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Premiê do Japão anuncia dissolução do Parlamento e eleições antecipadas

Premiê do Japão anuncia dissolução do Parlamento e eleições antecipadas

 A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, discursa durante uma coletiva de imprensa no gabinete do primeiro-ministro em Tóquio, Japão
Kiyoshi Ota/Pool Photo via AP, Arquivo
A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, anunciou nesta segunda-feira (19) a dissolução do Parlamento e eleições antecipadas no país asiático. A medida entrará em vigor na sexta-feira, disse Takaichi em coletiva de imprensa.
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“Hoje, eu, como primeira-ministra, decidi dissolver a Câmara Baixa em 23 de janeiro”, disse Takaichi. A premiê afirmou querer perguntar à população japonesa se ela está “apta” a comandar o governo do Japão.
Segundo a agência de notícias Reuters, Takaichi está considerando a data de 8 de fevereiro para as novas eleições.
O movimento de Takaichi, a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão, ocorre menos de três meses após ela assumir o governo japonês. Ela busca capitalizar o aumento do apoio popular ao seu governo desde que assumiu o poder em outubro.
Os planos de Takaichi haviam sido antecipados a agências de notícias e à mídia japonesa na semana passada por um membro do partido governista: “Precisamos buscar um novo mandato”, disse Shunichi Suzuki, secretário-geral do Partido Liberal Democrático (PLD) na quarta-feira.
Segundo Suzuki, a lógica da votação é que ela permitiria aos eleitores expressarem sua opinião sobre a nova coalizão do PLD com o Partido da Inovação do Japão (Ishin), de direita, após Takaichi romper laços no ano passado com seu antigo parceiro liberal, o Komeito.
“Um dos motivos para dissolver o Parlamento é que a eleição anterior ocorreu sob o governo PLD-Komeito. O público ainda não se manifestou sobre a mudança em nosso parceiro de coalizão”, afirmou Suzuki.
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A votação também oferecerá uma oportunidade para testar a aceitação pública dos planos de aumentar os gastos do governo para reativar o crescimento e elevar os investimentos em defesa, de acordo com uma estratégia de segurança nacional revisada, disse Suzuki.
Relatórios da semana passada de que Takaichi estaria considerando eleições antecipadas desencadearam uma onda de vendas de ienes e títulos do governo japonês. A preocupação de investidores é sobre como uma das economias avançadas mais endividadas do mundo financiaria seus planos de expansão fiscal.
A notícia também surge em meio à pior disputa diplomática em mais de uma década com a poderosa vizinha China, desencadeada pelas declarações de Takaichi sobre Taiwan, e às vésperas de uma visita planejada a Washington para se encontrar com o presidente Donald Trump na primavera.
Como o momento da votação pode dificultar a aprovação do orçamento de 2026 pelo parlamento até o final de março do atual ano fiscal, Takaichi está considerando um plano de gastos provisório, segundo o jornal Yomiuri.
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