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Santi Moreno admite falta de adaptação, mas trabalha por ‘vida nova’ no Fluminense: “Tive apoio, estou melhor”

Santi Moreno admite falta de adaptação, mas trabalha por ‘vida nova’ no Fluminense: “Tive apoio, estou melhor”

Após 2025 apagado, Santi Moreno quer mais espaço no Fluminense
Ano novo, vida nova. É o que estou passando agora.
A frase de Santiago Moreno fala sobre recomeço. Contratado com alta expectativa pelo Fluminense, o atacante de 25 anos admite que 2025 não foi o seu ano. Poucos minutos, longe de ser uma opção para Renato Gaúcho e Luis Zubeldía. Mas o cenário está mudando. Cotado para ganhar minutos no Campeonato Carioca, o colombiano trabalha para viver este recomeço. A tendência é ser titular diante do Madureira, nesta quarta-feira, por exemplo. Mas mais do que isso, a busca é por superar os problemas de adaptação que tanto o atrapalharam. Você acompanha o papo no GE desta terça-feira, às 13h.
— Creio que custei (a me acostumar) com o ritmo de jogo. É um futebol muito rápido, muito competitivo. Foi difícil. Mas creio que quando chegou a minha família, me senti muito melhor. Me senti mais tranquilo. Também recebi apoio dos companheiros, falei muito com eles. Eu vinha jogando muito na MLS, vinha competindo e vir para cá e perder minutos foi muito difícil. Mas tive o apoio dos companheiros, que me abraçaram, me motivaram e fizeram eu ter uma expectativa muito alta para esse ano.
Santi Moreno fala de dificuldade de adaptação no Flu e revela ajuda da mãe para melhorar
Moreno fez apenas cinco jogos pelo Tricolor. Total de 154 minutos em campo. Internamente, acreditava-se que ele se adaptaria mais rápido do que Lucho Acosta, contratado na mesma época e também vindo da MLS. Não aconteceu. Fora de campo, conviveu com problemas pessoais — se fechou e teve dificuldades de se adaptar à nova rotina. A ponto de o Fluminense se mobilizar para ajudá-lo.
Hoje, o atacante mora no Brasil com a mãe, dona Martha Secilia, que veio dos Estados Unidos para fazer companhia. Santiago também tem duas irmãs mais velhas e é o caçula da família. Também é pai de uma filha de oito anos. No país, também se aproximou de outros jogadores estrangeiros que atuam no país, como a dupla de colombianos do Athletico-PR.
— Há muitos colombianos no Brasil e é algo que me surpreendeu. Estamos próximos da Copa do Mundo e todo mundo quer estar aqui. Ter companheiros competindo nesta liga é muito motivante para mim e para todos. […] Desde dezembro, estou em contato com outros jogadores (colombianos), como o Kevin (Viveros) e o (Kevin) Velasco, do (Athletico-PR), que subiram de divisão. Eles notaram que cheguei e não estava jogando. Mandaram mensagem, me deram apoio. Isso é muito bonito.
Santiago Moreno evita comparação com Arias no Fluminense: “Cada um tem sua história”
Outro ponto importante da sua passagem pelo Fluminense são as comparações com Jhon Arias. Afinal, são dois colombianos, que atuam pela ponta direita, e um foi contratado após a saída do outro. Mas para por aí. Moreno diz que pensa sobre o tema, mas que não quer conviver com o peso da comparação.
Sei que o torcedor sente muita saudade dele (Jhon Arias), é um grande jogador, mas não sinto essa responsabilidade de substituí-lo. Entendo que todo mundo tem histórias e caminhos diferentes
— É um tema que pensei muito. É algo que não me passa na cabeça porque ele é um jogador excelente, fez o que todo jogador deseja fazer. Meu compromisso comigo mesmo é dar o melhor de mim e desfrutar do jogo, seguir aprendendo. Espero poder fazer metade do que ele fez aqui, dar muitas alegrias ao clube e expressar (ao torcedor) que sempre vou dar o melhor de mim. Estou sempre disposto a seguir aprendendo — completou Santiago.
Santiago Moreno, do Fluminense, em entrevista ao ge no CT Carlos Castilho
Marcello Neves/ge.globo
Santiago Moreno está listado no grupo 1 do Fluminense, que disputará as rodadas iniciais do Campeonato Carioca. Serão pelo menos três jogos onde terá oportunidade para mostrar serviço e conquistar a confiança de Luis Zubeldía. Ele sabe a importância dos jogos a seguir e os trata como fundamentais para seus objetivos na temporada. Não só pelo Fluminense, mas também pensando na seleção colombiana.
— Temos quatros torneios em cinco meses, acredito. As expectativas são altas. Vamos começar com o Carioca, quero somar o máximo de minutos possíveis para estar, de fato, no grupo que o professor pode contar para os campeonatos. Mas quero desfrutar do jogo, fazer minutos, fazer números que valorizam como gols e assistências. E por que não sonhar com o Mundial? É um dos motivos que vim para esse clube. Por que não começar agora? — completou.
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