
Flamengo x Vasco Carrascal comemora gol
Andre Durão
Se o Flamengo já era superior em condições normais, a expulsão de Cauan Barros, logo no início do segundo tempo, quando a equipe ainda tentava assimilar qualquer instrução de Fernando Diniz, terminou de dinamitar qualquer pretensão vascaína. E, a partir daí, o que se testemunhou foi um verdadeiro massacre rubro-negro, com o time de Filipe Luís colocando-se como incômodo inquilino nas cercanias da área cruz-maltina, empilhando oportunidades até Carrascal acertar uma chicotada inapelável para reafirmar a superioridade flamenguista no confronto nesses últimos anos. Agora, são treze jogos de invencibilidade diante do rival — a última derrota aconteceu há quase três anos, em 5 de março de 2023. É daquelas marcas que os torcedores tratam quase como um título informal, celebrados sem cerimônia nas bodegas da cidade.
A missão do elenco principal rubro-negro, portanto, não apenas foi cumprida com larga sobra, mas inclusive contou com alguns paparicos à torcida. E, na verdade, a equipe de resgate da Gávea, composta pelo time titular, não havia sido chamada para evitar o rebaixamento — com um quadrangular entre os piores, a chance de cair era remota. A equipe de Filipe Luís havia sido convocada para salvar o calendário rubro-negro, que de forma alguma podia se dar ao enviesado luxo de contar com o acréscimo desnecessário de datas. O ano que recém começa precisa ser reservado para emoções de outros patamares.
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