RÁDIO BPA

TV BPA

Trump a manifestantes do Irã: ‘Guardem os nomes dos assassinos. Eles vão pagar um preço muito alto’

Trump a manifestantes do Irã: ‘Guardem os nomes dos assassinos. Eles vão pagar um preço muito alto’

 Sob ameaça de Trump, Irã diz que está pronto para negociar, mas ‘preparado para a guerra’
O presidente dos EUA se dirigiu diretamente aos manifestantes antirregime do Irã nesta terça-feira (13), pedindo para que eles guardassem os nomes “dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”.
“E, aliás, a todos os patriotas iranianos, continuem protestando, tomem as instituições se vocês puderem, e guardem os nomes dos assassinos e dos que estão maltratando vocês”, disse Trump, durante um discurso em Detroit. “Eles vão pagar um preço muito alto”, concluiu o presidente, que disse que “uma morte [de manifestante] já é demais”.
✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
Foi a segunda vez no dia em que ele mandou uma mensagem aos iranianos que estão nas ruas contra a ditadura liderada pelo aiatolá Ali Khamenei. Mais cedo, ele pediu que eles seguissem protestando e afirmou que a “ajuda” dos EUA “está a caminho”.
“Patriotas iranianos, continuem protestando. Derrubem suas instituições. (…) A ajuda está a caminho”, declarou.
Foi a primeira mensagem direta aos manifestantes feita pelo presidente norte-americano, que vem ameaçando intervir no país do Oriente Médio caso as repressões aos protestos sigam sendo feitas de forma violenta.
Pouco depois, ao ser indagado por uma repórter sobreo o que ele quis dizer com “ajuda”, Trump respondeu: “Você vai ter que adivinhar depois, me desculpe”.
Trump também voltou a utilizar o slogan MIGA, em referência a seu lema “Make America Great Again” (MAGA), só que trocando os EUA pelo Irã.
Trump pede que manifestantes no Irã sigam protestando e diz que ‘a ajuda está a caminho’ em 13 de janeiro de 2025.
Reprodução/Donald Trump no Truth Social
Trump vem dizendo que pode voltar a fazer ataques diretos ao território iraniano como represália, retomando uma escalada de tensões entre os dois países. O presidente norte-americano receberá nesta terça-feira de sua equipe um relatório de possíveis ações militares que ele pode tomar contra o Irã.
Questionado nesta terça sobre se fará ataques ao Irã, o presidente norte-americano respondeu: “Vocês terão que descobrir”.
Nesta terça, uma fonte do governo iraniano disse à agência de notícias Reuters que cerca de 2.000 pessoas já morreram nos protestos. O país está isolado do mundo após o regime Khamenei ter cortado a internet. Moradores do país relataram que forças de segurança estão atirando diretamente contra os manifestantes.
➡️ As manifestações no Irã evoluíram queixas sobre a crise econômica do país para pedidos de queda da chamada República Islâmica, ou o regime dos aiatolás, que governam o Irã desde 1979.
LEIA TAMBÉM:
Rússia condena ‘interferência’ dos EUA no Irã e fala que novos ataques ao país podem ter ‘consequências desastrosas’
SANDRA COHEN: Khamenei debilitado, jovens nas ruas e Trump: por que esta onda de protestos no Irã difere das anteriores?
Trump foi informado sobre ampla gama de opções militares que EUA podem usar contra o Irã, afirmam fontes
Regime ‘nos últimos dias’
Regime do Irã está em seus ‘últimos dias’, diz chefe do governo da Alemanha 
Também nesta terça, o chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, disse achar que o regime dos aiatolás, que governam o Irã, está em seus “últimos dias e semanas”.
“Presumo que agora estejamos testemunhando os últimos dias e semanas desse regime”.
Em visita à Índia, Merz disse ainda que a repressão violenta por parte das forças de segurança a manifestantes no país mostram a perda de confiança do regime dos aiatolás. “Quando um regime só consegue manter o poder por meio da violência, então ele está efetivamente no fim. A população agora está se levantando contra esse regime”.
Merz afirmou também que a Alemanha está em contato próximo com os Estados Unidos e governos europeus sobre a situação no Irã, e pediu a Teerã que acabe com a repressão mortal aos manifestantes.
Ele não comentou, no entanto, sobre os laços comerciais da Alemanha com o Irã — o governo alemão é o parceiro comercial mais importante do Irã dentro da União Europeia.
Essa relação, no entanto, vem diminuindo. As exportações alemãs para o Irã caíram 25% nos primeiros 11 meses, representando menos de 0,1% do total das exportações alemãs, de acordo com dados do escritório federal de estatísticas vistos pela Reuters nesta terça.
O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira (12) que qualquer país que fizer negócios com o Irã enfrentará uma tarifa de 25% sobre o comércio com os EUA.
Trump anuncia que países que fazem negócios com o Irã serão tarifados nas transações comerciais com EUA
Reprodução/TV Globog1 > Mundo Read More