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Opinião: inocência, desrespeito ou covardia? O vexame do Sport em três hipóteses

Opinião: inocência, desrespeito ou covardia? O vexame do Sport em três
hipóteses

Náutico 4 x 0 Sport | Gols | 3ª rodada | Campeonato Pernambucano 2026
Consumado o vexame, há três hipóteses para tentar entender a decisão da diretoria do Sport em mandar a campo um time formado apenas por jogadores do sub-20, no clássico contra o Náutico.
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A primeira? Uma certa inocência.
A atuação, surpreendente, diante do Retrô, quatro dias antes, parece ter convencido a ponto de iludir. Construída com amplo domínio, a vitória por 2 a 0 na Ilha do Retiro apagou a imagem daquele modesto empate ante o Jaguar na estreia.
Nos Aflitos, porém, o desafio tinha outra natureza. Outro nível de exigência, não precisava de muito para deduzir. Sobretudo, no segundo tempo, algo já previsível, pelo desnivelamento físico, naturalmente, mais acentuado. Não há como admitir que isso não tenha sido levado em conta.
Veja coletiva na íntegra de Alexandre Silva, técnico do sub-20 do Sport
Em campo, não deu outra. A segunda etapa do clássico escancarou o abismo e, apesar da superioridade do Náutico desde o primeiro tempo, só então o vexame se materializou.
A segunda hipótese? Um certo desrespeito.
Projetar o sub-20 do Sport como um adversário à altura do Náutico de Hélio e Guilherme dos Anjos, dentro dos Aflitos, foi um tiro no pé. Soou como certa arrogância, até. E sim, beirou o desrespeito.
Nessa hipótese, minimizou-se a capacidade do adversário, vindo de uma temporada de sucesso, com base mantida e agora mais reforçado. Tudo isso sob o comando de um treinador que dispensa apresentações em Pernambuco.
A terceira hipótese? Uma certa covardia.
Optar por um time sub-20 “puro sangue” não deixou de ser confortável a quem não quis correr o risco de arranhar a imagem do time principal logo na estreia.
Mas aqui, cabe também outro olhar. Devido ao atual estágio de preparação dos profissionais, ainda aquém do ideal, não é possível descartar a avaliação de que o time sub-20, de forma geral, pudesse estar em melhores condições de jogo, pelo ritmo e entrosamento vistos na vitória sobre o Retrô. Mas esse aspecto parece ter mais a ver com a primeira hipótese. Uma certa inocência.
Time do Sport no clássico contra o Náutico, nos Aflitos, pelo Pernambucano
Marlon Costa/AGIF
Ficou difícil de entender a opção por não tê-lo reforçado, ao menos, com algumas peças do profissional. Se não cabia um time misto, sob o risco de desfigurar o plano de jogo do técnico Alexandre Silva, parecia bem-vindo o incremento de nomes como, por exemplo, Zé Lucas, Barletta, Felipinho, Ramon, Gustavo Coutinho… ou quem estivesse em melhor nível para ajudar, sobretudo pela necessidade de um banco de reservas encorpado, tendo em vista a exigência física do segundo tempo.
Aqui, a hipótese da covardia se configura mais. A de blindar, a qualquer custo, o time principal de um insucesso logo de cara, preservando assim sua imagem, mas também, em uma clara tentativa de tirar o peso de uma possível vitória do rival.
Nada feito. O peso da pancada foi grande. E o preço pago, alto. O Náutico não perdoou a escolha. E o gosto amargo do vexame está na boca do torcedor rubro-negro.
Foi a maior vitória alvirrubra sobre o rival desde 1974, o ano da goleada por 5 a 0, como lembrou o jornalista Cássio Zirpoli, do NE45.
Agora, por uma ou outra hipótese, este 4 a 0 já ocupa lugar de destaque à mesa, nas páginas da história. Virou referência, uma moeda de comparação, a ser relembrada sempre que porventura houver outro – raro – placar elástico no clássico. É a marca que fica. A mancha de uma decisão contestável.
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