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Abate de gado tem recorde no Brasil com aumento de compras de carne pela China

Abate de gado tem recorde no Brasil com aumento de compras de carne pela China

 Uma pessoa espera para ser atendida dentro de um açougue no Rio de Janeiro, Brasil, em 10 de julho de 2025.
REUTERS/Pilar Olivares
Dados preliminares do IBGE mostram que o abate de gado no Brasil cresceu 13,1% no quarto trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior.
Se esse aumento for confirmado, o total de abates no Brasil em 2025 chega a 42,3 milhões de cabeças, um recorde.
A forte demanda chinesa impulsionou a aceleração do processamento e colocou o Brasil à frente dos Estados Unidos como o maior produtor mundial de carne bovina.
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Dados do governo brasileiro indicam que a demanda chinesa permaneceu forte em janeiro, com as vendas para o país asiático alcançando US$ 650 milhões no mês passado, quase 45% a mais do que há um ano.
No total, o Brasil vendeu cerca de 232.000 toneladas métricas de carne bovina fresca para vários destinos em janeiro de 2026, gerando quase US$ 1,3 bilhão em receita. A participação da China no comércio de carne bovina do Brasil foi de aproximadamente metade, em valor e volume.
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Cotas chinesas preocupam
No futuro, porém, as empresas brasileiras podem não vender tanto para seu principal parceiro comercial, já que Pequim introduziu cotas máximas anuais de importação para fornecedores ao longo de três anos.
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As “medidas de salvaguarda” da China assustaram os processadores locais. Mas, como Pequim está irredutível, o governo brasileiro está agora discutindo com o setor um plano para atribuir cotas específicas às empresas, na mesma proporção de suas exportações para a China no ano passado, a fim de regular os suprimentos.
Os defensores da medida argumentam que ela poderia evitar uma pressão ascendente sobre os preços do gado ou uma queda nos preços de exportação da carne bovina, já que as empresas locais correm para exportar para a China a fim de preencher sua cota mais rapidamente do que as outras.
Os detratores dizem que isso pode permitir uma interferência sem precedentes nas exportações de alimentos.
Pequim isentará 1,106 milhão de toneladas métricas de carne bovina brasileira de tarifas adicionais este ano. Em média, os exportadores locais venderiam cerca de 92.000 toneladas mensais para a China abaixo do limite, em comparação com quase 140.000 toneladas mensais em 2025.
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Kayan Albertin/g1g1 > EconomiaRead More