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Análise: Cruzeiro não mostra evolução, e pressão sobre Tite aumenta em início de trabalho

Análise: Cruzeiro não mostra evolução, e pressão sobre Tite aumenta em início de trabalho

Cruzeiro 1 x 2 Coritiba | Melhores momentos | 2ª rodada | Brasileirão 2026
O primeiro jogo do Cruzeiro como mandante, neste Brasileirão, começou bem, mas terminou com um clima de tensão e frustração no ar. Com gol de Matheus Pereira, a Raposa dava indícios de que a chave estava virando, mas a virada do Coritiba ez desmoronar a confiança dos jogadores – e da torcida.
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O 2 a 1 do Coritiba sobre o Cruzeiro foi um resultado justo, depois de um primeiro tempo intenso da equipe celeste – com muitos gols perdidos – e uma segunda etapa completamente diferente. No primeiro tempo, Matheus Pereira e Kaio Jorge pareciam tentar reencontrar a sintonia que tanto fez bem aos dois e ao Cruzeiro em 2025.
Muitas trocas de passe, com Kaiki como lateral que puxava o ataque, triangulações e busca pelo espaço. Intensos, foi assim que o time esteve até o gol de Matheus Pereira aos 18 minutos. Depois, Kaio Jorge, Kaiki, Gerson e o camisa 10 continuaram a pressionar, mas sem efetividade. Como Tite já disse, sem efetividade não se ganha jogo.
Kaio Jorge Cruzeiro
Fernando Moreno/AGIF
Aos 45 do primeiro tempo, a defesa ficou perdida com o lançamento de Sebastián Gómez para Bruno Melo, que tocou para Lavega empatar. Bruno apareceu sozinho do lado direito da defesa do Cruzeiro, sem a marcação de Arroyo, que ficou procurando quem acompanhar, enquanto Fabrício Bruno e João Marcelo não acompanharam o atacante que finalizou, pegando Cássio no contrapé.
Ali foi um balde de água fria na virada de chave que o Cruzeiro parecia estar encaminhando. A torcida ainda teve paciência. Mas durou pouco. Aos sete minutos da segunda etapa, William cobrou uma falta na mão de Pedro Morisco, que lançou rápido para Lucas Ronier. O camisa 11 venceu a disputa com William, que perdeu no alto e na corrida, tocou para Breno Lopes, que driblou Cássio e fechou o placar.
Sem nenhum poder de reação, a torcida perdeu a paciência. Vaias tomaram conta do estádio, principalmente para o lateral William. Pedidos para Tite sair do comando do time e xingamentos ao fim da partida deram o tom do pós-jogo.
Foram mais de 40 minutos de conversa no vestiário, após a partida. Os jogadores relataram que tiveram conversas fortes, passaram pela imprensa abatidos, com semblante de frustração e chateação. Eles defenderam William, mas disseram entender o torcedor – apenas 15 mil no Mineirão, a pior marca do time na temporada, até agora.
Tite em Cruzeiro x Coritiba
Alessandra Torres/AGIF
Tite confirmou que teve reunião com Pedro Lourenço, dono do clube, e que também teve cobranças da parte do técnico para o elenco. O treinador assumiu a culpa e disse entender o momento de pressão.
O Cruzeiro não teve ainda uma constância em que performou bem por mais de dois jogos seguidos. Apesar da goleada sobre o Uberlândia, por 5 a 0, no Mineiro, nenhuma outra partida brilhou os olhos.
Na estreia do Brasileirão, uma goleada por 4 a 0 para o Botafogo fez o clima ficar pesado. Durante a semana, houve uma reunião com a comissão técnica para entender o caminho a ser tomado. Uma vitória sofrida sobre o Betim mostrou que o time tinha raça para não desistir de um momento adverso, mas, três dias depois, a equipe não conseguiu sustentar a força mental e física.
São duas óticas que se pode olhar. A primeira é que Tite tem apenas uma mês. Ainda pode ser pouco para um time tomar forma. A segunda, por outro lado, é que são oito partidas, com cinco derrotas e apenas três vitórias.
Gerson em Cruzeiro x Coritiba
Gustavo Aleixo/Cruzeiro
O início da temporada já toma contornos dramáticos. Precoce, mas preocupante. Dois jogos no Brasileirão, duas derrotas. No Mineiro, um risco iminente de eliminação na primeira fase.
É o momento de o discurso tomar forma, como disse o próprio Tite em coletiva, após o jogo no Mineirão. Tem que justificar com palavras, mas o mais importante agora é mudar, em campo, o rumo da temporada.
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