Técnico do Corinthians detalha planos para a Copinha: “Ser protagonista e brigar pelo título”
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Maior vencedor da Copa São Paulo de Futebol Júnior, com onze conquistas em sua galeria de troféus, o Corinthians inicia neste sábado mais uma jornada na competição de base mais tradicional do futebol brasileiro. Em Jaú, a partir das 14h45 (horário de Brasília), o Timãozinho estreia na Copinha diante do Trindade, de Goiás.
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Responsável por comandar o clube do Parque São Jorge na Copinha deste ano, o treinador William Batista acredita que o Corinthians conseguirá manter o protagonismo de anos anteriores e estará no estádio do Pacaembu, no dia 25 de janeiro, brigando por mais um título.
— O que se espera do Corinthians na Copinha é fazer bons jogos, ser protagonista e avançar fase após fase para brigar pelo título. Aquilo que poderíamos fazer, que é se preparar bem, ter repertório, estar bem fisicamente e mentalmente, nós fizemos.
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Rodrigo Gazzanel/ Ag. Corinthians
— Gostaria de ter tido mais jogos oficiais com o clube, tive só cinco jogos oficiais, mas sinto e acho que estamos bem preparados para representar e oferecer ao clube e à torcida aquilo que eles esperam de nós — afirmou o treinador às vésperas da estreia na Copinha.
Nos dois últimos anos, o Corinthians chegou à decisão do torneio, tendo ficado com o título em 2024 após vitória diante do Cruzeiro e com o vice-campeonato na temporada passada, perdendo de virada para o rival São Paulo, no Pacaembu lotado.
As melhores campanhas do Corinthians na Copinha:
Campeão: 1969, 1970, 1995, 1999, 2004, 2005, 2009, 2012, 2015, 2017 e 2024
Vice-campeão: 1973, 1976, 1978, 1984, 1993, 1997, 2014, 2016 e 2025
Para tentar a terceira final seguida, o clube aposta as fichas no trabalho de William Batista. O treinador fez bons trabalhos na base do América-MG, chegando à semifinal em 2022 e à final em 2023. Agora, o comandante espera repetir a dose defendendo as cores do Corinthians e conquistar o primeiro título da Copinha de sua carreira.
— Haverá momentos em que o jogo não parece ser tão difícil e você precisa se manter concentrado. Às vezes, o jogo se desenha de uma maneira aparentemente mais fácil, você perde a concentração e aquilo o foge pela mão. Conseguimos criar muito repertório para a equipe nesses quatro meses que eu estou aqui. Acho que quanto maior o repertório, mais a equipe poderá dar respostas e terá capacidade para solucionar problemas. Espero que o torcedor corintiano veja bons jogos nossos.
O Timãozinho está no Grupo 8, sediado em Jaú. Além do Trindade-GO, adversário deste sábado, a equipe enfrenta o Luverdense, na próxima terça-feira, e o XV de Jaú, na sexta-feira. Os dois melhores classificados da chave avançam direto para o mata-mata.
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Confira a entrevista com o técnico William Batista:
Houve alguma conversa prévia com o Dorival Júnior para definir metas do Corinthians na Copinha e promoção dos garotos ao time profissional?
— Não, não houve. Falamos sobre a descida dos jogadores, mas sobre promoção ainda não. Sendo o treinador do sub-20 sei que o objetivo é sempre servir ao profissional. Esse é o maior papel que um sub-20 pode ter além de ganhar título, além de desenvolver bem os jogadores, mas é servir a equipe de cima. Se eles precisarem (de jogadores) no início do Campeonato Paulista, precisamos estar prontos enquanto para oferecer o melhor a eles. Se o profissional estiver bem, o clube inteiro fica bem junto.
Qual é o maior desafio de jogar a Copinha?
— Passar pelos momentos de dificuldade, porque são muitos. Às vezes é um sol muito quente, às vezes é a chuva que alaga o campo. São cenários adversos em que você pode sair perdendo ou até um jogo que você está ganhando por 1 a 0 e conseguir ser resiliente e tolerar esforços no fim da partida. São valores importantes para que, nos momentos de dificuldade, você consiga passar por eles.
— Já joguei outras Copinhas por outros clubes e aquilo que me chamou a atenção foi a parte mental. Haverá momentos em que o jogo não parece ser tão difícil e você precisa se manter concentrado. Às vezes, o jogo se desenha de uma maneira aparentemente mais fácil, você perde a concentração e aquilo o foge pela mão. Conseguimos criar muito repertório para a equipe nesses quatro meses que eu estou aqui. Acho que quanto maior o repertório, mais a equipe poderá dar respostas e terá capacidade para solucionar problemas. Espero que o torcedor corintiano veja bons jogos nossos.
No ano passado, o Corinthians foi criticado por poupar jogadores na última rodada da fase de grupos. Quando chegou à final com o São Paulo, o clube não teve o mando de campo por não ter a melhor campanha da competição. Uma questão como essa passa pelo planejamento da comissão técnica?
— O futebol é complexo, né? A melhor tomada de decisão é sempre aquela que aparentemente deu certo. E o certo é ganhar. A Copinha é um torneio de tiro curto. Se eu não me engano, no ano passado o Corinthians enfrentou o Grêmio, teve um jogador expulso e sustentou o jogo. Provavelmente porque o time estava fresco e pôde sustentar a partida com um a menos. Pode ser que isso tenha a ver com o fato de ter poupado na última rodada da fase de grupos. É claro que se eu puder ter força máxima sempre vou jogar com força máxima.
