Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis hipersônicos com capacidade nuclear
Rússia diz que realizou ataque à Ucrânia com mísseis com capacidade nuclear
A Rússia afirmou, nesta sexta-feira (9), que realizou um ataque a capital da Ucrânia, Kiev, utilizando o sistema de mísseis Oreshnik, que possui capacidade nuclear.
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De acordo com autoridades ucranianas, ao menos quatro pessoas morreram e 19 ficaram feridas em decorrência dos ataques. A força aérea ucraniana informou que a Rússia lançou 36 mísseis e 242 no território ucraniano. (Veja vídeo do ataque acima).
Segundo o exército, a ofensiva foi uma resposta à tentativa de ataque ucraniano à residência de Putin no final de 2025. Os ataques visaram a infraestrutura energética ucraniana que dá suporte ao complexo militar-industrial da Ucrânia e às instalações de fabricação de drones.
Em dezembro do ano passado, o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, afirmou que a Ucrânia tentou atacar a casa do presidente Vladimir Putin na região de Novgorod, 500 km ao norte de Moscou.
Segundo Lavrov, nos dias 28 e 29 de dezembro, a Ucrânia teria atacado a residência oficial do presidente russo na região de Novgorod , com 91 drones de longo alcance.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, disse que as afirmações russas são “mentiras”. Ele disse que a Rússia estaria tentando atrapalhar os avanços nas negociações de paz entre Ucrânia e EUA e que Moscou estaria preparando o terreno para atacar prédios do governo ucraniano.
A acusação russa foi feita um dia após Donald Trump, presidente dos EUA, dizer que estava muito perto de fechar um plano de paz para a Ucrânia, mesmo admitindo que as negociações seguiamm travadas em pontos sensíveis, principalmente sobre o controle de territórios.
A declaração foi feita após uma reunião de mais de duas horas com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, na Flórida.
Bombeiros trabalham em um complexo de garagens danificado durante um ataque russo com drones e mísseis, em meio ao ataque da Rússia à Ucrânia, em Kiev, Ucrânia, 9 de janeiro de 2026
REUTERS/Valentyn Ogirenko
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