Trump discute opções para adquirir a Groenlândia e não descarta uso das Forças Armadas
Dinamarca e Groenlândia exigem respeito a fronteiras, após Trump anunciar enviado especial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e assessores estão discutindo opções para adquirir a Groenlândia, afirmou a Casa Branca nesta terça-feira (6). Em comunicado, o governo americano disse que o uso das Forças Armadas continua sendo uma alternativa.
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Em nota enviada em resposta a questionamentos da agência Reuters, o governo dos EUA afirmou que Trump considera a aquisição da Groenlândia uma prioridade de segurança nacional. A Casa Branca diz que avalia diferentes caminhos para alcançar esse objetivo.
Segundo o governo, a medida é vista como estratégica para conter adversários na região do Ártico. O comunicado afirma ainda que o presidente e a equipe analisam uma série de opções de política externa e que o uso do Exército dos EUA está entre as possibilidades.
Trump demonstra interesse pela Groenlândia desde o primeiro mandato como presidente. Ao retornar à Casa Branca, no ano passado, voltou a dizer que deseja anexar o território aos Estados Unidos.
👉 Atualmente, a Groenlândia faz parte do Reino da Dinamarca. Apesar disso, o território tem autonomia e já foi autorizado a realizar um plebiscito sobre a própria independência.
O tema voltou a ganhar destaque no sábado (3), após Katie Miller, esposa do vice-chefe de gabinete da Casa Branca, publicar em uma conta no X um mapa que mostra a Groenlândia com a bandeira dos Estados Unidos. Na legenda, ela escreveu “em breve”. Veja abaixo.
Katie Miller posta mapa Groenlândia com bandeira dos EUA
Reprodução / X
A publicação foi feita após os Estados Unidos lançarem uma operação contra a Venezuela para capturar o ditador Nicolás Maduro. Ele foi preso e levado para Nova York. Cerca de 80 pessoas, entre civis e militares, morreram no ataque, segundo o jornal The New York Times.
No domingo (4), Dinamarca e Groenlândia pediram “respeito” à integridade territorial da ilha. A primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que um ataque dos EUA à região poderia representar o fim da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Nesta terça-feira, líderes europeus divulgaram um comunicado conjunto afirmando que “a Groenlândia pertence ao seu povo” e que apenas Dinamarca e Groenlândia podem decidir sobre o futuro do território. Canadá e Holanda também apoiaram a declaração.
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