— Se eu puder escolher ir pra final ganhando os outros oito jogos anteriores, eu quero ganhar os outros jogos anteriores, mas também se tiver algum jogador mais baleado e a fisiologia achar interessante poupá-lo vou fazer porque confio no grupo que tenho. O jogo mais importante é sempre o próximo, eu não posso jogar o primeiro mata-mata pensando na final. Se o Corinthians chegar na final, eu penso na final. Vamos dar a vida para que, independentemente de quem esteja em campo, a gente faça a melhor campanha e chegue até a final. Estar ao lado da torcida, ao lado da Fiel fará muita diferença, ter a maioria ao nosso lado faz a diferença, vamos brigar para que isso aconteça.
Parte do elenco sub-20 do Corinthians que tentará mais um título da Copinha ao clube do Parque São Jorge
Rodrigo Gazzanel/ Ag. Corinthians
O Corinthians tem um elenco mesclado em relação ao ano de nascimento dos jogadores. Olhando para os adversários que o clube enfrentará na competição, percebe-se que muitos deles entrarão com atletas no limite da idade permitida para a disputa da Copinha. O fato de o elenco ter peças mais novas pode atrapalhar o time?
—Idade não diz muito sobre experiência. Nossos jogadores estão muito acostumados ao clube porque chegaram aqui muito cedo. Por eles estarem acostumados com o clube desde cedo, toda a atmosfera que está no estádio vira um motivo de inspiração para eles, os tornam mais agressivos em campo. É claro que tem a questão da força física, mas a gente tem jogadores com boa competência física. O Tupã tem 16 anos, mas nem parece. Me apego muito nisso, me apego na torcida que criará uma atmosfera favorável para nós e muito complexa e difícil pro adversários. Vamos entrar com muito respeito contra todos.
Como foi receber o convite para treinar o Corinthians? E como está sendo a expectativa para comandar o clube na Copinha?
— Só aceitei voltar a trabalhar no sub-20 porque era o Corinthians. Eu não tinha o plano de voltar a trabalhar na base depois de treinar o profissional do América-MG. Meu planejamento pessoal era esperar até o fim do ano e ver as mudanças que poderiam acontecer na Série B, na Série C. Por ser o Corinthians, um clube desse tamanho, não tinha como eu falar não. O que me cativou foi o tamanho do clube, o peso da camisa, a torcida, a visibilidade.
A formação de atletas engloba alguns cenários, como a parte física, mental e compreensão tática do jogo. Há também a questão comportamental e competitiva. Pela tradição do Corinthians na Copinha, há sempre a expectativa de que o clube vá longe na competição e brigue pelo título. O quanto que essa pressão ajuda a formar um futuro talento para o clube?
— Gosto de pensar sempre no pior cenário possível. Os jogadores que se desenvolvem e conseguem destaque no profissional são aqueles que sempre superam o pior cenário possível. Às vezes, o pior cenário é estar perdendo e virar o jogo, pode ser ter um jogador expulso com 30 do primeiro tempo e conseguir manter a competitividade na partida, pode ser você estar ganhando de 1 a 0 aos 45 do segundo tempo com uma pressão absurda em cima da sua área e você sustentar a partida.
— O pior cenário é possível você receber uma crítica nas redes sociais e você conseguir superar e passar por elas. O pior cenário possível é você não conseguir confirmar as expectativas que são criadas em cima de você e, ainda assim, conseguir se desenvolver e perseverar. Acima de tudo, continuar apaixonado pelo jogo e pelo treino. A fama acontecerá muito rápido na Copinha, é uma coisa absurda em um clube como o Corinthians.
— Em um dia, o cara sai de mil seguidores para 10 mil. O cara sai de cinco comentários para mil. Vamos tentar deixar isso tudo um pouquinho de lado, mesmo sendo difícil no mundo que a gente vive hoje, para focar no sonho no desejo permanente de vitória. Acho que tem muito a ver com o sentimento do cara, né? Isso acontecendo, a gente tem um melhor jogador, um melhor homem, um melhor caráter, um cara mais identificado com o clube. Essas coisas são difíceis de ver, a gente vê o momento concreto que é um gol, uma finalização, um drible, mas tem essas coisas ocultas.
Fabinho Soldado, William Batista, Dorival Júnior e Lucas Silvestre acompanham treino do Corinthians na reta final da temporada 2025
Rodrigo Coca/Agência Corinthians
— Há conversas minhas com o Dorival e com o Lucas (auxiliar técnico do time profissional) sobre como cada jogador se sente num momento de dificuldade, como ele supera aquilo, se ele precisa de ajuda, se ele é um cara mais autônomo. Tenho tentado oferecer isso, os feedbacks que a gente pode trocar importante em cima disso para tornarmos o Corinthians um time forte, coeso, que não desiste e persevera. Às vezes, leva tempo para isso. Meu desejo é que o Corinthians seja um time positivo, agressivo, um time que jogue exposto para formar zagueiros que saibam jogar, atacantes que tenham drible. O mercado pede isso. Um jogador corajoso é um ativo para o clube.
Você já disputou a Copinha por outras equipes. Agora, treinará o Corinthians. Como está a expectativa para a experiência que será jogar a competição pelo clube?
— Estou feliz, motivado, entusiasmado e inspirado para poder perceber tudo isso. Eu fui recentemente ver os jogos do Corinthians na Neo Química Arena e posso dizer que é algo totalmente diferente de tudo o que já vivi. Já vi muitos jogos na Europa, muitos jogos no Brasil e nunca vi uma atmosfera parecida, é até difícil tentar explicar a atmosfera que se cria dentro do estádio do Corinthians. Estou feliz, quero pegar um Pacaembu lotado cheio de corintiano para viver essa experiência com o clube.
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