RÁDIO BPA

TV BPA

Volante Alison, ex-Santos, anuncia a aposentadoria aos 32 anos

Volante Alison, ex-Santos, anuncia a aposentadoria aos 32 anos

Volante Alison, ex-Santos, anuncia a aposentadoria aos 32 anos
O volante Alison, que teve a carreira marcada por defender o Santos, anunciou nesta terça-feira a aposentadoria aos 32 anos. O jogador realizou uma postagem nas redes sociais onde lê uma carta de despedida dos gramados.
+ Siga o canal ge Santos no WhatsApp!
No vídeo gravado na arquibancada da Vila Belmiro, o ex-jogador explica que o corpo pediu para parar. Ele havia acertado com o Criciúma para jogar esta temporada, mas optou por romper o vínculo antes mesmo de estrear.
– Hoje, as dores passaram a falar mais alto. Meu corpo pediu para parar. E, pela primeira vez, eu decidi escutar. Algo que minha mente já vinha pedindo há algum tempo, mas meu coração insistia em ignorar.
Mais sobre o Santos:
+ Estreia no Paulistão: veja as opções para substituir Neymar
+ Santos x Novorizontino: ingressos esgotados
Alison, volante do Santos, durante jogo contra o Mirassol, pela Série B do Campeonato Brasileiro
Raul Baretta/ Santos FC
A carreira de Alison foi marcada pelas lesões nos joelhos. O jogador contabilizou sete cirurgias durante a vida como jogador de futebol.
– Ao longo da minha carreira, foram sete cirurgias. Sete vezes em que eu precisei parar, sete vezes em que me disseram que talvez fosse o fim. Depois da quarta cirurgia, o diagnóstico médico dizia que era impossível continuar. Mas eu continuei porque eu sempre acreditei mais no trabalho do que no medo. Mais na fé do que no diagnóstico. E mais no sonho do que na dor.
Formado nas categorias de base do Santos, Alison disputou 271 jogos pelo clube, com quatro gols e sete assistências. Na carreira, ele ainda defendeu o Red Bull Brasil, o Al-Hazem, da Arábia Saudita e o Londrina.
+ Clique aqui e saiba tudo sobre o Santos
Pelo Santos ele conquistou dois campeonatos paulistas (2015 e 2016), além da Série B do Campeonato Brasileiro em 2024. No Peixe, chegou a ser capitão do time, sendo marcado pelos discursos no vestiário.
Um deles se tornou marcante durante a disputa da Copa Conmebol Libertadores de 2020. Antes da primeira partida da semifinal contra o Boca Juniors, da Argentina, em La Bombonera. Alison citou que a imprensa apontava que o Santos teria apenas 4% de chance de ser campeão, mas ressaltou que 4% era muito. A frase virou lema da equipe na reta final da competição.
Confira na íntegra a carta da aposentadoria do volante Alison:
“O futebol foi minha primeira paixão, na verdade, a primeira lembrança que eu tenho da minha infância. Antes da bola, eu não lembro de nada. Ela sempre esteve ali.
Com 11 anos de idade, o Santos entrou na minha vida e o futebol deixou de ser só um sonho. Virou profissão, virou responsabilidade e virou um propósito.
Estrear como profissional aos 18 anos, com a camisa do Santos Futebol Clube, dentro da Vila Belmiro, era tudo que eu sonhava. Mas junto com a estreia, veio também a primeira lesão no meu joelho. Ali começou uma batalha silenciosa.
Ao longo da minha carreira, foram sete cirurgias. Sete vezes em que eu precisei parar, sete vezes em que me disseram que talvez fosse o fim.
Depois da quarta cirurgia, o diagnóstico médico dizia que era impossível continuar. Mas eu continuei porque eu sempre acreditei mais no trabalho do que no medo. Mais na fé do que no diagnóstico. E mais no sonho do que na dor.
Eu vivi momentos que jamais sairão da minha memória. Momentos que só o futebol pode proporcionar. O futebol me deu a chance de mudar a minha realidade e, principalmente, a realidade da minha família.
Sou grato a Deus por cada passo. Sou grato a minha família que nunca soltou a minha mão, a todas as pessoas que acreditaram em mim e a todos os clubes que eu defendi.
E ao Santos Futebol Clube, minha gratidão eterna. O clube que me abriu as portas, que me formou como atleta, mas acima de tudo, me formou como homem. Foram quase 20 anos dedicados a esse clube. Ao torcedor santista, vocês sabem. Nos momentos difíceis, o apoio de vocês me sustentou.
Hoje, as dores passaram a falar mais alto. Meu corpo pediu para parar. E, pela primeira vez, eu decidi escutar. Algo que minha mente já vinha pedindo há algum tempo, mas meu coração insistia em ignorar.
Não é fácil viver tantas lesões, se provar tantas vezes, se reinventar e se reconstruir. Foram dores físicas e dores que ninguém vê. Mas eu não encerro essa história com tristeza. Eu encerro com gratidão porque eu dei tudo que eu tinha e o futebol me deu tudo que podia.
Hoje, eu fecho esse ciclo em paz, com orgulho do caminho que percorri, com respeito pela minha história. E falando em respeito, essa foi minha maior conquista: o respeito que as pessoas tem por mim.
Este é o fim de um ciclo, mas não é uma despedida da vida. É apenas o começo de um novo capítulo. Obrigado, futebol! Você foi minha primeira paixão e será para sempre parte de quem eu sou.”
🎧 Ouça o podcast ge Santos🎧 geRead More