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Análise: Ceará é ineficiente e deixa a desejar em empate com Fortaleza

Análise: Ceará é ineficiente e deixa a desejar em empate com Fortaleza

Ceará 0 x 0 Fortaleza | Melhores Momentos | 3ª rodada | Segunda fase | Cearense 2026
O Ceará enfrentou o Fortaleza neste domingo (8) e ficou no empate sem gols, em duelo válido pela 3ª rodada da segunda fase do Campeonato Cearense. Apesar do resultado e de manter o tabu contra o maior rival, a atuação do Alvinegro foi, sem exagero, a pior da temporada até aqui. Logo em um Clássico-Rei.
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Com quatro desfalques – dois deles confirmados de última hora -, o Ceará entrou em campo sem Bruno Ferreira, Matheus Araújo, Alex Silva e Dieguinho. Dentro de campo, as ausências pesaram, sobretudo a de Matheus Araújo, camisa 8 e artilheiro da equipe ao lado de Vina, cuja falta de intensidade foi sentida do início ao fim.
A torcida compareceu em bom número, mas saiu frustrada. É verdade que o início de temporada costuma exigir paciência, porém o torcedor alvinegro vinha acompanhando boas apresentações e esperava mais em um Clássico-Rei. O Ceará até manteve a invencibilidade contra o Fortaleza – agora são 11 jogos sem derrota -, mas ficou devendo futebol, competitividade e ambição.
Diante dos desfalques, Mozart optou por Richard no lugar de Bruno Ferreira. O ídolo alvinegro teve participação discreta, mas apareceu no principal lance ofensivo do Fortaleza, na cobrança de escanteio de Maílton que quase terminou em gol direto. Já na vaga de Matheus Araújo, Fernandinho voltou ao time titular e, mais uma vez, reforçou as dúvidas que cercam sua presença entre os 11 iniciais.
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Fernandinho segue sem aproveitar as oportunidades. Tem dificuldades no um contra um, pouco acrescenta ofensivamente e apresenta rendimento técnico abaixo do esperado. Hoje, não faz por merecer a titularidade e se torna um ponto de desequilíbrio negativo na equipe.
O meio-campo também deixou a desejar. Vina teve uma noite apagada, pouco participativo e sem conseguir organizar o jogo. Aliás, o rendimento do camisa 29 refletiu o tom da partida: lento, previsível e sem inspiração. O Clássico-Rei deste domingo (8) acabou sendo um jogo sonolento, que serve pouco como parâmetro técnico para qualquer análise mais profunda.
Agora, o Ceará volta suas atenções para a semifinal do Campeonato Cearense, contra o Floresta. Data e horário ainda serão definidos, mas o Alvinegro precisará apresentar muito mais futebol se quiser transformar o discurso de favoritismo em realidade dentro de campo.
Rafael Ramos no Clássico-Rei
Thiago Gadelha/SVM geRead More