Análise: com um a mais, Botafogo peca em derrota no clássico e perde a quarta seguida
Fluminense 1 x 0 Botafogo | Melhores momentos | 3ª rodada | Brasileirão 2026
Quem ligou a TV após os 15 minutos do segundo tempo de Fluminense x Botafogo não conseguiria adivinhar que o Botafogo era o time com um jogador a mais. A tônica do Alvinegro no jogo foi correr atrás do rival, que aproveitou mais uma noite pouco inspirada da defesa do Botafogo para vencer por 1 a 0.
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Gol de Lucho Acosta em Fluminense x Botafogo
André Durão
Nesta quinta-feira, o Maracanã viu uma noite muito inspirada de um Fluminense que soube fazer tudo para impedir qualquer esboço de ataque do Botafogo, que fez o oposto do rival e foi muito mal. A única chance de perigo do Botafogo no jogo foi aos 45 minutos, quando Danilo cobrou uma falta na trave e quase empatou o jogo.
O volante, que saiu machucado logo depois da cobrança, foi o único elemento de destaque do Botafogo no jogo. Danilo pareceu jogar por três ou quatro, correu, interceptou, recuperou e foi o principal elemento de criação da equipe. Até os 23′ do primeiro tempo, tinha a ajuda de Allan, que estava bem no jogo, mas foi substituído por lesão.
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Ele saiu para entrada de Barrera, a primeira das várias substituições equivocadas de Martín Anselmi. Não foi uma noite inspirada do treinador, que perdeu o duelo com Luis Zubeldía. Barrera não ajudou ofensivamente e foi facilmente superado pelos meias do Fluminense.
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Enquanto o meio de campo do Botafogo criava somente com Danilo, que foi muito bem em viradas de jogo para a esquerda, as alas não ajudaram. Vitinho pouco apareceu no ataque, o que sobrecarregou Artur na frente. O camisa 7 parou em Renê durante todo a partida, não se entendeu na vaga de Santi Rodríguez e levou broncas de Allan e Arthur Cabral no começo por conta do posicionamento. Quando era para ficar por dentro, abria. Quando era para abrir, ficou por dentro e deixou espaços.
Na esquerda, a situação também não foi melhor. Montoro teve uma noite muito apagada e participou pouco da criação. Telles, mais acionado, sofreu com a velocidade de Canobbio. Sozinho na ala, ficou um segundo atrasado em muitas jogadas. Fora de sintonia, virou zagueiro no segundo tempo e seguiu mal.
Quando Telles foi recuado para a zaga, no intervalo, Anselmi optou por tirar Ythallo, que teve estreia muito ruim, para colocar Nathan Fernandes na ala esquerda. Naquele momento, o jogo ainda estava empatado e o Botafogo não havia finalizado a gol. O treinador não abriu mão de continuar com três zagueiros.
Martín Anselmi em Fluminense x Botafogo
André Durão
Nathan entrou mal e deixou ainda mais espaços na ala esquerda. Foi desse lado que começou a jogada do gol. John Kennedy recebeu na área, girou com tranquilidade ao ser marcado por Newton (outro jogador com noite ruim) e finalizou para boa defesa de Neto. O goleiro não teve muito tempo para ser elogiado. No rebote, Martinelli chutou fraco, Neto bateu roupa e deixou nos pés de Lucho Acosta. O argentino chapelou e completou para fazer o único do Fluminense no jogo.
A defesa foi muito mal nesta quinta-feira. Antes do lance do gol, Newton já havia falhado na marcação com John Kennedy, mas o atacante chutou para fora. Ythallo, que estreou como titular, errou muitos passes e deixou espaços. Ele saiu no intervalo. Até mesmo Barboza, o pilar da zaga, perdeu embates com Serna.
Foi mais uma partida com diversos erros individuais, mas faltou ao treinador mudar mais o time. Em nenhum momento Anselmi abdicou de ter os três zagueiros e os dois alas. Até mesmo no fim do jogo, recuou Danilo, o maior atributo ofensivo do Botafogo no clássico. Villalba, outro que estreou nesta quinta, foi bem e ganha pontos para a sequência contra Flamengo e Nacional Potosí.
O primeiro grande adversário da sequência saiu vitorioso. Diante do Flamengo, Anselmi precisa achar caminhos para os gols além de Danilo, que preocupa para o clássico. Arthur Cabral passou em branco e sofreu com a marcação de Jemmes. Sem Santi, o treinador deve uma opção para a direita, seja Artur em uma nova posição ou Villalba mais ofensivo. Fato é que Martín Anselmi tem um quebra-cabeça para montar, mas tem que trabalhar com novos encaixes, não com o esquema padrão.
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