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1% de chance: jogador do Super Bowl LX nasceu prematuro e contrariou previsões médicas

1% de chance: jogador do Super Bowl LX nasceu prematuro e contrariou previsões médicas

Com show de Bad Bunny, Patriots e Seahawks decidem o Super Bowl
Derick Hall pesava menos de 1kg quando veio ao mundo extremamente prematuro. A mãe, Stacy Gooden-Crandle, mal tinha completado 23 semanas de gestação e ouviu dos médicos que o filho não sobreviveria. Que as chances eram de 1%. Só que hoje ele se prepara para disputar o jogo mais importante da temporada da NFL.
Patriots e Seahawks se enfrentam no Super Bowl LX neste domingo (8), às 20h30 (horário de Brasília), no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. A partida será transmitida ao vivo pelo sportv 2, com pré-jogo a partir das 19h30, além da getv e e do ge, que acompanham tudo desde as 18h30. Já a TV Globo exibirá os melhores momentos do duelo, incluindo o show do intervalo de Bad Bunny na íntegra, logo após o BBB 26.
Derick Hall, outside linebacker do Seattle Seahawks
Perry Knotts/Getty
Derick contrariou previsões médicas durante toda a infância, mesmo com as chances sendo sempre 99% contrárias a ele. Não só sobreviveu à primeira noite na UTI neonatal, como passou a não precisar mais de aparelhos de suporte à vida até enfim receber alta hospitalar após cinco meses. Depois conseguiu andar, começou a jogar futebol americano apesar de conviver com asma e, anos depois, veio a se tornar atleta profissional.
— Ele nasceu morto. Foi uma batalha, tive que lutar todos os dias por meu filho porque senti que os médicos não lutariam por ele — contou Stacy Gooden-Crandle, em documentário da NFL 360.
Disseram que Derick seria um vegetal, que não teria nenhuma qualidade de vida. Queriam que eu assinasse um documento para desligar os aparelhos que o mantinham vivo porque não acreditavam que ele sobreviveria
Stacy tinha 26 anos na época e era mãe solteira, mas recebeu apoio tanto da família quanto da comunidade em Gulfport, no Mississippi. Familiares tinham medo de pegá-lo de tão pequeno e frágil que Derick era. No hospital, ele teve hemorragia cerebral, precisou ser ressuscitado e chegou até a ficar sem batimentos cardíacos. Mesmo assim, sobreviveu.
O primeiro contato com o futebol americano veio aos quatro anos, incentivado a praticar esportes para fortalecer os pulmões que ainda se recuperavam dos danos de ter sido prematuro. No começo, não conseguia acompanhar o ritmo das demais crianças por falta de ar, mas se apegou aos treinos como uma distração da rotina de idas e vindas ao hospital e se apaixonou pelo esporte.
Derick Hall foi destaque da defesa de Auburn, no College
Divulgação/Auburn
— É realmente uma bênção poder estar aqui. Minha mãe é minha heroína, minha mulher maravilha. É a pessoa que me manteve vivo — declarou o atleta, à NFL.
Derick Hall, dos Seahawks, está em seu terceiro ano na NFL
Divulgação/Seahawks
Atualmente, Derick mede 1,9 m de altura, pesa 115 kg, está em sua terceira temporada na NFL e já pode se sagrar campeão aos 24 anos. O outside linebacker foi selecionado pelos Seahawks na segunda rodada do Draft de 2023, após se destacar no College pela universidade de Auburn, e é peça importante na unidade defensiva da equipe.
Fora de campo, o jogador tem uma fundação, criada com a mãe, que presta auxílio a bebês prematuros e suas famílias, além de pessoas em insegurança alimentar. O nome da instituição é “One Percent”, em referência aos 1% de chances que ele foi insistentemente perseverando durante a vida, inclusive para chegar à NFL –apenas 1,6% dos jogadores de futebol americano universitário atuam na liga profissional.
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