Técnica campeã brasileira lamenta desmanche do Fortaleza: “Futebol feminino lutou para ter o acesso”
Técnica do Atlético-PI, comenta escolha por contratação de atletas ex-Fortaleza
Atual campeão do Campeonato Brasileiro Série A3 Feminino, a técnica Renata Costa comentou sobre a situação do Fortaleza, que em 2025 subiu para à elite do futebol da categoria, mas no fim do ano, foi desativado. A treinadora lamentou o desmanche da equipe e ressaltou a luta que as atletas do Tricolor tiveram para subir o clube de divisão.
Apesar de lastimar o declínio da equipe cearense, Renata Costa analisou como positivo parte da vinda das ex-jogadoras do Fortaleza para o Atlético-PI. Ao todo, quatro atletas acertaram com o CAP após passagem pelo Tricolor. Assista acima.
Fortaleza perde prazo, não firma parceria no futebol feminino e fica fora da Série A1
Renata Costa, técnica do Atlético-PI feminino
Maurício Soares/ge
– Impacta! Eu trabalhei no Fortaleza, tive esse privilégio de trabalhar como consultora técnica. Sei o quanto o futebol feminino lutou para ter esse acesso para a elite, fico triste por não ter dado essa sequência, pela luta que teve – declarou a treinadora.
– E as atletas que chegam do Fortaleza, nós estávamos de olho nelas, sabíamos que seria difícil trazê-las se o Fortaleza continuasse, mas conseguimos trazer essas atletas. Elas estavam no nosso radar para a Série A2, ainda bem que deu certo, triste por um lado, mas feliz por outro, e deu certo delas estarem conosco esse ano – completou.
Atlético-PI apresenta elenco para jogar a Série A2 do Brasileiro em 2026
Entenda a situação do Fortaleza Feminino
Fortaleza fica fora da Série A1 do Brasileirão Feminino em 2026
No fim de 2025, o Fortaleza anunciou o encerramento das atividades do futebol feminino para 2026. Segundo o clube, a gestão, por determinação da SAF, definiu a descontinuidade. Vale destacar que as Leoas, em 2025, conquistaram o título do Campeonato Cearense em cima de seu maior rival, o Ceará, e ainda garantiram a vaga inédita para a Série A1 do Campeonato Brasileiro.
Contudo, o Tricolor perdeu o prazo estabelecido pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para confirmar a participação e, com isso, está oficialmente fora da elite do futebol feminino nacional.
O Fortaleza não enviou a confirmação dentro do prazo. Em vez disso, no dia 15 de dezembro, o clube encaminhou uma consulta à FCF levantando a possibilidade de não disputar a Série A1 e as demais competições nacionais do futebol feminino em 2026, buscando esclarecimentos sobre eventuais penalidades.
Fortaleza feminino na Copa Maria Bonita
Paulo Matheus/Fortaleza EC
No próprio dia 17 de dezembro, a CBF respondeu por meio de um novo ofício, lamentando o abandono das competições por parte do Fortaleza e reforçando o que prevê o Regulamento Geral de Competições. De acordo com o documento, clubes que desistem ou abandonam competições da entidade ficam impedidos de participar por dois anos e só podem retornar a partir da Série A3.
Jogadoras contratadas do Fortaleza pelo Atlético-PI
Thalita Silva, lateral;
Eduarda Balbino, centroavante;
Geovana, centroavante;
Natalinha, centroavante.
Apresentação elenco feminino do Atlético-PI
Maurício Soares/ge
Elenco feminino do Atlético-PI para 2026
Goleiras: Grazy, Isabel, Dida e Mell Beatriz;
Zagueiras: Luciana, Giovana dos Santos, Lorena e Sthefany;
Laterais: Thalita Silva, Dulce Quintana, Emily Oliveira, Ludy, Suellen e Eline;
Meias: Edilene França, Letícia Pires, Ana Cunha e Dani;
Volantes: Mabel Lozano, Edna Bahiana, Clara, Duda e Cris;
Atacantes: Lilian Ribeiro, Natalinha, Geovana Alves, Eduarda Baldino, Jayle, Yasmin, Adriana Nenê, Geovana, Tabatha e Samanta.
Na temporada passada, o Atlético-PI faturou o título da Série A3 do Brasileiro Feminino e conseguiu o acesso para a Série A2 de 2026. Além da Segunda Divisão nacional da categoria, o Cavernão também vai ter pela frente as disputas da Copa do Brasil e do Campeonato Piauiense Feminino.
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