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Acusada em caso de camarote do São Paulo desmaia na delegacia após silêncio em depoimento

Acusada em caso de camarote do São Paulo desmaia na delegacia após silêncio em depoimento

Áudio revela esquema de diretores do São Paulo para venda ilegal de camarote
Investigada no caso de exploração ilegal de camarotes no Morumbis, Rita de Cássia Adriana Prado compareceu na manhã desta terça-feira à delegacia para prestar depoimento, mas optou pelo silêncio alegando problemas médicos. Na saída do local, chegou a desmaiar.
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Foi a segunda vez que ela foi convidada a depor. Na primeira, não compareceu. Desta vez, optou pelo silêncio. A oitiva foi marcada para 10h. O advogado de Adriana chegou sozinho ao local, conversou com os promotores do caso e avisou sobre a opção pelo silêncio. Por volta das 10h40, saiu para acompanhar sua cliente até a sala. A oitiva durou um minuto.
Os promotores do caso questionaram se havia algum atestado médico assinado, mas nada foi apresentado na data. Houve uma promessa de que o documento será anexado aos autos do processo. Adriana não será chamada novamente para se defender.
Agora, a força-tarefa que investiga o caso segue com o cronograma de oitivas, onde serão chamados os demais investigados, Douglas Schwartzmann e Mara Casares, além de possíveis testemunhas. Ao mesmo tempo, segue a análise ininterrupta de provas documentais e dados de inteligência.
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Camarote “3A” do Morumbis
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A polícia também aguarda o posicionamento do São Paulo, como vítima, sobre o tamanho do prejuízo financeiro que o clube calcula com o caso.
O caso está sob cuidados do Departamento de Polícia de Proteção a Cidadania (DPPC) e da terceira delegacia, responsável por casos de lavagem de dinheiro, em ação conjunta com o Ministério Público. O delegado encarregado é Tiago Fernando Correia.
A força-tarefa investiga possíveis irregularidades cometidas por diretores do clube durante a gestão do então presidente Julio Casares, entre 2021 e janeiro de 2026.
São três inquéritos distintos, todos tratando o São Paulo como possível vítima. Além do caso do camarote, também são apuradas suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção no clube social, que ainda não resultaram em intimações.
Em novembro do ano passado, um áudio obtido pelo ge revelou a participação de Douglas Schwartzmann, diretor adjunto de futebol de base do São Paulo, e de Mara Casares, então diretora feminina, cultural e de eventos e ex-esposa do presidente Julio Casares, em um esquema que teria causado prejuízo ao clube.
Relembre o caso
O áudio obtido pelo ge cita utilização de um camarote no setor leste do estádio, identificado internamente como “sala presidencial”. Segundo arquivo, o direito de uso do espaço teria sido repassado por dirigentes a Rita de Cássia Adriana Prado, apontada como intermediária no esquema e terceira participante da conversa.
Ela seria a responsável pela exploração do camarote, com ingressos vendidos por valores que chegaram a R$ 2,1 mil na apresentação da cantora colombiana Shakira, que aconteceu em fevereiro de 2025. Apenas com o camarote 3A, o faturamento estimado foi de R$ 132 mil.
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